segunda-feira, agosto 11, 2008

Saudades dos meus oito anos

Querem saber como eu era quando eu tinha oito anos? Ah, eu era super tímida; toda criançada brincando na rua e eu dentro de casa lendo... magricela, credo, gambitos horrorosos e minha mãe só deixou eu depilar as pernas muito tarde sabem? Então, imaginem que desastre! Hahaha... feiosa que dói! Ninguém queria ficar comigo alguns anos depois, as outras eram o auge da belezinha, e eu sempre de lado, com meus óculos muito criativos (obra de mamãe).
E cdf no toco. Tá, eu não gostava muito de matemática, talvez por minha mãe ter se formado em matemática, e eu desde pequena muito as avessas dela... tipo ela rock and roll e eu mpb sabe? Mas então, eu pedia sempre tarefas a mais, (teve uma vez que eu pedi lição de casa pra fazer em casa por um mês adiantado!). Mas quer saber? Como eu era feliz!
Comia pacotes e pacotes de bolacha, nossa, como eu adorava bolacha... e continuava magrinha... alguém se lembra dos lanchinhos Mirabel? Hummmmm, adorava!!! Aos montes... minha avó me dava dois reais todo dia pra eu comer na escola, e sempre dizia:
- Anandha, com esse dinheiro dá pra comprar dois quilos de frango! – e dava risada...
Era muito bom, épocas em que o maior problema era quando o pacote de bolacha acabava. Assistia Pica Pau e o Chaves, ficava em transe. Uma loucura. Era uma transe expontânea, sem auxilio de nada que hoje existe na minha vida, como compras, álcool, cigarros, massas...
Eu era feliz naquela época, e sabia. Pois aproveitei o máximo. Mas passou, assim como meu dente que eu quebrei no parquinho cresceu, eu depilei minhas pernas, fiquei “mocinha”, me tornei uma pseudo-alcoolatra bonita... agora eu tenho problemas de verdade. Crises existenciais, tendências suicida, e mais milhares de pragas modernas. Ah, e o frango subiu de preço também.
Tenho saudades dos meus oito anos, e gostaria que eles voltassem e congelassem. Tenho saudade de como eu era tratada, como uma pessoinha normal. Tenho saudade de ser criança, no melhor estágio da vida. Os oito anos. Eu não posso negar que existem problemas piores que os meus, mas só posso sentir saudade daquele ano de 1992, quando eu tinha oito anos. Eu era feia, magricela, cdf, mas amava ser assim. Quisera eu hoje, trocar qualquer coisa que valha a pena na minha vida por somente mais um dia com oito anos.
Saudades...

domingo, agosto 10, 2008

Papai Noel não existe

Eu sempre soube que ficaria sozinha. Por isso se explique talvez minha obsessão por personagens encalhadas.
Sempre soube, que meu destino seria um psiquiatra e uma cartela de antidepressivos. Uma carreira mediana, um cachorro e uma xícara de café.
Quem sabe, se as inúmeras tentativas da minha vida em arrumar alguém, e seus fracassos, só não foram um sinal de que é assim mesmo que seria.
Não, não estou triste com isso. Talvez um pouco melancólica, pois quando acho que finalmente eu encontro alguém, eu o afasto com minha loucura.
Sim, eu não mereço ninguém. Não sou boa suficiente, para dividir uma vida. Posso ser boa em outras coisas, mas em relacionamentos, um fiasco.
Se devo aceitar esse destino? Acho que talvez seja isso que foi arrumado pra mim e talvez seja isso que mereço por ter tido uma vida tão precária.
Só gostaria às vezes de sumir do mapa. Um tiro na cabeça. Enforcada na árvore. Sei lá. Mas essas idéias passam... e voltam.
Devo ficar sempre sozinha para não atrapalhar a vida dos outros. Não devo mais ter esperanças de que um dia realmente irei ter alguém junto comigo. Porque papai Noel não existe.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Eu tinha escrito um post 10, sobre 3 cenas que eu vi nesse fim de semana. Mas infelizmente, essa merda de blogger, apagou todo meu conteúdo e o que deveria estar salvo não está salvo em lugar nenhum. Dessa forma, venho mostar minha indignação com a porcaria de serviço gratuito prestado, mesmo que pela Google. Perdi um ótimo conteúdo por que esse recurso "salvar agora" não vale ABSOLUTAMENTE merda nenhuma.

domingo, julho 13, 2008

Vazio

Eu me dedico a ele como nunca me dediquei antes a ninguém.
Dedico-me porque amo.
Dedico pelo bem que faz,
pela angústia que me causa.
Por ele sou capaz de tudo.
E nesse tudo está o mais amplo todo.

Quando me deixa sozinha, fico angustiada,
fico desanimada e sem saber o que fazer,
não gosto dessa solidão mal encarada,
que me maltrata e me enlouquece,
fazendo meu coração encolher.

Com ele quero ficar a hora toda,
o dia todo, o tempo que eu puder.
Pois isso tem sido pra mim,
algo acima de todas as outras coisas.
Coração idiota! Por que foi se apaixonar?
Coraçãozinho tolo, de onde veio tanto amor?

sábado, julho 12, 2008

INVASÃO DE RATOS NAS LOCADORAS!!!


Pois é, já é antiga a infestação de ratos nas locadoras e cinemas do mundo.
No entanto deve-se considerar que se tratam de ratos finos, graciosos ou muito espertos.
O animal que antes causava pânico, hoje pode ser considerado astro de cinema!
Pode-se dizer que tudo começou com “O Pequeno Stuart Little”, um camundongo que no ano de 1999 conquistou uma leva de gente. Stuart era um rato abandonado que vivia num orfanato, junto com outras crianças. Até que a família Little decide adotar um irmão para seu filho George, e eles se apaixonam pelo carisma do pequeno ratinho. Stuart é então adotado e passa a lidar com divergências com Snowbell, o gato da família, e o próprio irmão, que não o aceita. Quem já não viu esse rato?


Há mais de um ano, o sofisticado e aguçado Remy também deu os ares de sua graça, salvando a pele de Skinner, ajudante de cozinheiro do restaurante de seu chef preferido. “Ratatouille” é uma animação americana de primeira, da parceria monstruosa entre Pixar e Disney, que conta a história de um rato que quer se tornar um chefe de cozinha.


Para completar essa invasão, o mais recente rato malandro das locadoras é Ratso. Um rato empresário que passa a perna nas pessoas com seus shows medonhos. Até encontrar Feio, uma criaturinha desengonçada que nasce e fica muito ligada a ele. O rato leva Feio como filho para um show com a fria intenção de usá-lo, mas no caminho se apega ao monstrinho que vai se transformando... “Putz! A Coisa ta Feia” é uma animação européia que mostra a grande diferença entre os roteiros e técnicas européias e norte americanas, e mostra que a Europa não perde nada para a América do Norte quando se trata de animação e humor.

Ao que me parece, daqui a alguns anos, esse animalzinho não será mais tão temido quanto ainda é hoje! Divirtam-se!

terça-feira, julho 01, 2008

Triste Dia

Hoje o Dia acordou triste.
Sim, o Dia não eu.
Mas me compadeci com o velho Dia.
Pois esse Dia, acorda todos os dias junto comigo.
Companheiro vivo e fiel.
Todo dia. O dia todo. Eu e o Dia inteiro.

Mas triste, pela cinza nuvem que cobriu minha cabeça.
Triste, pelo vento gelado que gelou minha espinha.
Embora as borboletas dancem embaixo das nuvens cinzas,
o dia parece-me triste.

Dia, porque acordou triste?
Será por que é o último Dia do mês?
Ou será que sabes que não pagaram meu pagamento?
Dia, o que você tem?
Espero que ao transformar-se em noite, você fique mais feliz.
(30/06/2008)

quinta-feira, junho 26, 2008

Reflexões sobre o Admirável Mundo Novo
(Inspirado na melhor obra que li nos últimos tempos)

Embora tenha sido escrita na década de trinta, o que pode-se perceber é a grandiosidade do autor em “prever o futuro” de maneira tão fictícia, mas ao mesmo tempo, abordar o tema, com um caráter tão sociologicamente indagador.
“Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley é a pulga atrás da orelha da humanidade, a busca pela estabilização social, que se segue a paz, o controle de doenças, de natalidade, de sentimentos maldosos e enfim o que seguirá a seguir.
A história narra um mundo perfeito. Nesse mundo perfeito os bebes são criados em laboratório (não se esqueçam das células tronco nessa hora!), e todos eles serão destinados a pertencer a uma determinada casta. Durante esse circuito, os embriões até chegarem a idade adulta são submetidos a uma espécie de lavagem cerebral, que condicionará sua submissão à casta pelo resto da vida. Ou seja, o “Admirável Mundo Novo” não deixa de fugir dos ideias marxistas que, une os trabalhadores, pois todos os cidadãos são destinados a trabalharem como operários, independente de qual local esteja designado. O que diferencia o ideal desse mundo, é a superioridade do ser criado. Um embrião para a formação de uma pessoa, significa uma casta maior; um embrião para quase 200 pessoas gêmeas, uma casta baixa. Estas que serão destinadas a trabalharem na indústria provavelmente.
Estaremos longe dessa realidade? Podemos até ter pai e mãe (ainda), mas muitos ainda são obrigados a trabalhar em lugares insatisfatórios, que no entanto, são considerados bons pelos indivíduos, pois o que se segue é que aquele que tem um emprego hoje, sinta-se feliz.
Todos os indivíduos pertencentes às mesmas castas, vestem as mesmas cores. Moda? Não. Um instrumento que visualmente, separa os melhores dos piores. Olha como não estamos longe: alguns compram indumentárias que valem o alimento de mais de um ano para outros. Moda? Não. Um instrumento que ostenta os melhores para os piores.
Todo o ser do “Admirável Mundo Novo”, é criado invariavelmente para trabalhar, ser feliz e consumir. Existe uma frase milhares de vezes repetida, esse processo é chamado hipnopédico, que os induz a não remendarem pois isso traz pobreza, e comprarem roupas novas.
“Os maiores triunfos da propaganda não se devem à ação, mas sim a omissão de
algum ato. A verdade é grande, mas maior ainda, do ponto de vista prático, é o
silêncio sobre a verdade” (HUXLEY, PÁG. 21)

Lembra alguma coisa? Sim, todos nós. Todos nós, sendo cada dia mais influenciados pelo poder da propaganda, mesmo sem lavagem cerebral. (ou existe alguma lavagem cerebral subliminar? Compre batom, compre batom!!)
Apenas uma entre bilhões de mulheres são produzidas férteis. Isso resolve o problema da hiper população no mundo. E mesmo as únicas férteis andam com uma cartucheira com um arsenal de anticoncepcionais.
São levados a encararem a morte como superficialidade, já que os cadáveres serão úteis aos vivos, os corpos são queimados e o fósforo exalado é reaproveitado em outros produtos industriais.

***pausa para respirar...***

“...a realidade, embora utópica, é algo de que se sente necessidade de tomar
férias com freqüência), um substituto para o álcool e outros narcóticos que seja
simultaneamente menos prejudicial e mais delicioso do que o gim ou a heroína...
“(HUXLEY, pág. 22)

Quando um indivíduo sente algum sentimento adverso a felicidade, ele toma o soma, uma droga sem efeitos colaterais, distribuída pelo governo, se é assim que se pode chamar, que mantém a felicidade como bem soberano, que é a lei mundial.
Já que toquei nesse assunto, cabe ressaltar que não existe monogamia, a promiscuidade entre as mulheres é convencional, e ai de quem não for promíscua e sair com o mesmo homem durante muito tempo! Ninguém é de ninguém. Todos são parte do coletivo. (Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem... já diriam os Tribalistas).
As crianças começam sua vida sexual muito cedo, entre sete/oito anos, aprendendo jogos eróticos, para estimular o sexo como um dos principais lazeres da vida. Pois esses seres são privados da leitura, já que isso poderia levantar questionamentos contra o sistema. O indivíduo deve pensar apenas no coletivo.
Hoje, a mídia exerce esse papel. Apenas passa o que não pode levantar suspeitas, e poucos são os veículos realmente comprometidos com a verdade. Lá também é assim. (realidade X ficção?)
Eu teria mais milões de comparações a serem feitas, já que a proximidade dessa narração com a nossa é infinita.

Mas estou aqui para dois motivos: aguçar a leitura dessa maravilhosa obra e dizer que se trata de uma questão que é que, para haver a tão sonhada estabilidade social, eu concordo com o autor. Teríamos que ser privados da religião, da ciência e da arte. Pois em suma são esses os pontos que mais geram a LIBERDADE.
Para que haja estabilidade social, paz e felicidade mútua é necessário, que de alguma forma todos sejam IGUAIS e pensem IGUAIS. Seria esse o preço a se pagar por um mundo perfeito? Seria bom ser narcotizado diariamente para não chorar? Trabalhar em um local onde existem mais mil você? Ter o mesmo pensamento que todo o resto do planeta? Acho eu que não.
Nobreza e heroísmo são sinais da ineficiência política, está no livro. Cabe a mim, ser o herói da sociedade, relatando fatos, indicando livros? Sim. Cabe a mim, pois eu vivo na instabilidade e depois de analisar como seria a vida perfeita, eu, assim como o Selvagem do livro prefiro que assim seja e assim continue. Isso não significa que não precisemos de melhoras, mas não estou disposta a me privar das artes e principalmente da minha LIBERDADE. Não, não, não.
“Porque o nosso mundo não é o mesmo de Otelo. Não se podem fazer calhambeques
sem aço – e não se podem fazer tragédias sem instabilidade social. Agora o mundo
é estável. O povo é feliz; todos tem o que desejam e nunca querem o que não
podem ter. Sentem-se bem; estão em segurança; nunca ficam doentes; não tem medo
da morte; vivem na perene ignorância da paixão e da velhice; não se aflingem com
pais e mães; não tem esposas, filhos, amantes a que se apeguem com emoções
violentas; são condicionados de modo a não poderem se comportar como devem. E se alguma coisa não estiver bem, tem o soma...” (HUXLEY, pág. 270)
Pois eu caros leitores eu quero mais, quero pegar gripe e não ir trabalhar, quero sentir a paixão e o amor, brigar com minha mãe, ter filhos e marido. Quero me comportar a minha maneira, e quando estiver bem velhinha, poder aplaudir-me no meu leito, a agradecer à Deus por ter vivido e assim, morrer em paz.

sexta-feira, junho 13, 2008


Ontem quem abriu o Google viu este desenho, achei super bonito...
Divagação sobre o amor - I

Andei pensando nas questões do amor. De acordo com a língua portuguesa (lembra-se do dicionário Aurélio pesadão?) Amor significa:

[do latim amore] 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema 3. Sentimento de afeto ditado por laços de família 4. Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra e que engloba também a paixão física 5. Atração física e natural entre animais de sexo opostos 6. Amor passageiro e sem conseqüência; capricho 7. Aventura amorosa 8. Adoração, veneração, culto: amor a Deus 9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura 10. Inclinação ou apego profundo a algum valor ou alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo; paixão 11. Muito cuidado; zelo, cuidado (...)

Encontrei algumas contradições nesse significado, que entraram em conjuntura com minhas divagações.
Se o amor significa a predisposição a desejar o bem, por que é tão difícil para as pessoas dizer que amam outras? É tão difícil assim desejar o bem do próximo? Será que a pedra fria do capitalismo e da globalização afetou além do meio ambiente o sentimento das pessoas? A resposta é sim. Ninguém está mais disposto a se dedicar absolutamente a outra pessoa. Dedicam-se ás vezes mais a uma máquina, do que a uma pessoa.
O número de divórcios cresce, aumentam-se os números da criminalidade, do desrespeito ao ser humano e ao mundo a sua volta. Tudo isso resultado da: falta de amor.
Em contradição poderia ser também excesso de amor. Excesso de amor próprio, onde o ser humano pensa tanto nele mesmo e se ama tanto, que acaba por esquecer que vive numa sociedade. Egoísmo.
Até mesmo os laços de família, que antigamente eram tão estreitos, estão se alargando por causa do amor. Ou da falta/excesso dele. Em certos casos nem a família mais ama-se com vigor (Suzane Von Richtofen, menina Isabela, e outras atrocidades Brasil a dentro). Ainda existe amor?
Com essa divagação, descobri algo interessante: os animais também amam! Que maravilha, estou a imaginar um tamanduá macho comprando bombons para o tamanduá fêmea... não? Não. Besteira, talvez eles amem mais que o homo-sapiens. Com certeza. Amor puro, de qualidade, verdadeiro.
Dizem que o amor engorda e que a paixão emagrece. Eu achei que ambos fossem sentimentos distintos. Mas conforme o dicionário o amor significa também paixão. Então com quantos quilos vou ficar? Quilos a mais, ou quilos a menos?
Acho que para amar é preciso fazer um estágio na cadeia da paixão para então haver a formatura do amor. Mas como uma pessoa me disse certa vez, o amor não tem cartilha. É fórmula secreta, como a Coca-Cola, sacou? Dessa forma será que o amor tem realmente significado que possa ser prescrito, ou ultrapassa a margem dessas linhas do dicionário. Sim.
Também dizem que o amor é cego. Eu não concordo, amo meu cachorro e enxergo ele muito bem. Outra coisa também: amar macarrão por exemplo é tão simples, por que amar uma pessoa é tão difícil? Ahá! Macarrão é simples: farinha, água e sal. Pessoas são complicadas: carne, osso, coração. Logo, o amor é diretamente proporcional ao objeto amado. Se é algo simples é um amor singelo, se é algo tão complicado como uma pessoa (existe algo mais complicado do que uma pessoa?) é um amor ardente.
Hoje, vou parar por aqui. Mas ainda me restam algumas divagações.
Disso tudo me resta responder a pergunta feita acima e dizer o quanto é importante que no meio de todas essa divagações saber que se é amada.

Nota: hoje é dia de Santo Antônio e ontem foi dia dos namorados. Portanto, coloquem seus santinhos de cabeça virada ou desvirem ele para agradecer como no meu caso ; )

quinta-feira, junho 05, 2008


Ilusão de Ótica

Análise de dois parceiros

No dia 27 de maio desse respectivo ano, durante a Semana da Comunicação Social da UNAERP, foi proferida uma palestra com a editora do Jornal da Globo/RIO, Luciana Bistane.
A palestra (que foi idêntica ao programa gravado pela TV da mesma instituição no mesmo dia) concluiu um post meu, que cita a coincidência das personagens encalhadas serem jornalistas.
“Meninas, a redação da Globo tem o maior número de encalhadas por metro quadrado!”, comenta Bistane em tom entusiástico. Profere ainda que o jornalismo é um casamento. Conta que vara noites e noites na redação da emissora.
Então segue uma análise minha, seguindo a linha da palestra de Bistane.

Segundo a editora, a (o) repórter que tem o maior número de informações, sejam boas ou ruins, podem escolher as melhores para formar uma matéria de qualidade.
Análise: assim como os homens, você fica com os bons, os medianos e os ruins, até poder escolher o melhor para formar uma vida com qualidade.

Conforme Bistane, o advento da internet, levou ás (aos) jornalistas a modernidade que antigamente não havia. “Com a internet e o “Santo Google” todos os jornalistas foram beneficiados”, diz Bistane.
Análise: o fato de que não se pode viver sem homem é aceitável. Viver sem o Google não é.

Ainda falando sobre internet, Luciana Bistane, diz que o jornalista não é mais capaz de deter informação nenhuma por causa da massificação da web.
Análise: que mulher conseguiu em alguma época deter algum homem sem esforço? E ainda por dizer, com esforço?

- Querida vou comprar cigarro! - diz o marido.
Passam-se alguns instantes após a saída dele:
- Ué, mas ele não fuma! - pensa a esposa enquanto lava louças.

É importante relevar que toda regra tem exceção, me desculpem ás exceções, mas como já disse em outro post, alguns representantes masculinos mancharam a reputação da espécie. É assim pra mim.

Conclusão:
Jornalismo é bom. Dá dinheiro (não muito), satisfação pessoal, cansaço, emoção, repercussão.
Homem é bom; apesar de virem todos com defeito de fábrica e precisarem ter um pouquinho mais de sensibilidade e alguns ajustes técnicos. Dá dinheiro (não muito), satisfação sexual, cansaço, emoção, repercussão.
Muito semelhantes não? O caso é juntar os dois pra tentar ser feliz.
Agora serão felizes eles com nós jornalistas dedicadas á profissão? Segundo Bistane, “Os maridos não aguentam!”

terça-feira, maio 27, 2008


Água com chuchu

No Novo dicionário Aurélio Século XXI – que digamos de passagem pesa alguns três quilos – a palavra Insosso está classificada como:


Insosso – [do latim insulsu] adj. 1 Sem o sal preciso; insulso. 2 Sem tempero;
enjoativo. 3 Diz-se da alvenaria assentada sem argamassa (...)


Comentando com uma grande analisadora das palavras estávamos pensando sobre como essa palavra nos incomoda. Quando digo nos incomoda, digo que ela se tornou incômoda para mim naquele momento, foi naquela sexta feira outonal que ela (a palavra) passou a me incomodar; afinal, amigo é amigo, tornamos as suas revoltas, as nossas!
O Insosso é o famoso “xoxo”, sem graça. O adjetivo insosso, para começar, é assim como uma pessoa insossa: é transitiva indireta. Ou seja, pessoinha mediana, mais ou menos, desengraçada. Indireta.
Daquelas que se você pergunta: - “Frango ou peixe?” Ela responde: - “Qualquer coisa tá bom.”
Oras picar alhos! - “Eu quero caaarne! De preferência mugindo, muuuuuuuuu!!!”
Outra característica comum entre a palavra e a pessoa insossa, é a flexão: para variar o verbo, você precisa de um outro auxiliar, pois “insossar” não existe, existe “tornar insosso”. A pessoa no caso, como não tem atitude comportamental, precisa de alguém para decidir por ela, se vai frango ou peixe, se vai amarelo ou cinza.
Imaginem agora aquela feijoada do titio sem tempero? Qual a graça? Ou você acha que os escravos quando criaram a feijoada criaram-na sem aquele louro ou aquela pimentinha cultivados na senzala?
É pessoas bonitas... sem sal, alho e manjericão não dá!
Gente insossa é triste. Principlamente aqueles que escrevem insosso com quatro “s”: inssosso! Oh que horror! Esse além de insosso, é um assassino da língua portuguesa!

- Vamos para onde? - Pergunta a namorada.
- Ah morzinho, qualquer lugar pra mim tá bom! - responde o namorado.
- Insosso! Vá você então pra p#*& que pariu! - desabafa cruelmente a namorada.


Outra curiosidade, é que insosso também significa alvenaria sem argamassa. As paredes ficam feias sem argamassa... seriam feias pessoas insossas? Bom sei lá, não vem ao caso atribuir características de uma parede insossa a uma pessoa insossa.
Mas uma coisa é certa, o verbo, o adjetivo e a pessoa insossa significam literalmente a mesma coisa. A falta de alguma coisa. Seja sal, flexão ou atitude, o insosso tem que se mexer. Do contrário virará uma sopa de água com chuchu.

Blogs relacionados
http://insossa.blogspot.com – para os insossos
http://pitadadesal.wordpress.com – para os temperados
http://wikifood.blogspot.com – para um e para outro, e para nenhum nem outro.

segunda-feira, maio 12, 2008

Faz tempo que eu não dou aos meus leitores algumas dicas...
LIVRO

Aí vai uma boa dica, pra quem quer dar boas risadas com passagens hilárias da vida do autor,

Mário Prata, que enfocam o cotidiano de uma forma leve e descomplicada.
"Minhas Tudo" (2001), é um livrinho relaxante, da editora Objetiva e custa entre 21 a 30 reais dependendo de onde você mora.

Pra quem mora em Ribeirão Preto o livro está disponível para locação na Bilbioteca Guilherme de Almeida, na Casa da Cultura.

FILME

Estreiando dica de filme por aqui, "Tá dando onda" (2007) é de perto, uma das melhoras animações que eu já assisti nos últimos tempos. Faz paródias sensacionais com o mundo do surf e utiliza personagens tropicais, inclusive brasileiros.


O efeito gráfico do filme, cria uma ilusão perfeitamente igual à realidade e não decepciona quem compra.


Na trilha sonora, o filme conta com a participação de cantores consagrados, como Lauryn Hill, Sugar Ray e Perl Jam.


O preço do DVD original é de mais ou menos 22 reais na internet, 5 reais o pirata no camelô em todas as locadoras do Brasil.


Título no Brasil: Tá Dando OndaTítulo

Original: Surf's UpPaís de Origem: EUA

Gênero: Animação
Classificação etária: Livre

Tempo de Duração: 85 minutos

Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 26/10/2007

Site Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/ surfsup/index.html

Estúdio/Distrib.: Columbia
Direção: Ash Brannon / Chris Buck

sábado, maio 03, 2008

Peguem seu cavalinho, o frio chegou!

Todo o inverno, ou qualquer sinal de tempo um pouquinho menos que o habitual fervoroso clima ribeirãopretano eu venho com um comentário sórdido a respeito da tal estação.
Inverno ou frio é aquilo lá! Para onde você olha têm mulheres trajando a sensacional bota da lua, uma plataforma que ficou tão popular quanto o próprio arroz com feijão.
Elas estão em todos os lugares, e pertencem a todas as camadas sociais: as botocas voltaram mais um inverno para esquentar os pés (e porque não dizer as pernas também) do mulherio.
Entre várias combinações bizarras que se vê por aí, eu lembro da liberdade de expressão: quero ser brega mesmo, e daí? - Obrigada, se não fosse vocês...
O que era pertencente à classe das amazonas, agora pode estar nos pés de qualquer cinderela do tamanho 34 ao 46! É tão popular, quanto, digamos, bolachinhas água e sal. (é fresquinha porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinha?)
Portanto meninas, peguem seus cavalinhos, vistam suas botocas e vamos lá!

segunda-feira, abril 21, 2008

Caso Isabella, não aguento mais!

Uma coisa, não vou poder negar em hipótese alguma: o que aconteceu com a menina Isabella Nardoni foi terrível.
No entanto, há de concordar, que existem milhares de "meninas Isabellas" pelo Brasil, e a mídia desconhece, sendo assim, todo mundo desconhece.
O que a mídia fez com essa menina, é tão cruel quanto o assassinato. Especularam a morte de uma garota de 5 anos pra vender jornal ou aumentar a Ibope.
O resultado é uma sociedade que não tem outro assunto: no trabalho só se fala disso, no ponto de ônibus são mil teorias e pouco discernimento, já tem gente falando pra tomar cuidado com as madrastas. Meu Deus! A minha madrasta não mataria nem um mosquito!
Eu não aguento mais ouvir esse nome, e me desculpem a insensibilidade, mas está na hora de mudar o disco! Qua tal falar sobre a ineficiencia da polícia ou sobre a situação do aquecimento global? Este último pode matar não só uma menina, mas milhares de seres humanos, como eu, você e toda a sua família, e não humanos, como seu cachorro ou sua iguana chamada Maria, ou seu passarinho chamado Pelé, sei lá.

Pense nisso!


Ser solteiro é uma consumação, ou seria uma opção?


Duas mulheres têm influenciado minha vida: Bridget Jones e Carrie.

Jones, ao meu ver, é mais significativa. Mais relxada, não sabe tudo e é bem desajeitada. Para quem não conhece, ela é personagem de um best seller que virou filme "O Diário de Bridget Jones" e depois o livro "Bridget Jones: entre o limete da razão".

Carrie, personagem do seriado Sex and City, tem classe, compra sapatos caros, toma drinques em lugares da moda, diferentemente de Jones, que é mais idealista, prefere Chardonay a sapatos caros, e nada como um bom Silk Cut. O que é isso? Bebeidas e cigarros.

Eu, uso óculos quebrados, tenho um estilo peculiar, gosto de tênis exóticos, blusa branca e jeans, não vou somente a lugares da moda, e adoro bebeidas e cigarros.

Entretanto, há uma coisa que eu e as duas personagens temos em comum. E para não dizer apenas nós três, com certeza, mais um monte de meninas, mulheres, senhoras: somos "encalhadas".

Ambas, têm trinta e pouco. Eu tenho vinte e pouco, mas pelo que me parece estou quase chegando aos 40. Experiência, experiência.

Mas há de se dizer, que somos encalhadas pela sociedade, porque para nós, somos solterias, e nos orgulhamos muito. Apesar disso, a busca contínua por alguém a quem possamos envelhecer ao lado, é um fato.

Há que a cultura americanizada, criou um esteriótipo em que as mulheres chegam há uma certa idade em que têm que se casar. E isso, fez com que alguns escritores (as) criassem certas personagens que fogem desse padrão.

Mas pessoal! Eu não sou uma personagem! Eu existo e aqui vos escrevo. Essa cultura machista de que mulheres profissionais geralmente são solteiras é uma constante.

Não do ponto de vista feminista, mas de um ponto de vista bilateral, a perca de valores que o homem enfrenta é algo de se entender, eles não são mais os mesmos. Perderam muito seu valor com a modernização, e depois de algumas invenções, os homens não são tão mais úteis para muitas coisas, quais eu mesma posso fazer. Eles mesmos perderam seu valor, quando alguns de seus representantes, desrespeitaram e machucaram, algumas das nossas representantes.

No entanto, queremos alguém que nos ame e nos respeite acima de tudo. E não alguém para trocar a lâmpada ou levar o lixo pra fora. Queremos alguém com valor.

Ser solteira nos dias de hoje, é tema da atualidade, mas há de se entender, que ser solteiro seja mulher ou homem é uma consumação. É muito difícil se relacionar.

Enquanto eu fico solteira, uma coisa é certa: sozinha eu não irei ficar pois, Bridget Jones e Carrie me farão compania, pelo menos na minha imaginação, livros e televisão.

sábado, março 08, 2008

Pessoa rara

Existem pessoas que os outros nos entregam. E nelas, acham que nossa felicidade será depositada.
Existem pessoas que nos são censuradas. E nelas, nós achamos que nossa felicidade poderá ser depositada.
Algumas delas, talvez nunca deveríamos ter conhecido. Tanto uma, quanto a outra. Uma pela decepção, outra pela expectativa que se cria que e de repente não é correspondida.
As pessoas são moinhos de sentimentos sem sentido, e por mais difícil que seja aceitar, não vivemos sem elas.
O que esperar de uma pessoa? Reciprocidade? Afeto? Ou simplesmente, respeito?!
Não quero ser entregue. Não quero me entregar.
Pessoas raras são almejadas, fazendo nossas expectativas irem as alturas.
E assim anda o princípio da construção das relações. Uns querendo doar o que não presta, outros querendo censurar o que almejam. Pretensão e egoísmo.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

DO AMOR QUE NÃO DEU TEMPO
Oh vida estranha com suas peças loucas.
Num momento, felicidade segura
em outro incerteza futura.
Sofrimento que grita abafado
relação imatura.
Vida, vida tem segredo:
nuca prepara a vítima e provoca medo.

Prevenção morreu de velha
para o pranto nunca é cedo.
Que destino?
Que futuro?

Ninguém sabe não se enxerga.
Assim como morre sem rima
como morre aos poucos
o amor que conheci.

Não deu tempo para amar,
e não se sabe se vai dar.

Ah, incerteza!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Movimento Emocional
Os movidos pela razão estão no limite do raciocínio e da completa vontade se entregar a emoção. Quem vive de razão já enfrentou tormentas de emoção, ao contrário seriam levados pela emoção com facilidade.
Quem é movido pela emoção, é forte, pois esse sim consegue superar as confusões do coração e da alma sofrendo com leveza. Sofrer com leveza é coisa de gente astuta, que ao mesmo que ri, chora, transformando as diversas amarguras em piadas sutis a quem ouve.
A emoção é companheira boêmia... de noites acordadas e cigarros tragados com ânsia.
A razão deixa os sonhos tranqüilizarem o corpo.
Para que sonhar e estar tranqüilo se não há emoção? Quem não emociona não enfrenta. E quem não enfrenta não vive com emoção.

Que 2008 seja repleto de boas (tristes e felizes) inspirações. Mas que contudo seja repleto de emoção.

quinta-feira, dezembro 06, 2007


Vou morrer com esse sentimento abafado.

Que grita escandaloso por dentro, mas que se omite na verdade dos fatos.

Sentimento besta; surgiu na hora errada. Brincando com a pessoa certa, inserindo a pessoa amada.

Loucura só eu sei o que é.

Das paixões doentias, mais uma que se inicia.

Espero sentimento besta, que logo se vá.

Para poder novamente seguir com leveza. Na paz de espírito e insanidade declarada que me condena.

Antes curtir a loucura, do que entristecer por paixão.

sexta-feira, novembro 16, 2007


Tendência é tendência

Passada a era das chacotas master, onde as guitarras rolavam soltas e as batidas abafadas reuniam fanfarrões nas caixas de som, e passada a fase prog, a nova tendência do cenário eletrônico atual na notória cidade de Ribeirão Preto (onde resido por sinal) é o minimal.
Para quem saiu do movimento eletrônico da cidade e voltou agora, nota-se incomensurável diferença. É, a diferença é grande.
No entanto, o público parece ter reagido e se adaptado bem com as batidas vagarosas de estilo mais techno.
Lembro-me que antigamente a multidão gritava "urru" quando o DJ anunciava uma chacota; boas épocas de "Seek and Destroy", mil anos... no fim da festa o corpo moído de tanto pular como macaco, afrontava deliciosamente o chuveiro e depois cama.
O minimal não me proporciona isso. É muito detalhista e pouco explosivo. Retém energias, e talvez por isso que de certa forma pertença e elite do mundo eletrônico. Pessoas bem comportadas as da elite.
Como é possível enfrentar as loucuras consequentes da festa e depois descansar e durmir? Não. Não é possível descansar. A cabeça pede mais.
Que fique bem claro uma coisa: não estou dizendo não aprecia-lo. Estou afirmando que o estilo condiz com um chilli out, um pufe bem grandão, pessoas agradáveis e uma bebidinha bem gostosa.
Festa festa, de porte médio grande tem que impulsionar. Para que no fim dela, o convidado possa ir para casa quebrado e descansar satisfeito.
Mas como se trata da minha opinião, é inocência minha relutar e até refletir
sobre a tendência minimal, pois eu creio que logo haverá alguma que a substitua, assim como vem acontecendo há certo tempo. É o ciclo.
Mas nunca haverá alguma tendência que substitua para mim, a era das chacotas dos fritos banais, dos fanfarrões e das pessoas que apesar de descomportadas, eram desprendidas de PREconceitos e de valores míticos.

quinta-feira, novembro 08, 2007


Não consigo mais escrever daquele jeito...
Perdi minha inspiração,
junto com ela foi uma parte de mim
que saltou do peito.

Não consigo mais criar direito...
Perdi meu ânimo, minha emoção,
minha crítica e opinião...

Sendo assim estou vazia,
pra tentar e pra sentir,
eu queria algo impossível,
que foi difícil conseguir.

Chega de tentar rimar a vida,
de tentar combinar as palavras,
de tentar ser alguém que eu não sou.
Chega de gostar do outro,
chega de esconder defeitos...
chega de não fazer nada e fazer tudo.

Estou ocupada, agora não posso atender.
Me chame mais tarde quando eu acordar.

quinta-feira, outubro 18, 2007


CAMINHOS


Eu poderia ter optado por um caminho mais difícil e doloroso; mas resolvi optar por um caminho fácil que me levou a dor.

Criar atalhos não foi a melhor opção que eu poderia ter escolhido, mas a vida soube contornar a minha realidade para que eu pudesse enxergar que nem sempre o caminho mais fácil é o que leva para o bem, o meu bem, a minha felicidade.

No caminho mais fácil eu não aprendi muita coisa, mas pude vivencia-las a ponto de poder julgar muitas experiências.

Pelo caminho difícil aprendi que não se pode investir em algo que realmente não lhe interessa, mas lhe convém.

Contudo, no caminho mais fácil eu desfrutei de sentimentos bondosos, que no caminho difícil foram substituídos por dor e lágrimas.

Hoje, na completa solidão, morrendo aos poucos por dentro por não me sentir alguém capaz de se controlar inteiramente, penso que seria melhor se eu tivesse continuado a seguir o caminho mais difícil pois hoje estaria curada. Mas como optei pelo caminho fácil, hoje estou com feridas abertas.

Sei que as pessoas julgam, mas não procuram saber da grande verdade que me atormenta.

Sei o que as pessoas dizem, mas não estão a altura para dizerem que nunca cometeram erros.

Sei que as pessoas preferem lembrar dos defeitos, porque as qualidades incomodam.

Sei que que as pessoas têm argumentos medianos para analisar a minha situação.

Sei que as pessoas não sabem desenvolver sua criatividade em prol de boas causas.

Sei que as pessoas são tão pessoas quanto eu.


E eu? Eu sou Anandha Lo Giudice Correia, e tenho orgulho de admitir ao mundo que eu erro constantemente, mas de alguma forma procuro corrigir meus erros comigo mesma, para que eu possa usar argumentos cabíveis antes de um julgamento.

sexta-feira, setembro 14, 2007

CANSAÇO
Existem pessoas as quais seriam melhor nem ter conhecido. Ou situaçoes que nao deveriam ter sido vividas.
As pessoas reclamam diariamente da corrupçao, mas diariamente cometem atos corruptos com aqueles que se julgam "amigos".
reConhecer as pessoas é muito difiÌcil. Na hora do aperto, elas sonegam. Na hora em que estao apertadas fazem campanha.
Plenamente estou cansada de várias coisas, e o que rege todo meu cansaço é a falta de reconhecimento.
Na faculdade, cansei de "tentar" ser boa aluna e quando precisei alguma coisa: NADA.
Na vida íntima, com certos colegas que se dizem amigos, cansei de dar ombro, ouvido, cabeça e coraçao. Cansei de favorecer e ser desfavorecida; e quando digo tudo isso é referente a sentimento. Cansei.
Talvez se eu sumir ninguém se lembre. Ou talvez se lembrem por algum ponto fraco... afinal quem È que lembra mesmo da felicidade na hora do aperto? Na hora do julgamento e na hora da hipocrisia?
Cansei de tentar estar entre alguns e me ver longe de todos os que mais gosto. Cansei de ser antiga e perder para os novos.
Estou cansada mais disposta. Pois a minha disposiçao vem do único ser que me reconhece: eu mesma. Isso pode parecer até depressivo, mas nao. Nao estou em depresao. Muito menos triste. Estou apenas cansada mas disposta a mudar completamente e fazer com que alguém tirando eu mesma, me reconheça e saiba valorizar alguém que apesar de tudo sempre foi feliz sendo o que È.
E aí voce pensa ou se pergunta: ela vai mudar para agradar os outros? E eu respondo naaao! Vou mudar completamente e esquecer COMPLETAMENTE TUDO o que passou, inclusive as pessoas, os lugares e as lembranças por mim; quem sabe assim eu paro de me cansar e volte a caminhar sem perder o folego. Vou emancipar meu mal de "alzheimer", e esquecer o pretérito presente imperfeito, para que assim eu possa construir um presente pretérito perfeito, onde eu tente, ser feliz mesmo sem saber se isso ser possível.

terça-feira, agosto 28, 2007

1,99, despudor e falta de bom senso


Bons tempos aqueles meus, que chegava na festa, via gente bonita e alegria sem falsificações. Mas não. Ao contrário, chego num lugar, que por sinal o tempo também ajudou a não favorecer (umidade relativa do ar a 20%). Muita terra. Muio horror. Muito assalto - literalmente.
Lacraia, botina do Chico Bento, bundas, celulite. Até aí tudo bem. O convite foi de graça pra geral mesmo. Eu aceito as condições.
No caminho para a entrada se nota: o convite que custou para uns 40 merréis, pode ter custado 5 conto para outros e nada para a maioria.
Estacionamento valia mais que dez convites juntos. Tudo bem vai, o que se espera é no mínimo qualidade. Mas ter que desembolsar 4 pilas em uma garrafinha de água, e se não pior, enfrentar fila, para usar a única torneira naquele ambiente cheio de terra, tosse, calor e sol é um crime. Crime mesmo. Porrada no peito. Chute no saco.
Falta de educação? Não. Falta de bom senso. Falta de educação é ver mulher feita quase pelada, exalando vulgaridade a torto e a direita.
No meio dos "assaltos" formados, foi só escurecer, que assaltos de verdade foram virando ao longo da festa. Uma mochila, um óculos, uma pochete... que isso... pouca coisa. Falta de escrúpulos.
Eis algo que salvou: o live da Dali. Graças a Deus. Ao bom Deus. Alguma coisa tinha que ter qualidade num meio de tanta excentricidade.
Bom era o meu tempo que eu ia e voltava da festa. E ficava um mês lembrando da Rave com a maior TERNURA. Dos bons momentos, risadas, abraços sem malícia, novas amizades... valores que foram perdidos junto com a tal da falta de bom senso.
Mas tudo tem de ser relevado. Afinal em festa que o convite mal vale 1,99, tudo pode acontecer.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Fato é fato. Melhor encará-los.
Melhor encararmos os fatos.
Os fatos. Olfatos. Ou fatos.

Ah os fatos. Tão fatídicos.
Fatos ruins na maioria do tempo.
Fatos bons no tempo que sobra.

Melhor ser fato?
Melhor dar fato?
Melhor dar de fato?
Melhor esquecer os fatos?

Oh! Melhor encarar os fatos
Encare-os.
Devore-os.
Divida-os.
Esconda-os.
Esmague-os.

Fatos são apenas fatos.

sexta-feira, agosto 17, 2007



Minha batucada





É esse o tipo de gente que nasceu, pra sorrir falso, dar abraço e depois dizer "não fui eu".





Quer desgraçar a vida alheia, porque ainda não encontrou motivo pra ser feliz sozinho. Tem dinheiro, carro, moto e namorada, mas gosta mesmo é dum "fuxiquinho"...





Mas eu, meu Deus, justo eu! Alvo desse tipo de canália porque sou feliz! Encho a cara, entorto o copo, danço e faço barraco, viro assunto no diz que me diz!





Que esse tipo que me desculpe, mas eu nasci para viver. Enquanto escrevem minha vida pois não têm o que fazer...





Eu me despeço, e homenageio, eu tiro onda com babaca. Quero mais um chocolate, uma pinguinha e uma faca. O chocolate eu vou comer, a pinguinha eu vou beber, e a faca? Com a faca eu ainda não sei o que fazer.








a todos os "fuxiqueiros" que não se sabe ainda porque perdem tanto tempo cuidando da minha vida



Mudando de Assunto...


Na minha andança por imagens para ilustrar esse blos simpático, achei um site muito bom!


Vale a pena conferir!


http://www.pisenagrama.com/parecepiada.htm

terça-feira, agosto 14, 2007

Sobre menina e ônibus

Como se fosse um diário hoje escrevo. Meu dia começou cedo hoje milagrosamente pelo fato acadêmico. Como fotógrafa do jornal-laboratório Jornal do Ônibus lá fui eu tirar minhas fotos.
Comecei pela feira passando por uma loja vejetariana e por fim a mais difícil das fotos.
Assim, não que seja difícil em seu sentido litaral, mas digamos a mais cansativa; pois se tratava de esperar um ônibus que tivesse tv. É, alguns ônibus em Ribeirão tem tv.
Lá estava eu, totalmente portuguesa, esperando uma única linha quando um fato que eu misteriosamente havia me esqucido aconteceu. Como as pessoas nessa cidade podem ser solidárias.
Um desse mocinhos que compram e vendem bilhete perguntou-me com um rosto sorridente:
- Nossa moça, que ônibus você vai pegar? Te vejo andando de um lado pro outro...
Eu na minha mais gentileza respondi:
- Vixi cara, preciso pegar um ônibus com tv...
E sentei no ponto.
Gentilmente, ele veio e me perguntou novemente:
- Porque você precisa pegar um ônibus com tv?
E eu mais uma vez gentilmente respondi:
- Então, preciso fotografar pro jornal da minha faculdade e tals...
Ele então arrematou com um belo sorriso:
- Moça, será melhor você ir no ponto ali embaixo, você pode pegar a linha tal, tal e tal. (não convém falar as linhas porque eu esqueci também!)
E nessa hora eu vi que o povo é solidário aos desconhecidos assim como semrpe deve ou deveria ser. Talvez seja o povo a melhor coisa do país, mais infelizmente, não reconhece seu valor diante de tanto esquecimento.
Ua a a!!

segunda-feira, agosto 13, 2007


Nada substitui o poder de te-los nas mãos.
Nenhuma tecnologia substituirá a companhia de um bom e velho livro.
Pois os livros são armas; as únicas armas contra todo o mal que assola o mundo.
Com eles podemos lutar contra os devaneios mundanos, sem que a vista se canse rápido.
Podemos devora-los e nos saciar da fome que nos fazem passar.
Livros são para serem sentidos.
Quando se os tem nas mãos, tem-se inteligência. E quem a tem, arma estratégias para lutar e vencer.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Fotoshop Gripado


Quero me desculpar com meus leitores amados e lhes dizer o motivo da minha indulgência quanto às publicações.
Passei cinco meses baixando o Fotoshop (na minha lenta internet discada) a fim de aprimorar minhas técnicas digitais e tal. Quando finalmente eu consegui terminar a façanha, em meados do começo de julho ou final de junho, instalei, usei e desliguei. Porém, entretanto e todavia, o PC nunca mais religou e o técnico, aquele camarada que não cobra, demorou um bocado para consertá-lo.
Resultado: passei um mês sem internet, perdi tudo, absolutamente tudo, inclusive as fotos da infância da minha Baga (a cã) e 20% da memória.

Maldito Fotoshop gripado.

Enfim, venho dizer que mesmo sem internet, eu escrevi algumas coisinhas no papel que voltarei a publicar assim que eu achar os papéis.

Até mais!!

segunda-feira, julho 02, 2007


.Tolas palavras.


Eu acredito em muita coisa. Acredito no amor, na felicidade, na reciprocidade, no respeito, e em uma infinidade de bons sentimentos.
Infelizmente, a vida não é composta apenas de coisas e sentimentos bacanas. Porque ao mesmo tempo em que eu acredito nas coisas belas, eu acredito muito mais na falsidade, no descomprometimento, no desespero, na luxúria, na cobiça, no ódio, na ganância, e enfim, eu ficaria linhas aqui descrevendo sentimentos ruins, que, diga-se de passagem, só acredito mais porque são eles os mais salientes nas pessoas inclusive eu mesma. Quem nunca odiou, nem que seja aquele político ladrão? Quem nunca cobiçou algo ostentador em uma loja? Quem nunca deixou de fazer algum dever para ver TV? Pois é...
A felicidade, por exemplo, tão difícil de conseguir hoje em dia, é facilmente abalada pela inveja. O amor é afastado pelo ódio. O respeito destruído pela ganância. A reciprocidade apagada pelo egoísmo. Sentimentos que destroem sentimentos, ou humanos que são desumanos?
Por isso é tão fácil acreditar na beleza e na pureza, mas tão difícil vivê-las. É por isso também que os descrentes dizem para não sonhar, porque os sonhos das pessoas, são geralmente os sentimentos mais belos, contudo os mais raros. Se a pessoa não sonha é mais fácil ela não se decepcionar. Sem sonhos, sem risco.
Mas os crentes na arte de viver dizem que a vida vale pelo risco que se corre, e se não entrarmos nessa grande e necessária brincadeira, apenas vermos a vida passar como se fossemos natureza morta. Quem não corre riscos é covarde, dizem eles.
Por isso que eu estou aqui, escrevendo em um momento que tudo pode estar perdido, mas mesmo assim vale a pena tentar, nem que seja assim só; basta que eu tenha energia vital e elétrica ou um bloco e uma caneta. Querendo passar para todos que leiam essas tolas palavras que todos nós merecemos e devemos correr riscos, por mais ou por menos que sejamos.

domingo, julho 01, 2007

Algumas coisas que aconteceram e que vieram até meus pensamentos somenta nesse momento...


foto: Fábio Braga


Momentos mágicos do Nação Zumbi em Ribeirão!

Começando pelo preço: dez mérreis. Som de qualidade a preço popular; é o que falta aqui nessa cidade! Viva o SESC que salva a vida cultural daqui. O lugar: Teatro de Arena, espaço com muito potencial que no entanto, é esquecido pela autoridade local. Casa? Lotada. Foram para mim os melhores 40 minutos do meu ano.

1º momento:
O percussionista arrasou com um solo que temo que poucas pessoas notaram, já que se distraíam com muita fumaça. A cara do evento mesmo: até Du Peixe ressaltou umas quatro vezes ou mais "mas que cheirão hein!". Mas fumaça a parte, voltado ao solo, é nesse tipo de momento que eu agradeço por estar viva. Muito obrigado Toca Ogan, por me levar às alturas com seu solo, que permanecerá em minha memória falha por longa data.

2º momento:
No ultimato do show, quando tudo ia excelentemente bem, e não sabia se podia realmente melhorar, melhorou. A versão reggae quase parando de A Praiera foi meu segundo momento. Parada, com os pés fincados no chão, a música e eu formamos um círculo no qual todos os movimentos foram perfeitos. Lindo.

Quando acabou, acabou. Mas ficou um belo exemplo de show bom, barato, e melhor de tudo mágico.

"No caminho é que se vê. A praia melhor pra ficar.Tenho a hora certa pra beber: Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor"



Mudando de pato pra ganso, eu penso...


Mulheres e suas crises amorosas. Uma não têm a atenção que merece. Outra não quer atenção. Outra não merece atenção. Atenção. Umas choram, outras riem. Umas amam, outras brincam. Umas querem, outras não. Uma não está satisfeita com o que tem. Outra, não está satisfeita com nada. Outra é de acordo satisfeita.


Mulheres serão sempre batalhadoras por atenção, carinho, demonstrações, principalmente, de humanidade. Querem isso pra ontem. Pois todas, absolutamente todas, se indagam todo dia e toda noite, onde está o respeito que merecem, quando lutam por isso e o fazem merecer.

Meninas, não chorem por besteiras. Homens são grandes besteiras. Besteiras quais não conseguimos viver sem, mas no entanto, nos fazem fazer loucuras, seja quais forem e seus porquês. Seja qual hoemem for. O que temos. O que queremos. O que não quermos. O que amamos. E por consequência, as vezes odiamos.

Amores. Amadas. Amados. Amandos. À mandos. Mandados. Prisão.

Finalizando, descobri ontem, que eu não sei mais rimar, embora um dia, já havia sabido. Isso é muito triste, principalmente quando você pede numa roda de violão, achando que ainda sabe, e descobre junto com mais pessoas que não sabe mais. Deprimente e vergonhoso.

sábado, junho 16, 2007


Muito cuidado com o teflon


Almoço do dia de folga. Desejo? Ravioli. Supermercado? Gimenes.

Tudo pronto para umna bela massa da nona feita pelo nipote (neto).

A receita? Simples: abra com delicadeza o molho de tomate semi pronto e coloque-o na panela em fogo baixo. Enquanto isso, refoque 200 gramas de bacon, azeitonas, cebola, jogue uma mostardinha e uma pimentinha e quando tudo estiver beeeeeem frito, jogue o molho semi pronto.

Ufa! Viva a comida industrial, só minha avó tem paciencia de produzir molho fresquinho com tomates italianos cortados e batidos na hora.

Cozinhe o macarrão, o ravioli no caso, por 4 minutos para não virar grude, depois jogue-o no molho e pronto!

Agora vem a parte mais difícil: se servir!

Se servir parece fácil né? Mas segundo um cara fresco não é! Se a colher for de inox, uma coisa você tem que saber: MUITO CUIDADO COM O TEFLON!

Afinal, ele tem que durar, pelo menos na casa da família dele, mais uns dez anos!

Então, MUITO CUIDADO COM O TEFLON!

segunda-feira, junho 11, 2007


Dia dos caolhos do olho direito

Na maior parte dos lugares onde o dia dos namorados é comemorado, é comemorado em fevereiro no dia 14. A data que existe desde o século 19, foi introduzida no Brasil na década de cinqüenta adivinhem por quem? Por um publicitário, claro. Só podia ser.

João Doria, o publicitário, criou um slogan de apelo comercial que dizia: “não é só com beijos que se prova o amor”. É claro, sr. Doria! Uma bela prova de amor seria também um lindo Cross Fox na minha garagem, e de quebra um chocolatinho da Compenhagem pra dar uma adocicada no impacto e na emoção. Quem sabe um jantar no Coxilha dos Pampas, com um vinho fino e uma noite de amor do Savana também não cairiam nada mal, claro que vestida em um vestido de seda, também prova de amor, muito amor.


Diz-se que é provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época pobre em festas comemorativas que alavanquem as vendas do comércio de presentes. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes que, desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data.


Então aqui no Brasil é assim: lucrou virou feriado, virou data! Eu estranho ainda que não tenham inventado o dia dos caolhos do olho direito... o que é uma pena, visto que os caolhos do olho direito representam 0,5% da população brasileira. Como eles ficariam contentes em ter um dia só pra eles, e nesse dia as óticas lucrariam uma taxa per capita de 2,9%. Um slogan bacana seria: “Veja a vida com outros olhos”.


Bom, mas voltando ao que interessa e enquanto não inventam mais data legais, vale a pena dizer que João Doria tinha por trás do seu coração gelado de publicitário uma boa intenção. A de criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados - comemorado nos Estados Unidos em fevereiro.
São Valentino foi um padre martirizado em Roma, no ano 270 d.C. A ligação de seu nome aos namorados deve-se ao fato de a data coincidir com o dia de um antigo Festival da Fertilidade. O evento, uma festa pagã, era realizado na Antiga Roma. Lá, dedicava-se o dia aos deuses Lupercus e Juno, protetores dos casais. A troca de presentes entre os namorados já era um hábito naquele tempo.


Muita ironia São Valentino, ser padre. Coitado! Pra quem ele dava presente nessa data? E pior: São Valentino já ganhou presente de alguém nesse dia?


O que eu acho é que graças a tecnologia, hoje se pôde constatar o óbvio: o dia dos namorados assim como o dia de muitos e muitas, foi criado diretamente para aumentar o ciclo do capitalismo já nos anos 50. Hoje, graças a João Doria, os shoppings estão em polvorosa, cobertos de corações vermelhos e tranqueiras vermelhas. Contudo, o respeito, a lealdade e por que não dizer o amor, ficaram esquecidos na gaveta de presentes antigos e não mais usados, porque amor não enche barriga e nem acrescenta a ostentação.


segunda-feira, junho 04, 2007


Óculos escuros, birita e backstage

O clima realmente estava propício. As nuvens cobriam inteiramente o céu tornando o dia uma manhã cinzenta, mas muito agradável. Mesmo com o tempo bem, mas bem nublado se notavam os milhares de óculos escuros escondendo os rostos feios que por ali passavam.
A temperatura fria não deixava a vodka subir à cabeça. Talvez também fossem os rostos feios, o deslocamento e a falta de beleza alheia. Vodka ali, vodka lá.
Ontem realmente descobri como eStar vip faz a diferença. Eu vivo esse conflito no momento: ao mesmo tempo em que eu amo o espaço vip, ou o odeio. Sim realmente as pessoas são mais bonitas. Mas sóbrias, não são as mais agradáveis. A disputa pela atenção é acirrada, bunda balançando, caras de batom sorrindo sem motivos, muitas etiquetas desfilando corpos moldados, e pouco conteúdo. Mas afinal, se eu quisesse mesmo conteúdo naquele momento, eu estaria ali?
Mas incrivelmente, naquele espaço vip, enquanto o dia ia embora, e a noite chegava, junto com ela chegou algo inexplicável. A birita já havia subido, e junto com alguns pingos de chuva, pingos de loucura abraçaram a geral. Parece que tudo e todos enlouqueceram ao mesmo tempo e uma loucura coletiva tornou pessoas distantes próximas, as próximas telepáticas e a verdade é que tudo foi uma mistura de sei lá o que com um pouco mais.
A noite, quando não havia mais luminosidade, e os batons não faziam mais a menor diferença, não havia “estrelismos”, cada um se destacava pelo o que era, e, todos se uniram em prol da loucura e da felicidade ácida.
A conclusão, é que naquela hora, naquele dia, naquele lugar a noite levou pra todos alguma coisa. Pra mim me fez pensar que nem tudo que reluz é ouro, no fim do arco íris não tem um pote cheio dele (de ouro), mas que ouro compra milhões de garrafas de vodka.
Enfim,alguma coisa faz sentido nessa vida?

quinta-feira, maio 31, 2007

Inverno



Não sei por que as pessoas reclamam tanto do inverno. Principalmente as mulheres.


Cheguei a uma tese e posso sim estar errada. Mas para mim é falta de elegância.


No inverno, na minha opinião a época mais elegante do ano, temos que estar ao mesmo tempo bem agasalhados, confortáveis e legais. Quando eu digo "legais", digo isso para não entrar na questão platônica do bonito e da beleza.


No inverno pesado, os cachecóis envolvem nossos pescoços com sensualidade e as luvas nos relembram a época onde as mulheres não podiam mostrar muito o corpo, tornando-se portanto um mistério para o homem. No inverno aquecido, a criatividade a e imaginação sobre os corpos se torna muito mais elevada e evidente, pois não há corpos semi nus andando pelas ruas, praças, shoppings, faculdades, etc.


Para quem odeia o inverno eu pergunto: já criou um stripp tão sexy quanto no inverno, onde tirando peça por peça lentamente aquece o coração (e tudo o mais) do parceiro?


Acontece que a mostra de corpos junto com o despudoramento tornou o inverno, uma época tão chique, algo tortuoso. As mulheres preferem mostrar tudo de uma vez, com saias de dez centímetros e tops que saltam os seios. Quando poderiam ter no mínino um pouco mais de classe até para se exibir.


Sem falar nas bebidas do inverno: vinho, conhaque... coisas fortes. Têm bebidas mais insinuantes? Se você acha que não experimente tomar um leve porre de conhaque e ir se aquecer com alguém. Do vinho nem preciso comentar a ligação com o deus Baco, que por sinal, além de ser o deus da bebida é também o deus das orgias. No verão você toma qualquer bebida e logo está pingando de suor. Aliás TUDO o que se faz no calor, se sua como doido.


Quem sabe representar no inverno, nem precisa andar "pelado" no verão. O inverno é extremamente sensual, pense nisso e aproveite uma fogueira seguida de um bom chocolate quente.




quarta-feira, janeiro 10, 2007

Nossos queridos Amigos...

Quando chegam em casa, normalmente são pequeninos, fofinhos e alegres. Por toda sua vida ter você por perto é uma alegria. Quando você está triste, cheio de problemas ou cansado simplesmente da rotina, eles se sentam ao nosso lado e pedem carinho na tentativa de transmitir um pouco de alegria. E funciona. É um minuto de cosquinha para encher nosso peito de alegria.
Quando você está feliz então... ah! É um pega pra capá. Correm, pulam, giram. Qualquer tranqueira vira brinquedo, e qualquer sorriso vira festa.
É uma pena que a vida moderna não nos deixe ficar mais tempo com esses grandes amigos.
Eles vão crescendo e você também. Juntos, parece que eles não envelhecem, mas infelizmente, assim como você vão envelhecendo. Já não são tão ágeis como antes.
Um dia sem explicação, eles te deixam. Você sofre. Porque afinal os animais têm de partir? São tão meigos os bichinhos... Amigos para qualquer hora... não reclamam, são fortes, gentis, fiéis, leais, companheiros, alegres, e uma infinidade de qualidades que nem o ser humano mais legal do mudo reúne em si só.
Os cães, os gatos, os râmsters, os pássaros, as tartarugas, os peixes, os lagartos, as fuinhas, basta ser seu amigo.
Esses amigos deveriam ficar presentes até nossa morte, e na hora da morte nos guiar até o céu. Chegando no céu, eles se transformariam numa linda luz que pela última vez nos confortaria na mais profunda paz de espírito, e aí então, nos despediríamos, mas não para sempre. Pois eles estariam sempre ao nosso lado, onde quer que seja o céu.
Nossos amiguinhos peludos ou de escamas são sem dúvidas grandes companheiros.
Viva nossos amigos peludos!

Anandha Correia
homenagem à minha princesinha Brida...

terça-feira, dezembro 12, 2006

Enfim férias...
...desejando a todos um bom natal e um ano novo bem novo. Pare de fumar, pare de causar, pare beber muito muito, pare de xingar o governo e faça alguma coisa produtiva.
Não joge lixo na rua, seja humilde, tenha tolerância, sorria mesmo se prender o dedo na porta do carro, adote um cachorro de rua, adote um gato de rua, solte um pássaro, coma uma bala de um sabor novo, ouse.
Faça apenas sua parte.... o mundo é feito de muitas partes, faça a sua.

Bom peru! (feliz natal)
E boa manguaça... (feliz ano novo) !


segunda-feira, novembro 06, 2006

Faz realmente muito tempo que eu não escrevo por aqui. Há tempos estous acumulando alguns fatos para que meu leitor se satisfaça e volte mesmo com os erros de português.
Algumas coisas me pertubaram e me encheram de alegria esses dias... mas o importante é que eu voltei!
Primeiro Ato
Salto Alto
Eu já devo ter deixado visível um pouquinho do meu olhar feminista nesse espaço que graças à Deus a internet me oferece.
Para quem não conhece meu estilo vou resumir: calça jeans, blusa branca, bolsa esportiva. Sapato varia, mas na maioria do tempo os baixos ou tênis Qix. Contudo sou muito, mas muito crítica em relação ao vestuário. Inclusive, devo agradecer alguns leitores no sentido "viva a diversidade do guarda roupa"!
Continuando, é muito difícil, eu exibir minhas panturrilhas definidas por muita andança de skate na adolescência em um salto alto. Esses dias eu achei um sandália de salto super confortável novinha em folha e resolvi usá-la com as roupas que todas as semanas vestem meu corpo na faculdade, no buteco, nos churrascos, etc.
Mas, para minha supresa algo aconteceu: eu me senti Gisele Bunchen. Não, não estou me achando não! Simplesmente um homem não pode ver um salto alto que já é fiu-fiu pra lá, ssssschh pra lá, ou seja, lá se foi minha marra, minha individualidade fantasma, minha parte muleca de ser. Não que eu não goste de elogios. Eu não gosto de excessos.
Teve até um professor que zombou: "-Se vestiu de mulherzinha hoje!!!" Eu não posso ser uma mulher básica? Ou para ser mulher é preciso usar scarpins?
Porco espinho-toni-ramos?
Segundo Ato
É sábado, viva! Acordei às duas da tarde, e um puta sol ma-ra-vi-lho-so me esperando lá fora. Minha amigona em crise de amor, mas isso passa né "corega"? Todos juntos indo comer um delicioso strogonoff picante na casa de meu bem.
Chegamos. Vejo algo no chão; o que é? Um porco espinho-toni-ramos hibernando? Um rato do rio-meio-vermelho? Ou um picareta tomando sol? Última opção.
È minha gente, foi capa da Folha de São Paulo do sábado, dia 04 de novembro de 2006, uma foto do nosso sr. presidente da República, tomando um "solzim" na grama . AQUELE SOL. Que era meu... oh tristeza! Começou a chover...
Gambá X histérica
Terceiro Ato
Quem na vida estava triste e entediado voltando da faculdade ou do serviço, e se deparou com uma surpresa que encheu o resto do dia ou da noite de alegria?
Pois é segunda passada saindo da faculdade meio chororô, eu vi um gambá.
Um GAMBÁ, bonitinho com orelhinhas de gato, olhinhos brilhantes e cauda cumprida. Saiu correndo pro mato, porque eu gritei "-Olha que lindo o gambááááá!!!!" Lógico que saiu correndo; eu nunca tinha visto um gambá tão grande e ele nunca tinha visto uma garota tão histérica. Mas fiquei super feliz, afinal eu amo a natureza.
Ainda bem que eu vi um gambá e não um GAMBÉ se não quem tinha saído correndo era eu.
Obs.: Caro leitor, meu blogger continua com defeito portanto ainda não estou conseguindo colocar imagens do meu computador. Espero sua compreensão e até mais.