sábado, janeiro 24, 2009

Esses últimos dias escutei muito sobre o tempo... Maldito tempo.

"Com o tempo, a gente vê se dá certo", "Só o tempo que vai decidir se ficaremos juntos..."
Mal-di-to tempo.

Não é o tempo que resolve nada. Você já viu um relógio decidir com quem alguém vai ficar?
Você já viu uma ampulheta amar alguém? Então.

Na falta de resoluções as pessoas querem culpar alguma coisa. Nesse caso, sobrou pro tempo.

E quando decidem "dar um tempo"? Ah, tá bom. Seria mais direto dizer assim:
- Olha, eu não estou conseguindo raciocinar com você do meu lado. Melhor ficarmos separados enquanto eu tento pensar. Enquanto isso, espera meu bem... se quiser, senão quiser, vai lá.

Sobrou pro tempo de novo.

O bom, é que mesmo tendo escutado muito sobre o tempo, vou levando tudo numa boa, porque aqui por essas bandas, não tem tempo ruim.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Hoje eu sinto como tudo o que eu fiz foi cruel. Sem sentimento e transgressor. Hoje vejo com os olhos do outro lado como é feio usar os outros, como é terrível enganar os outros pela ambição e desejo de status.
Como tudo que ele fez por mim foi com amor, e eu respondi com perversão moral e sentimental. Pisei nos sentimentos de outra pessoa e a fiz sofrer profundamente. E em troca, nada ganhei, a não ser por um sentimento enorme de vergonha que sinto agora.
Quero usar esse espaço, para pedir pela primeira vez o maior pedido de perdão a uma das pessoas que mais me amou, mas que no entanto, cobra criada que sou, além de não dar valor, humilhou e enganou sem propósito, enquanto deveria amar e respeitar.
Perdão.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Retrospectiva 2008
No momento sinto um vazio miserável na minha vida. Que é condizente às relações superficiais que ando tendo.
Profissionalmente sinto-me bem.
O fato é que estou disposta a fazer uma retropectiva...
Janeiro - namoro relanpago com o Eduardo. Caso terminado por causa de um ventilador chutado.
Fevereiro/Março - festival lixo em Altinópolis.
Abril - fato marcante: causaria em Bonfim e briga com a Jaqueline. Solucionado? Parcialmente. Ainda tenho a amiga.
Maio - Rolo com um cara sem caráter. Ligações incessantes. Cansaço... Começo do namoro com o cara "do ano".
Junho - belo namoro...
Julho - crise de namoro.
Agosto - surto que resultou no fim do namoro. Época de vacas magras. Sofrimento. Virada forjada: República Babilônia.
Setembro - aniversário na Rep. Sem as supostas amigas... volto pro mundo insano.
Outubro - fase de dependência. Novas amizades...
Novembro - me apaixono e não sou correspondida. Briga com o pessoal da sala.
Dezembro - percebo que realmente perdi muitos amigos. Caos total. Época de cirrose plus instantânea. Novas amizades.
Concluo que ofi um ano deprimente, que me dará mais forças para o próximo ano. Fiz muitas amizades, mas também perdi muitas.
Trabalhando muito. Aproveitando muito os amigos, porque amar realmente não me convém. Não agora. Ah, eu li muito também.
Sim estou vazia de sentimentos. Me tornando uma canalha...
Que 2009 venha...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Eu simplesmente adoro quando ao invéz de, eu encontrar os livros que leio, eles me encontram; como aconteceu por exemplo, com o Deus das Pequenas Coisas (Arudhati Roy) e até com o já citado Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley).
Hoje aconteceu a mesma coisa. Ando num estado literato-psicótico. Leio de três a quatro obras de uma só vez. Acabei de terminar Memórias de Minhas Putas Tristes (Gabriel García Marquez), no sábado, e já havia começado o Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón), que inclusive tem referência no post anterior.

No fim do ano eis que me surge lindo, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva. Que reconheci, por outro livro dele que eu já li, o Blecaute.
O Feliz Ano Velho é sensasional e clássico também, soube um pouco depois. Comecei a lê-lo hoje, e pretendo terminar ainda hoje. Se não conseguir, de amanhã não passa.
Ele é autobiográfico. E narra o passado do autor antes de ficar paralítico, bem como sua fase de fisioterapia e tudo o mais. Ele sente saudades do ano velho e como não pode se mexer durante a observação, não tem outra opção a não ser usar a mente e a memória... é demais.
É, por outro lado, como enxergar o que um ato sem pensar pode causar na vida de qualquer um e o valor das amizades em horas de superação.

Tá aí ó. Eu não custumo falhar... modéstia parte. Todos os dias indico livros para leitores na biblioteca, que voltam 10 dias depois com largos sorrisos ou pulgas atrás das orelhas.

Quem quiser se despedir do ano novo e relembrar o ano velho é uma boa pedida!

domingo, dezembro 21, 2008

“O método preferido de Chloé para liquidar suas vítimas era seduzi-las com uma dança hipnótica, despindo-se lentamente de todos os seus adornos para, em seguida, beijá-las com um batom envenenado que paralisava todos os músculos do corpo e as matava asfixiadas, em silêncio, enquanto ela as fitava, olhos nos olhos. Para proteger-se, bebia previamente um antídoto dissolvido em champanhe Dom Perignon da mais fina reserva”.

(ZAFFON, Carlos Ruiz – O Jogo do Anjo pg 16)

-Podem me chamar de Chloé.... uaaaaau!!!!

“Chloé e Baltasar tinham seu próprio código de honra: só liquidavam a escória, limpando o mundo de fanfarrões, vermes, falsos santos, fanáticos, dogmáticos sinistros e todo o tipo de cretinos que faziam deste mundo um lugar ainda mais miserável, em nome de bandeiras, línguas, raças ou todo o tipo de lixo que usavam para mascarar sua cobiça e sua mesquinhez”.

(ZAFFON, Carlos Ruiz – O Jogo do Anjo pg 16)

-Cadê você Baltasar!??!?!?!!?!?!?!

sábado, dezembro 20, 2008

Redenção ribeirãopretana

Bem, mas mesmo depois da epopéia paulistana, vi que voltei para minha cidade natal (dingol bels) com uma lista de novas percepções, que me fizeram refletir o quanto eu amo essa cidade que se chama Ribeirão Preto.
- Aqui o mais demorado é esperar o ônibus. Uma vez dentro dele, você demorará no máximo 1 hora para ir ao bairro mais longe da cidade.
- Aqui é possível fazer roleta russa no farol sem ser atropelado. (não tentem isso em casa, isso só é possível para “vasos muito ruins”)
- Aqui as ladeiras são estrategicamente localizadas.
- Aqui a coxinha de R$1,00 não dá piriri. (Salgadinhos Salete)
- Aqui você pode ir a pé até para os bairros mais distantes. (se tiver coragem e disposição é claro)
E muitas outras coisas... quero me redimir com RP, por ter sido tão insensível.
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Dizem que é arte (ou Inspiração de merda)

Ouvi dizer, que um artista ianque fez do bolo fecal do cachorro dele arte. E ganhou dinheiro. Outro artista, Piero Manzoni, enlatou suas fézis, e numa tentativa de virar um artista de vanguarda, as rotulou como arte: “merda de artista”. Também teve reconhecimento, vendendo sua merda por 120.00 euros.

Acontece que pensei nisso. Meu natal será uma merda dura. Ou seja, totalmente sem dinheiro. Enquanto no ano passado eu saia às compras de presentes para a família toda esse ano eu não tenho um tostão para comprar-lhes uma bala sequer.
Pensando na família, quero presenteá-los com arte.
Enlatarei meu próprio cocô em pequenas latinhas da extrato Pomarola do Elefante, e embrulharei em papel de pão. E escreverei: “Nesse natal, faça força. Com amor, Anandha”.

Claro que detesto dar presentes iguais, por isso já pensei em tudo. Um terá milho, outro alface, outro mais durinho, outro mais molinho, um será roxinho (beterraba) e assim vai...
Depende então do comportamento do presenteado.

Estou empolgada. Acho que todos vão literalmente passar mal.

Viva a vanguarda! Pura inspiração de merda!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Atendendo pedido

Confirmo para todos: sim, sou a próxima Jesus Cristo. Existem coisas que só acontecem comigo. SÓ COMIGO. Tudo bem... ser atropelado hoje em dia é super normal. Quando se está bêbado então nem se fala.
Mas o que aconteceu comigo dessa vez foi mais que uma fatalidade! Eu viajei mais de 300 km, para ficar duas horas dentro de um ônibus lotado em São Paulo, e ser atropelada.

Aconteceu assim...
Cheguei em Sampa City no naipe. Fui visitar um brother meu. Conheci a irmã dele, e propus uma ceva em algum lugar charmoso na capital do concreto. Eu propus a ceva, ela propôs a Avenida Paulista. Fechado!
Mas tudo começou a ficar esquisito quando eu lembrei que não estava em Ribeirão. E que para chegar na Paulista seria um lamurio. Sim, foi cruel. Duas horas dentro do busão.
Mas finalmente chegamos à Paulista. A terceira avenida mais importante da América Latina.

Descemos, e saímos andando. O frenesi paulistano me contagiou! Uma beleza! Cara, eu estava em São Paulo indo tomar uma cerveja. Uau.
Disse a ela: - Puxa não posso causar aqui porque não tenho minhas amigas para correrem atrás de mim. (essa frase remete as várias vezes em que saltei do carro em movimento, e alguma santa amiga saiu correndo para me salvar).
Aí ela disse: - Eu corro! Hahahaha.
Mas eu falava sério. E ela, talvez não.

Bem, seguimos em frente. De repente ela parou e cogitou um McDonalds. Mas não somente isso. Ela pagaria o fast food. Opa! Demorim! Vamos nessa. E então, demos meia volta. A culpa foi da meia volta.

Paramos na faixa de PEDESTRE. Ta.. eu confesso, o sinal estava vermelho pra mim, mas os carros estavam parados. Decidi atravessar. E junto comigo foram mais pessoas. No entanto, numa crise caipira ribeirãopretana, num determinado ponto da faixa eu comecei a correr... aí do nada eis que surgem quem???????? O MOTOBÓI! Sim, moto-boy com a letra “I” mesmo, tipo, o marido da vaca.

O fdp, me lançou, e eu voei que nem o Chuck Norris – Jack Chan. Foi bizarro. Bizarro, porque eu voei, cai, fiquei 5 segundos no chão, peguei meus óculos no meio da pista e sai andando. Nisso o desgramado já tinha batido num outro carro. Levantou-se e começou a correr atrás da gente, querendo acertar contas do carro da pessoa. Disse que ia chamar a polícia. Eu mandei chamar. Mas nessa hora, sai correndo e tentei 4 táxis. Todos fechados. Ultima esperança... encontrei um táxi, entrei olhei pro caboclo e disse:
- Dá um pião! Dá um pião! – E ele, deu um pião. Não desses de criança, mas um pião de verdade. Uma verdadeira volta em Sampa.

Verdadeira 157!
Verdadeira marginal!
Verdadeira toscona!
Verdadeira bonecão do posto.

Consegui sair mais ou menos ilesa. Se não fosse por um mais que roxo na perna. Por que além de roxo, tem verde, vermelho, rosa, marrom, amarelo e azul. Ta feio. Daqui há dez anos quem sabe eu possa voltar a usar saias.

E assim, aconteceu essa epopéia. Em que eu gastei uma grana (fodida) de táxi, não tomei uma ceva na Paulista, fui atropelada, não comi no Mc, mas tive uma história pra contar pros caipira quando chegasse.
E agora eu vivo um frenesi. Sou conhecida como a menina atropelada na Paulista. Aqui em Ribeirão todos querem autógrafos, fotos e calcinhas.

Obs: essa história é baseada em fatos que podem ou não ser reais. Se você for o MOTOBÓI ou o dono do carro, ela é inventada, uma balela, eu fumei orégano e inventei tudo isso.
Se não for nenhum desses indivíduos, a história realmente aconteceu, e estou arrecadando fundos pra Instituição dos Caipiras Atropelados na Paulista (ICAP). É só escanear um cheque/cartão/dinheiro/vale-transporte/ticket e me mandar por e-mail.

sábado, dezembro 13, 2008


Frase celébre do meu brother FerN:

"Eu seria um mendigo. Se as pessoas tratassem bem os mendigos".

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Fui atropelada na Paulista...

levantei e fugi de taxi...

impressionante!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Drogas pesadas

Bem, enquanto almoçavam eu, minha vó e meu vô, ele me solta essa:
- Nossa, aquela música “A lei seca” é boa viu?

Pra quem não sabe “A lei seca” é um sertanejo. E não preciso dizer mais nada. Essa informação já dá uma boa base de análise. Nada contra o sertanejo... mas... sim pulverizem essa praga!!!

Voltando ao estado do meu avozinho tão amado. Na hora achei, que ele estava usando drogas pesadas, como gasolina ou chá preto. Pra falar a verdade, até pensei que ele pudesse estar tomando muito Tang de acerola com laranja. Mas não! Meu vô só usa o de limão e com moderação.
No momento, estou apenas observando o comportamento do meu vô. Estou realmente muito preocupada. Nunca se sabe os efeitos dessas coisas. Hoje ele começa com acerola e laranja, e ouvindo “A lei seca”. Amanhã ele passa pro Tangolé de morango e aí já viu né? Os efeitos podem ser terríveis. Um Latino ali. Um creu lá... nunca se sabe. Quando se tratam de entes queridos, é melhor ficar de olho.
Se até semana que vem ele não mencionar Aviões do Forró ou Calcinha Preta, já é um grande alívio. Mesmo assim é bom ficar ligada.

Nota: hoje, dois dias depois da primeira observação, eu vi um Tangolé de melancia em cima da mês. O caso é grave. Torçam pela sobriedade dele... e para que tudo fique bem.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Serei sincera. Hoje é segunda feira e eu não consigo trabalhar. Então venho pra cá so pra fazer número mesmo. Então, como nem pra ler dá, porque a rê bordosa é imensa... e o sono de apenas 3 horas não adiantou muita coisa, fiquei fuçando na internet e descobri maravilhas.
Blogs de uma criatividade tão assustadora, que a partir de hoje eu resolvi autodenominar isso aqui um lixo.
Isso. Um lixo. Melancólico e chato. Por isso meus pequeninos leitores pararam de me visitar, comentar... o que eu virei? Uma alienigena emo.
De hoje em diante serei melhor do que essa fuleiragem. Me empenharei com mais alegria e tenacidade!
As coisas por aqui irão mudar. Saibam disso. Os blogs, que eu li praticamente inteiros já estão linkados aqui do lado. Mas por favor, sejam bonzinhos comigo e voltem depois de lê-los... senão talvez eu possa virar uma maníaca depressiva (mais?) com um potencial psicopata incalculável.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Bom passei minha infância lendo os gibis da turma da Mônica, e por acaso, fiquei sabendo que ela "cresceu". Aí durante umas pesquisas achei uma das histórias do primeiro volume.
E não é que ela até ficou parecida comigo?






quarta-feira, novembro 26, 2008

Gostei do artigo, pois desde criança nunca pensei em "casar"... relacionar sim, morar junto só se rolar muito.

Vivendo sozinho sem sentir solidão

Qua, 26 Nov, 10h51

Por María Jesús Ribas / EFE

Divorciadas, separadas, viúvas, jovens solteiras. Cada vez mais mulheres decidem viver sozinhas por sua própria escolha após enfrentar alguma situação difícil em suas vidas, ou simplesmente pelo fato de quererem desfrutar de uma experiência que pode ser enriquecedora e ajudar no crescimento pessoal, quando é uma decisão voluntária.

Muitas pessoas têm medo de ficar sozinhas mesmo que apenas por um dia. Outras não suportam o silêncio desta solidão. Quando estão em casa, mantêm sempre a televisão ligada para se sentirem acompanhadas, falam no telefone por horas e horas ou se conectam à internet a todo instante para aplacar a sensação de vazio interior.

Mas viver sozinha, mesmo que apenas por um tempo e fruto de uma decisão premeditada, ajuda a crescer como pessoa, a vencer medos e a explorar as próprias capacidades. Quando a pessoa supera o desassossego inicial e o medo do desconhecido, a sensação pode ser embriagadora e apaixonante.

Na verdade, muitas mulheres que passam pela experiência de viver sozinhas pensam muito antes de iniciar uma convivência e renunciar aos "doces frutos" da solidão. Elas se acostumaram a viver livres e muitas vezes não se sentem dispostas a tomar iniciativas que tirem essa encantadora sensação de liberdade.

De acordo com os testemunhos de muitas mulheres que decidiram viver sozinhas e com psicólogos, ficar sozinha é algo positivo porque: ajuda a esclarecer a mente.

Quando ocorrem situações de estresse no âmbito familiar ou de trabalho, ficar sozinha por um momento ajuda a se distanciar do conflito e a encontrar uma melhor solução para ele. É possível avaliar melhor os aspectos favoráveis e desfavoráveis de um assunto, sem que ninguém influencie.

Permite vencer o medo de se olhar por dentro: Muitas pessoas optam por viver rodeadas de barulho, atividades e gente para não enfrentar a si próprias. Mas, ao ficarem sozinhas, após certo tempo, percebem que estar só não é tão terrível e inclusive pode ser agradável, uma oportunidade de refletir, corrigir erros e definir metas na vida.

Melhora as relações pessoais: Ao estar mais relaxado, é mais fácil evitar conflitos com os outros e, caso eles surjam, a pessoa estará em melhores condições para resolvê-los, já que o autoconhecimento oferece outra perspectiva das coisas. Além disso, a pessoa passa a avaliar melhor as relações e utiliza todos os recursos para se socializar melhor.

A pessoa passa a ser 100% ela mesma: Quando duas pessoas vivem juntas, acabam entrando em simbiose, mesmo que essa não seja a vontade delas. Com isso, acabam renunciando a características da própria personalidade que produzem bem-estar, porque não podem compartilhá-las com o outro. Por outro lado, quando a pessoa vive só, sente que controla a própria vida, dá curso a suas inquietações, tem mais tempo para ela e para se focar no trabalho, nas afeições e na vida social.

Vida de universitário?

Estava eu há poucos minutos em uma reunião de pauta, e um dos temas propostos foi "vida universitária".
É... o tema de um programa de tv inteiro, sobre a fantástica vida dos universitários.
Uma das presentes defendeu a idéia, relatando sobre a vidinha do universitário que sai da cidade natal ou onde mora com papi e mami, mora longe deles (ui), tem que lavar roupa e casa. Aí eu penso: todo mundo tem que fazer isso, isso não é vida de universitário, é A vida.
Se ele quer estudar, siga seu caminho; vire adulto e não universitário. Dividir casa? Conheço gente que não estuda e precisa dividir casa porque não tem grana. E aí? Isso torna a vida dele, "vida de sem grana"? Vida de pobre mesmo... o que torna a vida do universitário tão digna de um programa? O fato de a maioria ser despreparada e ser sustentada pelos pais? Ou a questão de não darem valor às próprias aulas, e muito menos às questões sociais?
O problema, na minha opinião, é que num país sem a mesma igualdade de oportunidade, inclusive no mundo acadêmico das universidades, o universitário vira um rótulo. Um rótulo com a embalagem vazia na maioria dos casos.
Bom, mas que seja... defendi o que eu penso, e continuo defendendo... minhas pesquisas para o programa com o tema que abordo agora, virão cheias de dados que comprovem a vida ilusória e vergonhosa da maioria dos universitários no Brasil.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Deixar rolar. Acontecer. Não criar expectativas. Não depender. 
Ser eu mesma. Não amar. Nem se apaixonar.
Não sei se é possível. Ou se já aconteceu.
Não sei o que esperar... ou melhor. Não quero esperar.
Ai que angústia. Expectativas em vão. Pessimismo. 
Melhor seria otimismo. 
Mas dizem para não espalhar. E já espalhei. 
Gosto de contar. Dividir. Ampliar.
Seja o que o destino mandar. 
Seja o que acontecer.
Mas pare transtorno... pare de pensar no que te anseia.
No que queres loucamente. Que talvez não seja tudo o que imaginas.
Mas imaginas... isso é pior. 
E agora? O que fazer a não ser esperar. Controle.
Meditação.
Até amanhã. Ou até nunca mais.

sábado, novembro 08, 2008

10 minutos pra escrever

tenho 10 minutos (passaram mais de quinze, olha só meu poder de persuasão!) pra dizer tudo que sinto. preciso partir. é dura a partida. é realmente pouco tempo. não é muito pouco tempo. porque se fosse mto não seria pouco.
penso eu agora, num estado filosófico forçado. vai entender. vou explicar.
o mundo é do mal. as coisas normalmente não dão certo. alguns procuram deus pra aliviar suas piras. seus medos. seus estresses. outros, procuram a loucura.
que fique claro que eu defendo um conceito diferente de loucura. senão não estaria na minha oficina. loucura maior, é que a vai além da da própria loucura, ou do mero conceito banal de loucura. acho eu, que loucura não é muito bom não. loucura para mim, é ser diferente, afinal, é o diferencial que conta.
vc pensa pensa pensa e aí? verdadeiramente o louco, cria seu mundo paralelo, e geralmente, se decepciona com o tudo. insiste. o tal do sistema. se indaga. lê. procura. pesquisa. quem procura acha. achar não é fácil. mas uma vez encontrado, torna-se louco. um prilégio. a mente, especificando: o cérebro, para mim, é a melhor parte do corpo. a mais curiosa. a única que ainda tem seus sgredos. viva os segredos. o mistério. hj tudo é mto revelado (vê-se as minas do funk atual). o tal do sistema não quer que vc pense, quer que vc apenas consuma. fazer o que? defender o comunismo? não é mto ideal.
filosofia. alguns consideram-se loucos, mas nunca leram admirável mundo novo. apenas acendram um baseado, e se auto-consideraram. bom, que seja.
subversão. loucura. prazer. prazer comprado, para enfim, escapar do mundo cruel. deus está em mim. eu sou deus. e se, eu sou deus, logo, preciso de alívio. justificando loucuas. justificando certos consumos que os ignorantes censuram.
pirando. insPirando.
a vida é louca. e piora, qndo vc nasce com a tendencia à loucura. ou à inteligência? sorte mesmo dos ignorantes. não quero questões. mas é inevitável.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Saúde nota de cem

Hoje fui ao psiquiatra. Primeira sessão. Esperei ansiosamente por esse dia. Mas o dia que eu achei que fosse ser o primeiro, de muitos que resolvessem muita coisa pra mim, na verdade, foi o pior de todos já esperados.
A médica me disse que eu preciso de terapia. É. E que a terapia é indicada para casos de impulsividade como o meu. Porém, que o convênio não cobriria esse tipo de tratamento.
Essa terapia sai pela bagatela de 800 reais por mês. É. O preço de uma faculdade hoje em dia.
Cuidar da saúde mental sai caro no Brasil de hoje. Por mais que queiramos tratamento, é preciso ter cacife para arcar com esse tratamento psico-teraupêutico.
Fiquei num estado mental bem pior, e hoje passo por um dia triste. Magoado e infeliz.
Minha felicidade foi roubada. Preciso dela de volta. Se a acharem, por favor, entrar em contato.

terça-feira, outubro 21, 2008

Sexta passada (17) foi uma sexta ótima. Comecei a ler um livro ("Um brinde aos que vão morrer" Tuca Hassermann) por volta das 17h30. Terminei 01h20. Isso. Fiquei em casa. Nos momentos de descanso dessa longa leitura (sim, precisava me distrair ué?!?), li cinco revistas fúteis e assisti ao noticiário.

Beijei minha cã (cadela...) e incrivelmente, tive um diálogo pacífico com minha mãe por 15 minutos e por fim vi o fim do pior filme dos últimos séculos: Cloverfield, que embora seja dirigido pelo mesmo diretor de Lost, não vale nadica.

Infelizmente, estipulei uma meta pro sábado, mas não alcancei: não escrevi o item 1.4 da monografia, não tomei sol nem curti a piscina (choveu, culpem São Pedro), não cuidei da pele nem do cabelo (não deu tempo, a Jéssica foi muito rápida!) e o mais triste, não comecei a ler "Oliver Twist" - Charles Dickens. Mesmo assim, meu sábado foi bom. Gente nova, causaria, e um joelho ralado. Acidentes de percursso.


Meu domingo confuso. Prefiro não comentar...


Em compensação, segunda tirei o atraso da mono e já estou na metade de "O Matador" - Patrícia Melo. Deixa o Oliver pra depois, ele me entenderá.

Mas, hoje é terça feira. Estou com algumas encanações. Acho que virei mais cética do que nunca. Não acredito mais no amor. Na paz e na confiança entre os seres humanos. Acho que as pessoas exigem muito de mim, mas acabam por não fazer o que querem que eu faça. Porque com tantos erros no mundo, sou eu quem sempre leva ferro? Serei algum tipo de mecenas (assim que escreve?)?
Virei cética. Não amo mais. Não quero mais amor. Quero dinheiro. Apenas isso. Sucesso e dinheiro.

quinta-feira, outubro 09, 2008


Aí, quis compartilhar com o mundo!
A Oficina de Loucurinhas saiu no box de uma matéria relacionada a blogs no jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto, no dia 29 de setembro desse ano.
muito bom né?
Espero que isso traga mais leitores para compartihar meu mundinho de palavras!
;)
Obs: só uma pena que eles erraram meu sobrenome, que é Correia, com i de isso, e sem acento...

quarta-feira, outubro 08, 2008

A gente se pega pensando besteira... imaginando coisas, e de repente vê que nada passou de mais uma peça, uma armação. A gente acha que vai tudo indo certo, mas se decepciona, sente medo.
Acha que teve outra chance mas não teve nada... foi mera distração.
A gente se apega em bobagens, mas começa achando que foi importante. Começa destemida, achando que tem tudo sob controle, mas do nada, o temor, o suor, o pensamento ruim invade a alma, o corpo, os olhos, o coração.
A gente imagina coisas. A pricípio boas. No decorrer hipóteses. No fim, péssimas.
Mulheres e suas encanações. Mulheres e seus apegos.
Meninas e o medo do escuro. Mulheres e o medo da solidão.
Meninas têm brinquedos. Mulheres viram brinquedos.........

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Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus
ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível dos teus passos eternamente
Fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação
Das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de
Carícias

E só te pede que repouses quieta, muito quieta
E deixe que as mãos cálidas da noite encontrem sem
Fatalidade o olhar extático da aurora.

Vinicius de Morais