quarta-feira, dezembro 31, 2008

Retrospectiva 2008
No momento sinto um vazio miserável na minha vida. Que é condizente às relações superficiais que ando tendo.
Profissionalmente sinto-me bem.
O fato é que estou disposta a fazer uma retropectiva...
Janeiro - namoro relanpago com o Eduardo. Caso terminado por causa de um ventilador chutado.
Fevereiro/Março - festival lixo em Altinópolis.
Abril - fato marcante: causaria em Bonfim e briga com a Jaqueline. Solucionado? Parcialmente. Ainda tenho a amiga.
Maio - Rolo com um cara sem caráter. Ligações incessantes. Cansaço... Começo do namoro com o cara "do ano".
Junho - belo namoro...
Julho - crise de namoro.
Agosto - surto que resultou no fim do namoro. Época de vacas magras. Sofrimento. Virada forjada: República Babilônia.
Setembro - aniversário na Rep. Sem as supostas amigas... volto pro mundo insano.
Outubro - fase de dependência. Novas amizades...
Novembro - me apaixono e não sou correspondida. Briga com o pessoal da sala.
Dezembro - percebo que realmente perdi muitos amigos. Caos total. Época de cirrose plus instantânea. Novas amizades.
Concluo que ofi um ano deprimente, que me dará mais forças para o próximo ano. Fiz muitas amizades, mas também perdi muitas.
Trabalhando muito. Aproveitando muito os amigos, porque amar realmente não me convém. Não agora. Ah, eu li muito também.
Sim estou vazia de sentimentos. Me tornando uma canalha...
Que 2009 venha...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Eu simplesmente adoro quando ao invéz de, eu encontrar os livros que leio, eles me encontram; como aconteceu por exemplo, com o Deus das Pequenas Coisas (Arudhati Roy) e até com o já citado Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley).
Hoje aconteceu a mesma coisa. Ando num estado literato-psicótico. Leio de três a quatro obras de uma só vez. Acabei de terminar Memórias de Minhas Putas Tristes (Gabriel García Marquez), no sábado, e já havia começado o Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón), que inclusive tem referência no post anterior.

No fim do ano eis que me surge lindo, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva. Que reconheci, por outro livro dele que eu já li, o Blecaute.
O Feliz Ano Velho é sensasional e clássico também, soube um pouco depois. Comecei a lê-lo hoje, e pretendo terminar ainda hoje. Se não conseguir, de amanhã não passa.
Ele é autobiográfico. E narra o passado do autor antes de ficar paralítico, bem como sua fase de fisioterapia e tudo o mais. Ele sente saudades do ano velho e como não pode se mexer durante a observação, não tem outra opção a não ser usar a mente e a memória... é demais.
É, por outro lado, como enxergar o que um ato sem pensar pode causar na vida de qualquer um e o valor das amizades em horas de superação.

Tá aí ó. Eu não custumo falhar... modéstia parte. Todos os dias indico livros para leitores na biblioteca, que voltam 10 dias depois com largos sorrisos ou pulgas atrás das orelhas.

Quem quiser se despedir do ano novo e relembrar o ano velho é uma boa pedida!

domingo, dezembro 21, 2008

“O método preferido de Chloé para liquidar suas vítimas era seduzi-las com uma dança hipnótica, despindo-se lentamente de todos os seus adornos para, em seguida, beijá-las com um batom envenenado que paralisava todos os músculos do corpo e as matava asfixiadas, em silêncio, enquanto ela as fitava, olhos nos olhos. Para proteger-se, bebia previamente um antídoto dissolvido em champanhe Dom Perignon da mais fina reserva”.

(ZAFFON, Carlos Ruiz – O Jogo do Anjo pg 16)

-Podem me chamar de Chloé.... uaaaaau!!!!

“Chloé e Baltasar tinham seu próprio código de honra: só liquidavam a escória, limpando o mundo de fanfarrões, vermes, falsos santos, fanáticos, dogmáticos sinistros e todo o tipo de cretinos que faziam deste mundo um lugar ainda mais miserável, em nome de bandeiras, línguas, raças ou todo o tipo de lixo que usavam para mascarar sua cobiça e sua mesquinhez”.

(ZAFFON, Carlos Ruiz – O Jogo do Anjo pg 16)

-Cadê você Baltasar!??!?!?!!?!?!?!

sábado, dezembro 20, 2008

Redenção ribeirãopretana

Bem, mas mesmo depois da epopéia paulistana, vi que voltei para minha cidade natal (dingol bels) com uma lista de novas percepções, que me fizeram refletir o quanto eu amo essa cidade que se chama Ribeirão Preto.
- Aqui o mais demorado é esperar o ônibus. Uma vez dentro dele, você demorará no máximo 1 hora para ir ao bairro mais longe da cidade.
- Aqui é possível fazer roleta russa no farol sem ser atropelado. (não tentem isso em casa, isso só é possível para “vasos muito ruins”)
- Aqui as ladeiras são estrategicamente localizadas.
- Aqui a coxinha de R$1,00 não dá piriri. (Salgadinhos Salete)
- Aqui você pode ir a pé até para os bairros mais distantes. (se tiver coragem e disposição é claro)
E muitas outras coisas... quero me redimir com RP, por ter sido tão insensível.
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Dizem que é arte (ou Inspiração de merda)

Ouvi dizer, que um artista ianque fez do bolo fecal do cachorro dele arte. E ganhou dinheiro. Outro artista, Piero Manzoni, enlatou suas fézis, e numa tentativa de virar um artista de vanguarda, as rotulou como arte: “merda de artista”. Também teve reconhecimento, vendendo sua merda por 120.00 euros.

Acontece que pensei nisso. Meu natal será uma merda dura. Ou seja, totalmente sem dinheiro. Enquanto no ano passado eu saia às compras de presentes para a família toda esse ano eu não tenho um tostão para comprar-lhes uma bala sequer.
Pensando na família, quero presenteá-los com arte.
Enlatarei meu próprio cocô em pequenas latinhas da extrato Pomarola do Elefante, e embrulharei em papel de pão. E escreverei: “Nesse natal, faça força. Com amor, Anandha”.

Claro que detesto dar presentes iguais, por isso já pensei em tudo. Um terá milho, outro alface, outro mais durinho, outro mais molinho, um será roxinho (beterraba) e assim vai...
Depende então do comportamento do presenteado.

Estou empolgada. Acho que todos vão literalmente passar mal.

Viva a vanguarda! Pura inspiração de merda!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Atendendo pedido

Confirmo para todos: sim, sou a próxima Jesus Cristo. Existem coisas que só acontecem comigo. SÓ COMIGO. Tudo bem... ser atropelado hoje em dia é super normal. Quando se está bêbado então nem se fala.
Mas o que aconteceu comigo dessa vez foi mais que uma fatalidade! Eu viajei mais de 300 km, para ficar duas horas dentro de um ônibus lotado em São Paulo, e ser atropelada.

Aconteceu assim...
Cheguei em Sampa City no naipe. Fui visitar um brother meu. Conheci a irmã dele, e propus uma ceva em algum lugar charmoso na capital do concreto. Eu propus a ceva, ela propôs a Avenida Paulista. Fechado!
Mas tudo começou a ficar esquisito quando eu lembrei que não estava em Ribeirão. E que para chegar na Paulista seria um lamurio. Sim, foi cruel. Duas horas dentro do busão.
Mas finalmente chegamos à Paulista. A terceira avenida mais importante da América Latina.

Descemos, e saímos andando. O frenesi paulistano me contagiou! Uma beleza! Cara, eu estava em São Paulo indo tomar uma cerveja. Uau.
Disse a ela: - Puxa não posso causar aqui porque não tenho minhas amigas para correrem atrás de mim. (essa frase remete as várias vezes em que saltei do carro em movimento, e alguma santa amiga saiu correndo para me salvar).
Aí ela disse: - Eu corro! Hahahaha.
Mas eu falava sério. E ela, talvez não.

Bem, seguimos em frente. De repente ela parou e cogitou um McDonalds. Mas não somente isso. Ela pagaria o fast food. Opa! Demorim! Vamos nessa. E então, demos meia volta. A culpa foi da meia volta.

Paramos na faixa de PEDESTRE. Ta.. eu confesso, o sinal estava vermelho pra mim, mas os carros estavam parados. Decidi atravessar. E junto comigo foram mais pessoas. No entanto, numa crise caipira ribeirãopretana, num determinado ponto da faixa eu comecei a correr... aí do nada eis que surgem quem???????? O MOTOBÓI! Sim, moto-boy com a letra “I” mesmo, tipo, o marido da vaca.

O fdp, me lançou, e eu voei que nem o Chuck Norris – Jack Chan. Foi bizarro. Bizarro, porque eu voei, cai, fiquei 5 segundos no chão, peguei meus óculos no meio da pista e sai andando. Nisso o desgramado já tinha batido num outro carro. Levantou-se e começou a correr atrás da gente, querendo acertar contas do carro da pessoa. Disse que ia chamar a polícia. Eu mandei chamar. Mas nessa hora, sai correndo e tentei 4 táxis. Todos fechados. Ultima esperança... encontrei um táxi, entrei olhei pro caboclo e disse:
- Dá um pião! Dá um pião! – E ele, deu um pião. Não desses de criança, mas um pião de verdade. Uma verdadeira volta em Sampa.

Verdadeira 157!
Verdadeira marginal!
Verdadeira toscona!
Verdadeira bonecão do posto.

Consegui sair mais ou menos ilesa. Se não fosse por um mais que roxo na perna. Por que além de roxo, tem verde, vermelho, rosa, marrom, amarelo e azul. Ta feio. Daqui há dez anos quem sabe eu possa voltar a usar saias.

E assim, aconteceu essa epopéia. Em que eu gastei uma grana (fodida) de táxi, não tomei uma ceva na Paulista, fui atropelada, não comi no Mc, mas tive uma história pra contar pros caipira quando chegasse.
E agora eu vivo um frenesi. Sou conhecida como a menina atropelada na Paulista. Aqui em Ribeirão todos querem autógrafos, fotos e calcinhas.

Obs: essa história é baseada em fatos que podem ou não ser reais. Se você for o MOTOBÓI ou o dono do carro, ela é inventada, uma balela, eu fumei orégano e inventei tudo isso.
Se não for nenhum desses indivíduos, a história realmente aconteceu, e estou arrecadando fundos pra Instituição dos Caipiras Atropelados na Paulista (ICAP). É só escanear um cheque/cartão/dinheiro/vale-transporte/ticket e me mandar por e-mail.

sábado, dezembro 13, 2008


Frase celébre do meu brother FerN:

"Eu seria um mendigo. Se as pessoas tratassem bem os mendigos".

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Fui atropelada na Paulista...

levantei e fugi de taxi...

impressionante!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Drogas pesadas

Bem, enquanto almoçavam eu, minha vó e meu vô, ele me solta essa:
- Nossa, aquela música “A lei seca” é boa viu?

Pra quem não sabe “A lei seca” é um sertanejo. E não preciso dizer mais nada. Essa informação já dá uma boa base de análise. Nada contra o sertanejo... mas... sim pulverizem essa praga!!!

Voltando ao estado do meu avozinho tão amado. Na hora achei, que ele estava usando drogas pesadas, como gasolina ou chá preto. Pra falar a verdade, até pensei que ele pudesse estar tomando muito Tang de acerola com laranja. Mas não! Meu vô só usa o de limão e com moderação.
No momento, estou apenas observando o comportamento do meu vô. Estou realmente muito preocupada. Nunca se sabe os efeitos dessas coisas. Hoje ele começa com acerola e laranja, e ouvindo “A lei seca”. Amanhã ele passa pro Tangolé de morango e aí já viu né? Os efeitos podem ser terríveis. Um Latino ali. Um creu lá... nunca se sabe. Quando se tratam de entes queridos, é melhor ficar de olho.
Se até semana que vem ele não mencionar Aviões do Forró ou Calcinha Preta, já é um grande alívio. Mesmo assim é bom ficar ligada.

Nota: hoje, dois dias depois da primeira observação, eu vi um Tangolé de melancia em cima da mês. O caso é grave. Torçam pela sobriedade dele... e para que tudo fique bem.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Serei sincera. Hoje é segunda feira e eu não consigo trabalhar. Então venho pra cá so pra fazer número mesmo. Então, como nem pra ler dá, porque a rê bordosa é imensa... e o sono de apenas 3 horas não adiantou muita coisa, fiquei fuçando na internet e descobri maravilhas.
Blogs de uma criatividade tão assustadora, que a partir de hoje eu resolvi autodenominar isso aqui um lixo.
Isso. Um lixo. Melancólico e chato. Por isso meus pequeninos leitores pararam de me visitar, comentar... o que eu virei? Uma alienigena emo.
De hoje em diante serei melhor do que essa fuleiragem. Me empenharei com mais alegria e tenacidade!
As coisas por aqui irão mudar. Saibam disso. Os blogs, que eu li praticamente inteiros já estão linkados aqui do lado. Mas por favor, sejam bonzinhos comigo e voltem depois de lê-los... senão talvez eu possa virar uma maníaca depressiva (mais?) com um potencial psicopata incalculável.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Bom passei minha infância lendo os gibis da turma da Mônica, e por acaso, fiquei sabendo que ela "cresceu". Aí durante umas pesquisas achei uma das histórias do primeiro volume.
E não é que ela até ficou parecida comigo?






quarta-feira, novembro 26, 2008

Gostei do artigo, pois desde criança nunca pensei em "casar"... relacionar sim, morar junto só se rolar muito.

Vivendo sozinho sem sentir solidão

Qua, 26 Nov, 10h51

Por María Jesús Ribas / EFE

Divorciadas, separadas, viúvas, jovens solteiras. Cada vez mais mulheres decidem viver sozinhas por sua própria escolha após enfrentar alguma situação difícil em suas vidas, ou simplesmente pelo fato de quererem desfrutar de uma experiência que pode ser enriquecedora e ajudar no crescimento pessoal, quando é uma decisão voluntária.

Muitas pessoas têm medo de ficar sozinhas mesmo que apenas por um dia. Outras não suportam o silêncio desta solidão. Quando estão em casa, mantêm sempre a televisão ligada para se sentirem acompanhadas, falam no telefone por horas e horas ou se conectam à internet a todo instante para aplacar a sensação de vazio interior.

Mas viver sozinha, mesmo que apenas por um tempo e fruto de uma decisão premeditada, ajuda a crescer como pessoa, a vencer medos e a explorar as próprias capacidades. Quando a pessoa supera o desassossego inicial e o medo do desconhecido, a sensação pode ser embriagadora e apaixonante.

Na verdade, muitas mulheres que passam pela experiência de viver sozinhas pensam muito antes de iniciar uma convivência e renunciar aos "doces frutos" da solidão. Elas se acostumaram a viver livres e muitas vezes não se sentem dispostas a tomar iniciativas que tirem essa encantadora sensação de liberdade.

De acordo com os testemunhos de muitas mulheres que decidiram viver sozinhas e com psicólogos, ficar sozinha é algo positivo porque: ajuda a esclarecer a mente.

Quando ocorrem situações de estresse no âmbito familiar ou de trabalho, ficar sozinha por um momento ajuda a se distanciar do conflito e a encontrar uma melhor solução para ele. É possível avaliar melhor os aspectos favoráveis e desfavoráveis de um assunto, sem que ninguém influencie.

Permite vencer o medo de se olhar por dentro: Muitas pessoas optam por viver rodeadas de barulho, atividades e gente para não enfrentar a si próprias. Mas, ao ficarem sozinhas, após certo tempo, percebem que estar só não é tão terrível e inclusive pode ser agradável, uma oportunidade de refletir, corrigir erros e definir metas na vida.

Melhora as relações pessoais: Ao estar mais relaxado, é mais fácil evitar conflitos com os outros e, caso eles surjam, a pessoa estará em melhores condições para resolvê-los, já que o autoconhecimento oferece outra perspectiva das coisas. Além disso, a pessoa passa a avaliar melhor as relações e utiliza todos os recursos para se socializar melhor.

A pessoa passa a ser 100% ela mesma: Quando duas pessoas vivem juntas, acabam entrando em simbiose, mesmo que essa não seja a vontade delas. Com isso, acabam renunciando a características da própria personalidade que produzem bem-estar, porque não podem compartilhá-las com o outro. Por outro lado, quando a pessoa vive só, sente que controla a própria vida, dá curso a suas inquietações, tem mais tempo para ela e para se focar no trabalho, nas afeições e na vida social.

Vida de universitário?

Estava eu há poucos minutos em uma reunião de pauta, e um dos temas propostos foi "vida universitária".
É... o tema de um programa de tv inteiro, sobre a fantástica vida dos universitários.
Uma das presentes defendeu a idéia, relatando sobre a vidinha do universitário que sai da cidade natal ou onde mora com papi e mami, mora longe deles (ui), tem que lavar roupa e casa. Aí eu penso: todo mundo tem que fazer isso, isso não é vida de universitário, é A vida.
Se ele quer estudar, siga seu caminho; vire adulto e não universitário. Dividir casa? Conheço gente que não estuda e precisa dividir casa porque não tem grana. E aí? Isso torna a vida dele, "vida de sem grana"? Vida de pobre mesmo... o que torna a vida do universitário tão digna de um programa? O fato de a maioria ser despreparada e ser sustentada pelos pais? Ou a questão de não darem valor às próprias aulas, e muito menos às questões sociais?
O problema, na minha opinião, é que num país sem a mesma igualdade de oportunidade, inclusive no mundo acadêmico das universidades, o universitário vira um rótulo. Um rótulo com a embalagem vazia na maioria dos casos.
Bom, mas que seja... defendi o que eu penso, e continuo defendendo... minhas pesquisas para o programa com o tema que abordo agora, virão cheias de dados que comprovem a vida ilusória e vergonhosa da maioria dos universitários no Brasil.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Deixar rolar. Acontecer. Não criar expectativas. Não depender. 
Ser eu mesma. Não amar. Nem se apaixonar.
Não sei se é possível. Ou se já aconteceu.
Não sei o que esperar... ou melhor. Não quero esperar.
Ai que angústia. Expectativas em vão. Pessimismo. 
Melhor seria otimismo. 
Mas dizem para não espalhar. E já espalhei. 
Gosto de contar. Dividir. Ampliar.
Seja o que o destino mandar. 
Seja o que acontecer.
Mas pare transtorno... pare de pensar no que te anseia.
No que queres loucamente. Que talvez não seja tudo o que imaginas.
Mas imaginas... isso é pior. 
E agora? O que fazer a não ser esperar. Controle.
Meditação.
Até amanhã. Ou até nunca mais.

sábado, novembro 08, 2008

10 minutos pra escrever

tenho 10 minutos (passaram mais de quinze, olha só meu poder de persuasão!) pra dizer tudo que sinto. preciso partir. é dura a partida. é realmente pouco tempo. não é muito pouco tempo. porque se fosse mto não seria pouco.
penso eu agora, num estado filosófico forçado. vai entender. vou explicar.
o mundo é do mal. as coisas normalmente não dão certo. alguns procuram deus pra aliviar suas piras. seus medos. seus estresses. outros, procuram a loucura.
que fique claro que eu defendo um conceito diferente de loucura. senão não estaria na minha oficina. loucura maior, é que a vai além da da própria loucura, ou do mero conceito banal de loucura. acho eu, que loucura não é muito bom não. loucura para mim, é ser diferente, afinal, é o diferencial que conta.
vc pensa pensa pensa e aí? verdadeiramente o louco, cria seu mundo paralelo, e geralmente, se decepciona com o tudo. insiste. o tal do sistema. se indaga. lê. procura. pesquisa. quem procura acha. achar não é fácil. mas uma vez encontrado, torna-se louco. um prilégio. a mente, especificando: o cérebro, para mim, é a melhor parte do corpo. a mais curiosa. a única que ainda tem seus sgredos. viva os segredos. o mistério. hj tudo é mto revelado (vê-se as minas do funk atual). o tal do sistema não quer que vc pense, quer que vc apenas consuma. fazer o que? defender o comunismo? não é mto ideal.
filosofia. alguns consideram-se loucos, mas nunca leram admirável mundo novo. apenas acendram um baseado, e se auto-consideraram. bom, que seja.
subversão. loucura. prazer. prazer comprado, para enfim, escapar do mundo cruel. deus está em mim. eu sou deus. e se, eu sou deus, logo, preciso de alívio. justificando loucuas. justificando certos consumos que os ignorantes censuram.
pirando. insPirando.
a vida é louca. e piora, qndo vc nasce com a tendencia à loucura. ou à inteligência? sorte mesmo dos ignorantes. não quero questões. mas é inevitável.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Saúde nota de cem

Hoje fui ao psiquiatra. Primeira sessão. Esperei ansiosamente por esse dia. Mas o dia que eu achei que fosse ser o primeiro, de muitos que resolvessem muita coisa pra mim, na verdade, foi o pior de todos já esperados.
A médica me disse que eu preciso de terapia. É. E que a terapia é indicada para casos de impulsividade como o meu. Porém, que o convênio não cobriria esse tipo de tratamento.
Essa terapia sai pela bagatela de 800 reais por mês. É. O preço de uma faculdade hoje em dia.
Cuidar da saúde mental sai caro no Brasil de hoje. Por mais que queiramos tratamento, é preciso ter cacife para arcar com esse tratamento psico-teraupêutico.
Fiquei num estado mental bem pior, e hoje passo por um dia triste. Magoado e infeliz.
Minha felicidade foi roubada. Preciso dela de volta. Se a acharem, por favor, entrar em contato.

terça-feira, outubro 21, 2008

Sexta passada (17) foi uma sexta ótima. Comecei a ler um livro ("Um brinde aos que vão morrer" Tuca Hassermann) por volta das 17h30. Terminei 01h20. Isso. Fiquei em casa. Nos momentos de descanso dessa longa leitura (sim, precisava me distrair ué?!?), li cinco revistas fúteis e assisti ao noticiário.

Beijei minha cã (cadela...) e incrivelmente, tive um diálogo pacífico com minha mãe por 15 minutos e por fim vi o fim do pior filme dos últimos séculos: Cloverfield, que embora seja dirigido pelo mesmo diretor de Lost, não vale nadica.

Infelizmente, estipulei uma meta pro sábado, mas não alcancei: não escrevi o item 1.4 da monografia, não tomei sol nem curti a piscina (choveu, culpem São Pedro), não cuidei da pele nem do cabelo (não deu tempo, a Jéssica foi muito rápida!) e o mais triste, não comecei a ler "Oliver Twist" - Charles Dickens. Mesmo assim, meu sábado foi bom. Gente nova, causaria, e um joelho ralado. Acidentes de percursso.


Meu domingo confuso. Prefiro não comentar...


Em compensação, segunda tirei o atraso da mono e já estou na metade de "O Matador" - Patrícia Melo. Deixa o Oliver pra depois, ele me entenderá.

Mas, hoje é terça feira. Estou com algumas encanações. Acho que virei mais cética do que nunca. Não acredito mais no amor. Na paz e na confiança entre os seres humanos. Acho que as pessoas exigem muito de mim, mas acabam por não fazer o que querem que eu faça. Porque com tantos erros no mundo, sou eu quem sempre leva ferro? Serei algum tipo de mecenas (assim que escreve?)?
Virei cética. Não amo mais. Não quero mais amor. Quero dinheiro. Apenas isso. Sucesso e dinheiro.

quinta-feira, outubro 09, 2008


Aí, quis compartilhar com o mundo!
A Oficina de Loucurinhas saiu no box de uma matéria relacionada a blogs no jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto, no dia 29 de setembro desse ano.
muito bom né?
Espero que isso traga mais leitores para compartihar meu mundinho de palavras!
;)
Obs: só uma pena que eles erraram meu sobrenome, que é Correia, com i de isso, e sem acento...

quarta-feira, outubro 08, 2008

A gente se pega pensando besteira... imaginando coisas, e de repente vê que nada passou de mais uma peça, uma armação. A gente acha que vai tudo indo certo, mas se decepciona, sente medo.
Acha que teve outra chance mas não teve nada... foi mera distração.
A gente se apega em bobagens, mas começa achando que foi importante. Começa destemida, achando que tem tudo sob controle, mas do nada, o temor, o suor, o pensamento ruim invade a alma, o corpo, os olhos, o coração.
A gente imagina coisas. A pricípio boas. No decorrer hipóteses. No fim, péssimas.
Mulheres e suas encanações. Mulheres e seus apegos.
Meninas e o medo do escuro. Mulheres e o medo da solidão.
Meninas têm brinquedos. Mulheres viram brinquedos.........

****

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus
ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível dos teus passos eternamente
Fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação
Das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de
Carícias

E só te pede que repouses quieta, muito quieta
E deixe que as mãos cálidas da noite encontrem sem
Fatalidade o olhar extático da aurora.

Vinicius de Morais

terça-feira, outubro 07, 2008

Chega de festinhas e lugares medíocres, com pessoas que “atiram a primeira pedra” mas que cometem tantos erros quanto eu.
Que não suportam ver atitude e felicidade alheia.
Chega de lugares obsoletos, com mesquinharias pessoais, com gente sem cultura, querendo mostrar alguma coisa que não é.

Não é culto. Não é bandido. Não é nada.
Chega dessa mesma história.
Que bom, que agora sim isso acabou para mim. Acabou, por que deu a hora. Sair da estagnação e viver o lado que tenha conteúdo.
Positivo pensamento para não cair na tentação. Pois é o tipo de tentação mundana sem propósito. Daquelas pra destruir carreira mesmo.
Quero agora, gente que leia, gente que entenda, gente que estude, gente com bom gosto, gente com critério. Gente da qual nunca deveria ter me distanciado.
Existe o perdão. Existe a reaproximação. Estamos aí novamente.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Mescladinho de sensações
É maravilhoso - e curioso - o comportamento humano.
Ao longo do nosso dia, sentimos inúmeras sensações, que tornam nosso dia um mescladinho de sensações.
Veja só: esse sábado eu passei da tensão anciosa ao ápice da felicidade em algumas horas, e pude desfrutar o gozo da tranquilidade no domingo pela manhã.
Hoje, que é uma segundona daquelas, acordei no mau humor, passei pela euforia, nostalgia e agora, perante a alguns alunos sem postura do último ano de publicidade e propaganda da UNAERP, que por pilantrisse quiseram botar banca na sessão de fotos da formatura, um sentimento fortíssimo de raiva.
Mas há de passar... tem tudo dado certo e eu espero que logo mais, eu volte a sentir satisfação.
E eu sei que o ser humano, mesmo a considerar seu grau de cultura ou intelectualidade, tem um pingo (ou um copo cheio) de ignorância, ainda mais quando a rixa é "jornalismo X PP".
Mas no que se entende do mescladinho de sensações é realmente admirável. O ser humano consegue me surpreender... pelo seu mistério, pela sua semi perfeição, pelas suas instabilidades que o tornam imperfeitos.
Quem não instabiliza, não há de ser humano.

segunda-feira, setembro 29, 2008



Seg, 29 Set, 10h30

O império das bolachas negras contra-ataca. Depois de dados como mortos no início dos anos 90 - com a chegada dos CDs - e sepultados no começo do milênio - com a revolução digital - os discos de vinil aos poucos voltam a ser lançados por artistas brasileiros. São músicos e bandas que apostam na nostalgia e na força dos bolachões, algo comum em países da Europa e nos Estados Unidos.

A gravadora Deckdisc já fala em importar maquinários para ter sua fábrica própria de vinis no Brasil. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma: "Estamos estudando a viabilidade de montar uma nova fábrica no Brasil ou aproveitar o espaço da antiga (a extinta Poly Som, no Rio de Janeiro, fechada em abril) para implantar as máquinas."

Enquanto as máquinas não vêm, os artistas se viram para colocarem seus vinis na praça. Ed Motta, que desde 2001 já lançou dois LPs, prepara uma edição em vinil de seu último CD, Chapter 9. "Tem muita gente desavisada achando vinil algo 'ultra hype', tipo onda de brechó. A verdade é que na Europa e nos EUA isso nunca deixou de ser mania. Só aqui no Brasil", diz.
O grupo Nação Zumbi é outro integrante da liga dos herói da resistência. Pupillo, o baterista, conta que a banda deve produzir em LP o disco Fome de Tudo até dezembro. E comenta: "Se perguntarem se preferimos produzir dez mil CDs ou mil LPs, definitivamente vamos escolher mil LPs."

Segundo alguns artistas, há vantagens no resultado final deste tipo de mídia justamente pelo fato de ele não procurar a perfeição e a limpeza dos meios digitais. "A sonoridade é bem melhor do que a de um LP. Muitas das 'ruidagens' (ruídos) do som original se perdem na hora da digitalização", afirma o pernambucano Lenine, que lançou em LP a versão de seu mais recente CD, Labiata. Pupillo, do Nação, se arrisca a falar em eternidade. "O LP é mais vivo, mais orgânico. E existe um nicho, um mercado para ele, não vai acabar. Acredito que, daqui a algum tempo, não teremos CDs." As informações são do Jornal da Tarde.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Hoje me deu vontade de escrever um e-mail para um certo alguém, mas não tive coragem. Uma nota sobre essa falta de coragem: é engraçado, porque coragem para fazer milhões de coisas as vezes não tão legais eu tenho, mas para mandar um simples e-mail, expressando meus sentimentos, eu não tenho. Talvez seja porque eu tenha começado a fazer minha ‘recauchutagem’ astral somente essa segunda...
Bom, já que não tive coragem de mandar diretamente, eu vou escrever aqui o que seria mais ou menos um mail pra ele... quem sabe ele não entre aqui e leia? Com certeza vai saber que é pra ele!

Querido,

Há quanto tempo né? Se bem que nem faz tampo tempo assim... quase dois meses talvez? Parei de contar depois do meu aniversário que eu pensei que passaríamos juntos.
Tem me dado uma saudade de você ultimamente. Quanta saudade... não sei por que mas hoje lembrei de quando andávamos juntos de carro, eu fazendo cafuné... indo pra todos os lugares; lugares que com você eu iria para qualquer um. Lembrei também da nossa ida ao Mercadão. Lembrei do seu lençol verde, do seu escritório, do seu repentino mau humor. tantas as coisas... lembrei da conversa que nunca aconteceu.
Mas, tanto faz. Estou aqui agora, achando que converso com você, quando existem possibilidades de que você nem leia o esse e-mail.
E aí, como você está? Tudo bem? Trabalhando muito? Fiquei sabendo que seus negócios estão bombando! Viagens e tudo o mais. Que bom! Fico realmente feliz por você e espero que tudo dê certo na sua carreira, com sua família, com seu coração.
Penso em você. E juro, gostaria muito ainda daquela conversa. Mas acredito que você não.
Mesmo assim, é sempre bom Ter alguém bom no pensamento.
Fica com Deus, na paz, e de vez em quando lembra dos nossos momentos bons também!
Amo-te demais.
Beijo
Anandha C.


Falta-me coragem, sobra-me amor.

domingo, setembro 14, 2008

III

Saímos para a rua. Um grande automóvel azul claro estava estacionado junto à calçada. Ao vê-lo, fui repentinamente tomado de enorme alegria. Que prazer, que absurda satisfação comigo mesmo provinha daquelas superfícies abauladas do mais luzente esmalte! O homem criara à sua própria imagem. Ri até as lágrimas rolarem-me pelas faces.
(...)
Os efeitos da mescalina já estavam se dissipando.
(...)
Diante de nós, passavam os automóveis em uma torrente uniforme – milhares deles, todos brilhantes e polidos qual sonho de um anunciante, cada um deles mais ridículo que o precedente. Mais uma vez cai no riso convulsivo.
(...)
Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem Paraísos Artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uma vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobres e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda por uns breves momentos, estão e têm estado sempre os principais apetites da alma. A arte e a religião, os carnavais e as saturnais, a dança e a apreciação da oratória, tudo isso tem servido, na frase de H. G. Wells, de Portas na Muralha. E na vida individual, para uso cotidiano, sempre houve drogas inebriantes. (...)
A maior parte dessas substâncias não pode ser atualmente adquirida, a não ser mediante prescrição médica ou então ilegalmente e com graves riscos. O ocidente só permite o uso irrestrito do fumo e do álcool. Todas as outras Portas químicas na Muralha são rotuladas como estupafacientes e seus consumidores ilegais são viciados.
Gastamos, hoje em dia, muito mais em cigarros e bebidas que com educação. E nada há de mais surpreendente nesse fato. O impulso de fugir a nós mesmos e ao que nos rodeia está presente em cada um de nós, quase todo o tempo.
Foto: cactus que contém o alcalóide mescalina.

sábado, setembro 13, 2008

II

É para o mundo exterior que abrimos os olhos todas as manhãs, é nele que, de bom ou malgrado, temos de procurar viver. No mundo interior não há trabalho nem monotonia. Visitamo-lo apenas sonhos e devaneios, e sua singularidade é tal que nunca encontramos o mesmo mundo em duas ocasiões.
(...)
Muitos do que ingerem mescalina experimentam apenas as sensações celestiais da esquizofrenia. A droga só leva o purgatório ou o inferno àqueles que tenham tido um acesso recente de icterícia ou que sofram de depressões periódicas ou ansiedade crônica. Se, como acontece com outras drogas de poder incomparavelmente menor, a mescalina fosse reconhecidamente tóxica, sua ingestão seria suficiente para causar ansiedade. Mas o indivíduo razoavelmente saudável sabe antecipadamente que, para si, esse alcalóide será completamente inócuo e que seus efeitos terão cessado após oito ou dez horas, se, deixar sensações desagradáveis nem, consequentemente, ânsias por novas doses. Fortalecido por essa convicção, ele pode entregar-se à experiência sem temores – em outras palavras, sem qualquer predisposição para converter um ensaio de uma singularidade sem precedentes, inumano, em algo de aterrador, de verdadeiramente diabólico.
(...)
O esquizofrênico é uma alma, não só impura, como também desesperadamente desgostosa com sua situação. Seu tormento consiste na incapacidade de proteger-se contra a realidade, seja ela interior ou exterior (como faz o indivíduo normalmente são) refugiando-se no universo do senso-comum, por nós mesmos construído – esse mundo estritamente humano das noções úteis, dos símbolos compartilhados pelos demais, das convenções socialmente aceitáveis. O esquizofrênico é qual homem sob a influencia contínua da mescalina e, pois incapaz de deixar de experimentar uma realidade que ele não pode suportar por lhe faltar pureza; que não pode interpretar por ser ela o mais inflexível dos fatos fundamentais e que, por jamais permitir-lhe encarar o mundo com olhos simplesmente humanos, força-o a interpretar suas incessantes singularidades, sua candente intensidade de valores, como a manifestação da maldade humana ou até cósmica, levando-a às mais deseperadas contramedidas que vão da violência assassina, de um lado da escala, até a catatonia – ou suicídio psicológico – do outro. E, uma vez iniciada a descida pela rampa infernal, ninguém mais poderá deter-se. (...)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Devido a minha atual fase de leitura, resolvi fazer um “resumo-fichamento” de mais um livro de Aldous Huxley: “As portas da percepção – O Céu e o Inferno”. Nesse livro o autor narra suas experiências com a substância alcalóide, mescalina.
Que fique claro que não se trata de uma apologia. Mas para aqueles que curtem o universo da transcendência, curtam. Conforme for prosseguindo a leitura, publicarei os parágrafos mais curiosos e interessantes já lidos.


I

"A despeito dos setenta anos de pesquisas sobre mescalina, o material psicológico que se dispunha era ainda incrivelmente reduzido, e ele [o pesquisador] estava ansioso por ampliá-lo. Eu me atravessara em seu caminho e estava disposto – ou melhor decidido – a servir de cobaia. E foi assim que, numa radiosa manhã de maio, tomei quatro decigramas de mescalina, dissolvidos em meio copo d’agua, e sentei-me para esperar os resultados.
Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendencia, debalde. Por sua própria natureza, cada espírito, em sua prisão corpórea, está condenado a sofrer e gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias – tudo isso são coisas privadas e, a não ser através dos símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiência, mas nunca as próprias experiências. (...)
Assim, como poderá o indivíduo, mentalmente são, sentir o que realmente sente o insano? (...)
Palavras tais como Graça e Transfiguração vieram-me à mente, e isto, sem dúvida, era o que, entre outras coisas queriam elas significar. Meus olhos se encaminhavam da rosa para o cravo, e daquela incandescência de plumas para as suaves volutas de ametista animada, que era o íris. A Beatífica Visão, Sat Chit Ananda – Existência-Consciência-Beatitude – pela primeira vez entendi não em termos de palavras, não por insinuações rudimentares vagamente, mas precisa e completamente, o que queira significar essas sílabas prodigiosas. (...)
O que me diz das relações espaciais? perguntou o investigador enquanto eu olhava os livros. (...) O que mais ressaltava era a constatação de que as relações espaciais tinham perdido muito do seu valor e de que minha mente tomava o contato com o mundo exterior em termos de outras dimensões que não as de espaço. (...) A mente elabora a compreensão das coisas em termos de intensidade de existência, profundidade de importância, relações dentro de um determinado padrão. (...) Não, evidentemente, que a noção de espaço houvesse sido abolida. (...) espaço ainda estava ali: mas havia perdido sua primazia. A mente se preocupava, mais do que tudo, não com medidas e lugares, e sim com a existência e o significado. (...)
Aquilo que, na terminologia religiosa, recebe o nome “este mundo” é apenas o universo do saber reduzido, expresso e como petrificado pela limitação dos idiomas. Os vários “outros mundos” com os quais os seres humanos entram esporadicamente em contato não passam, na verdade, de outros tantos elementos componentes da ampla sabedoria inerente Onisciência. (..)
Em certos casos, poderão dar-se percepções extra-sensoriais. Outras pessoas podem descobrir um mundo de visionária beleza. Ainda outras têm a revelação da glória, do infinito valor e significação da existência primeva, do fato objetivo e não conceituado. No estágio final da despersonalização há uma obscura noção de que Tudo está em todas as coisas – de que Tudo é, em verdade, cada coisa. Isso é, no meu entender, o máximo a que uma mente finita pode alcançar em “aperceber-se de tudo o que está acontecendo em qualquer parte do universo”. (...)
A grande percepção às cores de que o olho humano é capaz é um luxo biológico – inestimávelmente precioso para nós, como seres intelectuais e espirituais, mas desnecessários à nossa sobrevivência como animais. (...) A mescalina aviva consideravelmente a percepção de todas as cores e torna o paciente apto a distinguir as mais sutis diferenças de matiz que, sob condições normais, ser-lhe-iam totalmente imperceptíveis". (...)

terça-feira, setembro 02, 2008

Nascer de novo

É difícil fugir da essência. Dizem que pau que nasce torno, morre torto. Mas eu não sei da veracidade dessa constatação. Mesmo assim é muito difícil fugir da essência.
Uma vez que você passou a vida inteira fazendo algo, desfrutando algumas maravilhas, não ligando pra muitas opiniões, é difícil parar do nada, com as tentações mundanas.
Sozinho é muito difícil. Trata-se de uma empreitada sem motivações. Mas com certeza quando há alguém que possa se aparar, tudo fica mais fácil de enfrentar.
Sozinho é muito difícil. Não se enxerga horizonte. Mas apenas aquilo que está mais ou menos diante do nariz, e olhe lá. É muito difícil.
Tornar-se a pessoa que todos querem que sejas, mas no fundo você mesmo não quer ser, isso é portanto, fugir da essência. Fazer os outros felizes e esquecer, pra sempre o que você foi.
Para fugir dela, é preciso isolar-se. Do mundo, e de todos. Ser calculadamente sozinho. E nascer de novo.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Implicações do Sofrimento

Sofrimento é uma palavra que envolve vários verbos. Tolerar, suportar, agüentar. Admitir, permitir, consentir. Diz que sofre, aquele que é vítima de, experimenta ou passa por alguma situação desagradável. Sente dor física ou moral. Experimenta prejuízos; decai, declina. Padece com paciência. Sacrifica-se. Reprime-se.
Mas sofrimento é um sentimento muito delicado. Muito mais do que qualquer verbo possa definir.
Quando sofro, sofro porque penso. Sofro porque lembro. Sofro porque houve mal.
Sofro pelo passado brilhante, sofro pelo passado caótico. Pelo futuro incerto.
Sofrer envolve mais verbos. Envolve doar, perecer, chorar.
Envolve meu corpo e minha alma. Envolve minhas artérias, meu cabelo, minha identidade.
Se hoje sofro, é porque embora com final triste, o acontecido foi lindo. Se agora penso, é porque nasci com a dádiva de pensar.
Sofrimento, rima com pensamento. E os meus pensamentos estão se desmoronando, estão acuados, estão longe... Longe de serem os mesmos positivos e alegres, porque agora, só me restaram as pressões e o trabalho.
Sofrimento, quando lhe falta alegria, motivação.
Sofrimento maior do que o parto. Maior do que de tatuagem. Porque sofrimento é uma dor maior. Uma amputação da alma; como se lhe arrancassem um pedaço imprescindível dela, o qual não permite que você viva mais como antes.
Porque o pensamento vai longe, e o meu está por aí... inclusive acho que os perdi, embaixo de algum livro, ou dentro de uma garrafa de mau humor.
Meu sofrimento me faz preguiçosa. Quero deitar e ficar definhando como que em estado terminal.
Não me deixa, me desanima, desatina, não tolera... qualquer manifestação de felicidade.
Mas sei que não sou a única a sofrer nessa história. E é isso que me faz sofrer ainda mais.

quarta-feira, agosto 20, 2008

LIBERDADE DE IMPRENSA – Trecho do discurso proferido no Senado Federal por Machado de Assis em 11 de novembro de 1914.

"A mesma imprensa, que, livre para os que me acometem, é, igualmente, livre para os que me defendem. Necessário será sempre que as duas liberdades coexistam, a maligna e a benfazeja, porque é mister que a do mal sirva de estímulo à do bem. Porque, opostas restrições à liberdade ampla de manifestação do pensamento, não é a liberdade honesta a que prevalecerá: é a liberdade, sempre cara ao poder, a liberdade, o privilégio, o monopólio dos aduladores, dos mercenários, dos réptis.
(...)
Em toda a parte a imprensa tem a sua Saburra.
Não há sociedade sem prostituição.
(...)
Deixai a imprensa com as suas virtudes e seus vícios.
Os seus vícios encontrarão corretivos nas suas virtudes".

MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA – Trecho do prefácio de "A Imprensa e o dever da verdade" de Rui Barbosa publicado em 2004.

"Ora, sabemos nós, esses vícios permanecem. Certamente não com a antiga desfaçatez, mas maquiados. Não só mais as verbas publicitárias distribuídas às escâncaras, nem principalmente elas. Providenciou-se a substituição pelos financiamentos estatais quitados com o apoio político, pelas anistias tributárias que pagam o noticiário laudatório, pelos incentivos concentradores da atividade jornalística a grupos monopolistas; enfim, pelas mil e uma artimanhas de que é capaz a engenhosidade dessa eficiente parceria entre alguns maus jornalistas e agentes políticos".

terça-feira, agosto 19, 2008

É engraçado, a maioria dos brasileiros não debatem com tanta ênfase a questão da criminalidade e da falta de eduação em sau país.
Não vão a luta para modificar o que lhes incomoda.
As vezes são comparsas da corrupção, mas não admitem a corrupção alheia.
Criticam, criticam mas na hora do vamos ver: nada!
Não estão nem aí com questões ambientais, mas acham lindo o vídeo da menina quer parou o mundo do YouTube.

No entanto, quando o Brasil perde o jogo de 3 a 0 pra Argentina, não mudam de assunto, e admitem que é uma vergonha.
Com tantas outras vergonhas, perder pra Argentina é só um prévia da situação em que até o futebol anda cindo pelas tabelas!

sexta-feira, agosto 15, 2008

Uma Semana

Hoje faz uma semana, em que não tenho na cama, meu lindo, lindo meu...
Uma semana que não como direito, com uma sensação desgraçada no peito, de quem ganhou mas perdeu.
De horas intermináveis, de lembranças incansáveis, de rezar pro tempo voltar.
Mas a semana não volta e continua essa revolta, o jeito agora é mudar.
Se o relógio colaborasse e seu tempo fizesse voltar, correria atrás do dano.
Faria qualquer coisa agora, pra continuar amanhã com quem amo...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Saudades dos meus oito anos

Querem saber como eu era quando eu tinha oito anos? Ah, eu era super tímida; toda criançada brincando na rua e eu dentro de casa lendo... magricela, credo, gambitos horrorosos e minha mãe só deixou eu depilar as pernas muito tarde sabem? Então, imaginem que desastre! Hahaha... feiosa que dói! Ninguém queria ficar comigo alguns anos depois, as outras eram o auge da belezinha, e eu sempre de lado, com meus óculos muito criativos (obra de mamãe).
E cdf no toco. Tá, eu não gostava muito de matemática, talvez por minha mãe ter se formado em matemática, e eu desde pequena muito as avessas dela... tipo ela rock and roll e eu mpb sabe? Mas então, eu pedia sempre tarefas a mais, (teve uma vez que eu pedi lição de casa pra fazer em casa por um mês adiantado!). Mas quer saber? Como eu era feliz!
Comia pacotes e pacotes de bolacha, nossa, como eu adorava bolacha... e continuava magrinha... alguém se lembra dos lanchinhos Mirabel? Hummmmm, adorava!!! Aos montes... minha avó me dava dois reais todo dia pra eu comer na escola, e sempre dizia:
- Anandha, com esse dinheiro dá pra comprar dois quilos de frango! – e dava risada...
Era muito bom, épocas em que o maior problema era quando o pacote de bolacha acabava. Assistia Pica Pau e o Chaves, ficava em transe. Uma loucura. Era uma transe expontânea, sem auxilio de nada que hoje existe na minha vida, como compras, álcool, cigarros, massas...
Eu era feliz naquela época, e sabia. Pois aproveitei o máximo. Mas passou, assim como meu dente que eu quebrei no parquinho cresceu, eu depilei minhas pernas, fiquei “mocinha”, me tornei uma pseudo-alcoolatra bonita... agora eu tenho problemas de verdade. Crises existenciais, tendências suicida, e mais milhares de pragas modernas. Ah, e o frango subiu de preço também.
Tenho saudades dos meus oito anos, e gostaria que eles voltassem e congelassem. Tenho saudade de como eu era tratada, como uma pessoinha normal. Tenho saudade de ser criança, no melhor estágio da vida. Os oito anos. Eu não posso negar que existem problemas piores que os meus, mas só posso sentir saudade daquele ano de 1992, quando eu tinha oito anos. Eu era feia, magricela, cdf, mas amava ser assim. Quisera eu hoje, trocar qualquer coisa que valha a pena na minha vida por somente mais um dia com oito anos.
Saudades...

domingo, agosto 10, 2008

Papai Noel não existe

Eu sempre soube que ficaria sozinha. Por isso se explique talvez minha obsessão por personagens encalhadas.
Sempre soube, que meu destino seria um psiquiatra e uma cartela de antidepressivos. Uma carreira mediana, um cachorro e uma xícara de café.
Quem sabe, se as inúmeras tentativas da minha vida em arrumar alguém, e seus fracassos, só não foram um sinal de que é assim mesmo que seria.
Não, não estou triste com isso. Talvez um pouco melancólica, pois quando acho que finalmente eu encontro alguém, eu o afasto com minha loucura.
Sim, eu não mereço ninguém. Não sou boa suficiente, para dividir uma vida. Posso ser boa em outras coisas, mas em relacionamentos, um fiasco.
Se devo aceitar esse destino? Acho que talvez seja isso que foi arrumado pra mim e talvez seja isso que mereço por ter tido uma vida tão precária.
Só gostaria às vezes de sumir do mapa. Um tiro na cabeça. Enforcada na árvore. Sei lá. Mas essas idéias passam... e voltam.
Devo ficar sempre sozinha para não atrapalhar a vida dos outros. Não devo mais ter esperanças de que um dia realmente irei ter alguém junto comigo. Porque papai Noel não existe.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Eu tinha escrito um post 10, sobre 3 cenas que eu vi nesse fim de semana. Mas infelizmente, essa merda de blogger, apagou todo meu conteúdo e o que deveria estar salvo não está salvo em lugar nenhum. Dessa forma, venho mostar minha indignação com a porcaria de serviço gratuito prestado, mesmo que pela Google. Perdi um ótimo conteúdo por que esse recurso "salvar agora" não vale ABSOLUTAMENTE merda nenhuma.

domingo, julho 13, 2008

Vazio

Eu me dedico a ele como nunca me dediquei antes a ninguém.
Dedico-me porque amo.
Dedico pelo bem que faz,
pela angústia que me causa.
Por ele sou capaz de tudo.
E nesse tudo está o mais amplo todo.

Quando me deixa sozinha, fico angustiada,
fico desanimada e sem saber o que fazer,
não gosto dessa solidão mal encarada,
que me maltrata e me enlouquece,
fazendo meu coração encolher.

Com ele quero ficar a hora toda,
o dia todo, o tempo que eu puder.
Pois isso tem sido pra mim,
algo acima de todas as outras coisas.
Coração idiota! Por que foi se apaixonar?
Coraçãozinho tolo, de onde veio tanto amor?

sábado, julho 12, 2008

INVASÃO DE RATOS NAS LOCADORAS!!!


Pois é, já é antiga a infestação de ratos nas locadoras e cinemas do mundo.
No entanto deve-se considerar que se tratam de ratos finos, graciosos ou muito espertos.
O animal que antes causava pânico, hoje pode ser considerado astro de cinema!
Pode-se dizer que tudo começou com “O Pequeno Stuart Little”, um camundongo que no ano de 1999 conquistou uma leva de gente. Stuart era um rato abandonado que vivia num orfanato, junto com outras crianças. Até que a família Little decide adotar um irmão para seu filho George, e eles se apaixonam pelo carisma do pequeno ratinho. Stuart é então adotado e passa a lidar com divergências com Snowbell, o gato da família, e o próprio irmão, que não o aceita. Quem já não viu esse rato?


Há mais de um ano, o sofisticado e aguçado Remy também deu os ares de sua graça, salvando a pele de Skinner, ajudante de cozinheiro do restaurante de seu chef preferido. “Ratatouille” é uma animação americana de primeira, da parceria monstruosa entre Pixar e Disney, que conta a história de um rato que quer se tornar um chefe de cozinha.


Para completar essa invasão, o mais recente rato malandro das locadoras é Ratso. Um rato empresário que passa a perna nas pessoas com seus shows medonhos. Até encontrar Feio, uma criaturinha desengonçada que nasce e fica muito ligada a ele. O rato leva Feio como filho para um show com a fria intenção de usá-lo, mas no caminho se apega ao monstrinho que vai se transformando... “Putz! A Coisa ta Feia” é uma animação européia que mostra a grande diferença entre os roteiros e técnicas européias e norte americanas, e mostra que a Europa não perde nada para a América do Norte quando se trata de animação e humor.

Ao que me parece, daqui a alguns anos, esse animalzinho não será mais tão temido quanto ainda é hoje! Divirtam-se!

terça-feira, julho 01, 2008

Triste Dia

Hoje o Dia acordou triste.
Sim, o Dia não eu.
Mas me compadeci com o velho Dia.
Pois esse Dia, acorda todos os dias junto comigo.
Companheiro vivo e fiel.
Todo dia. O dia todo. Eu e o Dia inteiro.

Mas triste, pela cinza nuvem que cobriu minha cabeça.
Triste, pelo vento gelado que gelou minha espinha.
Embora as borboletas dancem embaixo das nuvens cinzas,
o dia parece-me triste.

Dia, porque acordou triste?
Será por que é o último Dia do mês?
Ou será que sabes que não pagaram meu pagamento?
Dia, o que você tem?
Espero que ao transformar-se em noite, você fique mais feliz.
(30/06/2008)

quinta-feira, junho 26, 2008

Reflexões sobre o Admirável Mundo Novo
(Inspirado na melhor obra que li nos últimos tempos)

Embora tenha sido escrita na década de trinta, o que pode-se perceber é a grandiosidade do autor em “prever o futuro” de maneira tão fictícia, mas ao mesmo tempo, abordar o tema, com um caráter tão sociologicamente indagador.
“Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley é a pulga atrás da orelha da humanidade, a busca pela estabilização social, que se segue a paz, o controle de doenças, de natalidade, de sentimentos maldosos e enfim o que seguirá a seguir.
A história narra um mundo perfeito. Nesse mundo perfeito os bebes são criados em laboratório (não se esqueçam das células tronco nessa hora!), e todos eles serão destinados a pertencer a uma determinada casta. Durante esse circuito, os embriões até chegarem a idade adulta são submetidos a uma espécie de lavagem cerebral, que condicionará sua submissão à casta pelo resto da vida. Ou seja, o “Admirável Mundo Novo” não deixa de fugir dos ideias marxistas que, une os trabalhadores, pois todos os cidadãos são destinados a trabalharem como operários, independente de qual local esteja designado. O que diferencia o ideal desse mundo, é a superioridade do ser criado. Um embrião para a formação de uma pessoa, significa uma casta maior; um embrião para quase 200 pessoas gêmeas, uma casta baixa. Estas que serão destinadas a trabalharem na indústria provavelmente.
Estaremos longe dessa realidade? Podemos até ter pai e mãe (ainda), mas muitos ainda são obrigados a trabalhar em lugares insatisfatórios, que no entanto, são considerados bons pelos indivíduos, pois o que se segue é que aquele que tem um emprego hoje, sinta-se feliz.
Todos os indivíduos pertencentes às mesmas castas, vestem as mesmas cores. Moda? Não. Um instrumento que visualmente, separa os melhores dos piores. Olha como não estamos longe: alguns compram indumentárias que valem o alimento de mais de um ano para outros. Moda? Não. Um instrumento que ostenta os melhores para os piores.
Todo o ser do “Admirável Mundo Novo”, é criado invariavelmente para trabalhar, ser feliz e consumir. Existe uma frase milhares de vezes repetida, esse processo é chamado hipnopédico, que os induz a não remendarem pois isso traz pobreza, e comprarem roupas novas.
“Os maiores triunfos da propaganda não se devem à ação, mas sim a omissão de
algum ato. A verdade é grande, mas maior ainda, do ponto de vista prático, é o
silêncio sobre a verdade” (HUXLEY, PÁG. 21)

Lembra alguma coisa? Sim, todos nós. Todos nós, sendo cada dia mais influenciados pelo poder da propaganda, mesmo sem lavagem cerebral. (ou existe alguma lavagem cerebral subliminar? Compre batom, compre batom!!)
Apenas uma entre bilhões de mulheres são produzidas férteis. Isso resolve o problema da hiper população no mundo. E mesmo as únicas férteis andam com uma cartucheira com um arsenal de anticoncepcionais.
São levados a encararem a morte como superficialidade, já que os cadáveres serão úteis aos vivos, os corpos são queimados e o fósforo exalado é reaproveitado em outros produtos industriais.

***pausa para respirar...***

“...a realidade, embora utópica, é algo de que se sente necessidade de tomar
férias com freqüência), um substituto para o álcool e outros narcóticos que seja
simultaneamente menos prejudicial e mais delicioso do que o gim ou a heroína...
“(HUXLEY, pág. 22)

Quando um indivíduo sente algum sentimento adverso a felicidade, ele toma o soma, uma droga sem efeitos colaterais, distribuída pelo governo, se é assim que se pode chamar, que mantém a felicidade como bem soberano, que é a lei mundial.
Já que toquei nesse assunto, cabe ressaltar que não existe monogamia, a promiscuidade entre as mulheres é convencional, e ai de quem não for promíscua e sair com o mesmo homem durante muito tempo! Ninguém é de ninguém. Todos são parte do coletivo. (Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem... já diriam os Tribalistas).
As crianças começam sua vida sexual muito cedo, entre sete/oito anos, aprendendo jogos eróticos, para estimular o sexo como um dos principais lazeres da vida. Pois esses seres são privados da leitura, já que isso poderia levantar questionamentos contra o sistema. O indivíduo deve pensar apenas no coletivo.
Hoje, a mídia exerce esse papel. Apenas passa o que não pode levantar suspeitas, e poucos são os veículos realmente comprometidos com a verdade. Lá também é assim. (realidade X ficção?)
Eu teria mais milões de comparações a serem feitas, já que a proximidade dessa narração com a nossa é infinita.

Mas estou aqui para dois motivos: aguçar a leitura dessa maravilhosa obra e dizer que se trata de uma questão que é que, para haver a tão sonhada estabilidade social, eu concordo com o autor. Teríamos que ser privados da religião, da ciência e da arte. Pois em suma são esses os pontos que mais geram a LIBERDADE.
Para que haja estabilidade social, paz e felicidade mútua é necessário, que de alguma forma todos sejam IGUAIS e pensem IGUAIS. Seria esse o preço a se pagar por um mundo perfeito? Seria bom ser narcotizado diariamente para não chorar? Trabalhar em um local onde existem mais mil você? Ter o mesmo pensamento que todo o resto do planeta? Acho eu que não.
Nobreza e heroísmo são sinais da ineficiência política, está no livro. Cabe a mim, ser o herói da sociedade, relatando fatos, indicando livros? Sim. Cabe a mim, pois eu vivo na instabilidade e depois de analisar como seria a vida perfeita, eu, assim como o Selvagem do livro prefiro que assim seja e assim continue. Isso não significa que não precisemos de melhoras, mas não estou disposta a me privar das artes e principalmente da minha LIBERDADE. Não, não, não.
“Porque o nosso mundo não é o mesmo de Otelo. Não se podem fazer calhambeques
sem aço – e não se podem fazer tragédias sem instabilidade social. Agora o mundo
é estável. O povo é feliz; todos tem o que desejam e nunca querem o que não
podem ter. Sentem-se bem; estão em segurança; nunca ficam doentes; não tem medo
da morte; vivem na perene ignorância da paixão e da velhice; não se aflingem com
pais e mães; não tem esposas, filhos, amantes a que se apeguem com emoções
violentas; são condicionados de modo a não poderem se comportar como devem. E se alguma coisa não estiver bem, tem o soma...” (HUXLEY, pág. 270)
Pois eu caros leitores eu quero mais, quero pegar gripe e não ir trabalhar, quero sentir a paixão e o amor, brigar com minha mãe, ter filhos e marido. Quero me comportar a minha maneira, e quando estiver bem velhinha, poder aplaudir-me no meu leito, a agradecer à Deus por ter vivido e assim, morrer em paz.

sexta-feira, junho 13, 2008


Ontem quem abriu o Google viu este desenho, achei super bonito...
Divagação sobre o amor - I

Andei pensando nas questões do amor. De acordo com a língua portuguesa (lembra-se do dicionário Aurélio pesadão?) Amor significa:

[do latim amore] 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema 3. Sentimento de afeto ditado por laços de família 4. Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra e que engloba também a paixão física 5. Atração física e natural entre animais de sexo opostos 6. Amor passageiro e sem conseqüência; capricho 7. Aventura amorosa 8. Adoração, veneração, culto: amor a Deus 9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura 10. Inclinação ou apego profundo a algum valor ou alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo; paixão 11. Muito cuidado; zelo, cuidado (...)

Encontrei algumas contradições nesse significado, que entraram em conjuntura com minhas divagações.
Se o amor significa a predisposição a desejar o bem, por que é tão difícil para as pessoas dizer que amam outras? É tão difícil assim desejar o bem do próximo? Será que a pedra fria do capitalismo e da globalização afetou além do meio ambiente o sentimento das pessoas? A resposta é sim. Ninguém está mais disposto a se dedicar absolutamente a outra pessoa. Dedicam-se ás vezes mais a uma máquina, do que a uma pessoa.
O número de divórcios cresce, aumentam-se os números da criminalidade, do desrespeito ao ser humano e ao mundo a sua volta. Tudo isso resultado da: falta de amor.
Em contradição poderia ser também excesso de amor. Excesso de amor próprio, onde o ser humano pensa tanto nele mesmo e se ama tanto, que acaba por esquecer que vive numa sociedade. Egoísmo.
Até mesmo os laços de família, que antigamente eram tão estreitos, estão se alargando por causa do amor. Ou da falta/excesso dele. Em certos casos nem a família mais ama-se com vigor (Suzane Von Richtofen, menina Isabela, e outras atrocidades Brasil a dentro). Ainda existe amor?
Com essa divagação, descobri algo interessante: os animais também amam! Que maravilha, estou a imaginar um tamanduá macho comprando bombons para o tamanduá fêmea... não? Não. Besteira, talvez eles amem mais que o homo-sapiens. Com certeza. Amor puro, de qualidade, verdadeiro.
Dizem que o amor engorda e que a paixão emagrece. Eu achei que ambos fossem sentimentos distintos. Mas conforme o dicionário o amor significa também paixão. Então com quantos quilos vou ficar? Quilos a mais, ou quilos a menos?
Acho que para amar é preciso fazer um estágio na cadeia da paixão para então haver a formatura do amor. Mas como uma pessoa me disse certa vez, o amor não tem cartilha. É fórmula secreta, como a Coca-Cola, sacou? Dessa forma será que o amor tem realmente significado que possa ser prescrito, ou ultrapassa a margem dessas linhas do dicionário. Sim.
Também dizem que o amor é cego. Eu não concordo, amo meu cachorro e enxergo ele muito bem. Outra coisa também: amar macarrão por exemplo é tão simples, por que amar uma pessoa é tão difícil? Ahá! Macarrão é simples: farinha, água e sal. Pessoas são complicadas: carne, osso, coração. Logo, o amor é diretamente proporcional ao objeto amado. Se é algo simples é um amor singelo, se é algo tão complicado como uma pessoa (existe algo mais complicado do que uma pessoa?) é um amor ardente.
Hoje, vou parar por aqui. Mas ainda me restam algumas divagações.
Disso tudo me resta responder a pergunta feita acima e dizer o quanto é importante que no meio de todas essa divagações saber que se é amada.

Nota: hoje é dia de Santo Antônio e ontem foi dia dos namorados. Portanto, coloquem seus santinhos de cabeça virada ou desvirem ele para agradecer como no meu caso ; )

quinta-feira, junho 05, 2008


Ilusão de Ótica

Análise de dois parceiros

No dia 27 de maio desse respectivo ano, durante a Semana da Comunicação Social da UNAERP, foi proferida uma palestra com a editora do Jornal da Globo/RIO, Luciana Bistane.
A palestra (que foi idêntica ao programa gravado pela TV da mesma instituição no mesmo dia) concluiu um post meu, que cita a coincidência das personagens encalhadas serem jornalistas.
“Meninas, a redação da Globo tem o maior número de encalhadas por metro quadrado!”, comenta Bistane em tom entusiástico. Profere ainda que o jornalismo é um casamento. Conta que vara noites e noites na redação da emissora.
Então segue uma análise minha, seguindo a linha da palestra de Bistane.

Segundo a editora, a (o) repórter que tem o maior número de informações, sejam boas ou ruins, podem escolher as melhores para formar uma matéria de qualidade.
Análise: assim como os homens, você fica com os bons, os medianos e os ruins, até poder escolher o melhor para formar uma vida com qualidade.

Conforme Bistane, o advento da internet, levou ás (aos) jornalistas a modernidade que antigamente não havia. “Com a internet e o “Santo Google” todos os jornalistas foram beneficiados”, diz Bistane.
Análise: o fato de que não se pode viver sem homem é aceitável. Viver sem o Google não é.

Ainda falando sobre internet, Luciana Bistane, diz que o jornalista não é mais capaz de deter informação nenhuma por causa da massificação da web.
Análise: que mulher conseguiu em alguma época deter algum homem sem esforço? E ainda por dizer, com esforço?

- Querida vou comprar cigarro! - diz o marido.
Passam-se alguns instantes após a saída dele:
- Ué, mas ele não fuma! - pensa a esposa enquanto lava louças.

É importante relevar que toda regra tem exceção, me desculpem ás exceções, mas como já disse em outro post, alguns representantes masculinos mancharam a reputação da espécie. É assim pra mim.

Conclusão:
Jornalismo é bom. Dá dinheiro (não muito), satisfação pessoal, cansaço, emoção, repercussão.
Homem é bom; apesar de virem todos com defeito de fábrica e precisarem ter um pouquinho mais de sensibilidade e alguns ajustes técnicos. Dá dinheiro (não muito), satisfação sexual, cansaço, emoção, repercussão.
Muito semelhantes não? O caso é juntar os dois pra tentar ser feliz.
Agora serão felizes eles com nós jornalistas dedicadas á profissão? Segundo Bistane, “Os maridos não aguentam!”

terça-feira, maio 27, 2008


Água com chuchu

No Novo dicionário Aurélio Século XXI – que digamos de passagem pesa alguns três quilos – a palavra Insosso está classificada como:


Insosso – [do latim insulsu] adj. 1 Sem o sal preciso; insulso. 2 Sem tempero;
enjoativo. 3 Diz-se da alvenaria assentada sem argamassa (...)


Comentando com uma grande analisadora das palavras estávamos pensando sobre como essa palavra nos incomoda. Quando digo nos incomoda, digo que ela se tornou incômoda para mim naquele momento, foi naquela sexta feira outonal que ela (a palavra) passou a me incomodar; afinal, amigo é amigo, tornamos as suas revoltas, as nossas!
O Insosso é o famoso “xoxo”, sem graça. O adjetivo insosso, para começar, é assim como uma pessoa insossa: é transitiva indireta. Ou seja, pessoinha mediana, mais ou menos, desengraçada. Indireta.
Daquelas que se você pergunta: - “Frango ou peixe?” Ela responde: - “Qualquer coisa tá bom.”
Oras picar alhos! - “Eu quero caaarne! De preferência mugindo, muuuuuuuuu!!!”
Outra característica comum entre a palavra e a pessoa insossa, é a flexão: para variar o verbo, você precisa de um outro auxiliar, pois “insossar” não existe, existe “tornar insosso”. A pessoa no caso, como não tem atitude comportamental, precisa de alguém para decidir por ela, se vai frango ou peixe, se vai amarelo ou cinza.
Imaginem agora aquela feijoada do titio sem tempero? Qual a graça? Ou você acha que os escravos quando criaram a feijoada criaram-na sem aquele louro ou aquela pimentinha cultivados na senzala?
É pessoas bonitas... sem sal, alho e manjericão não dá!
Gente insossa é triste. Principlamente aqueles que escrevem insosso com quatro “s”: inssosso! Oh que horror! Esse além de insosso, é um assassino da língua portuguesa!

- Vamos para onde? - Pergunta a namorada.
- Ah morzinho, qualquer lugar pra mim tá bom! - responde o namorado.
- Insosso! Vá você então pra p#*& que pariu! - desabafa cruelmente a namorada.


Outra curiosidade, é que insosso também significa alvenaria sem argamassa. As paredes ficam feias sem argamassa... seriam feias pessoas insossas? Bom sei lá, não vem ao caso atribuir características de uma parede insossa a uma pessoa insossa.
Mas uma coisa é certa, o verbo, o adjetivo e a pessoa insossa significam literalmente a mesma coisa. A falta de alguma coisa. Seja sal, flexão ou atitude, o insosso tem que se mexer. Do contrário virará uma sopa de água com chuchu.

Blogs relacionados
http://insossa.blogspot.com – para os insossos
http://pitadadesal.wordpress.com – para os temperados
http://wikifood.blogspot.com – para um e para outro, e para nenhum nem outro.

segunda-feira, maio 12, 2008

Faz tempo que eu não dou aos meus leitores algumas dicas...
LIVRO

Aí vai uma boa dica, pra quem quer dar boas risadas com passagens hilárias da vida do autor,

Mário Prata, que enfocam o cotidiano de uma forma leve e descomplicada.
"Minhas Tudo" (2001), é um livrinho relaxante, da editora Objetiva e custa entre 21 a 30 reais dependendo de onde você mora.

Pra quem mora em Ribeirão Preto o livro está disponível para locação na Bilbioteca Guilherme de Almeida, na Casa da Cultura.

FILME

Estreiando dica de filme por aqui, "Tá dando onda" (2007) é de perto, uma das melhoras animações que eu já assisti nos últimos tempos. Faz paródias sensacionais com o mundo do surf e utiliza personagens tropicais, inclusive brasileiros.


O efeito gráfico do filme, cria uma ilusão perfeitamente igual à realidade e não decepciona quem compra.


Na trilha sonora, o filme conta com a participação de cantores consagrados, como Lauryn Hill, Sugar Ray e Perl Jam.


O preço do DVD original é de mais ou menos 22 reais na internet, 5 reais o pirata no camelô em todas as locadoras do Brasil.


Título no Brasil: Tá Dando OndaTítulo

Original: Surf's UpPaís de Origem: EUA

Gênero: Animação
Classificação etária: Livre

Tempo de Duração: 85 minutos

Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 26/10/2007

Site Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/ surfsup/index.html

Estúdio/Distrib.: Columbia
Direção: Ash Brannon / Chris Buck

sábado, maio 03, 2008

Peguem seu cavalinho, o frio chegou!

Todo o inverno, ou qualquer sinal de tempo um pouquinho menos que o habitual fervoroso clima ribeirãopretano eu venho com um comentário sórdido a respeito da tal estação.
Inverno ou frio é aquilo lá! Para onde você olha têm mulheres trajando a sensacional bota da lua, uma plataforma que ficou tão popular quanto o próprio arroz com feijão.
Elas estão em todos os lugares, e pertencem a todas as camadas sociais: as botocas voltaram mais um inverno para esquentar os pés (e porque não dizer as pernas também) do mulherio.
Entre várias combinações bizarras que se vê por aí, eu lembro da liberdade de expressão: quero ser brega mesmo, e daí? - Obrigada, se não fosse vocês...
O que era pertencente à classe das amazonas, agora pode estar nos pés de qualquer cinderela do tamanho 34 ao 46! É tão popular, quanto, digamos, bolachinhas água e sal. (é fresquinha porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinha?)
Portanto meninas, peguem seus cavalinhos, vistam suas botocas e vamos lá!

segunda-feira, abril 21, 2008

Caso Isabella, não aguento mais!

Uma coisa, não vou poder negar em hipótese alguma: o que aconteceu com a menina Isabella Nardoni foi terrível.
No entanto, há de concordar, que existem milhares de "meninas Isabellas" pelo Brasil, e a mídia desconhece, sendo assim, todo mundo desconhece.
O que a mídia fez com essa menina, é tão cruel quanto o assassinato. Especularam a morte de uma garota de 5 anos pra vender jornal ou aumentar a Ibope.
O resultado é uma sociedade que não tem outro assunto: no trabalho só se fala disso, no ponto de ônibus são mil teorias e pouco discernimento, já tem gente falando pra tomar cuidado com as madrastas. Meu Deus! A minha madrasta não mataria nem um mosquito!
Eu não aguento mais ouvir esse nome, e me desculpem a insensibilidade, mas está na hora de mudar o disco! Qua tal falar sobre a ineficiencia da polícia ou sobre a situação do aquecimento global? Este último pode matar não só uma menina, mas milhares de seres humanos, como eu, você e toda a sua família, e não humanos, como seu cachorro ou sua iguana chamada Maria, ou seu passarinho chamado Pelé, sei lá.

Pense nisso!


Ser solteiro é uma consumação, ou seria uma opção?


Duas mulheres têm influenciado minha vida: Bridget Jones e Carrie.

Jones, ao meu ver, é mais significativa. Mais relxada, não sabe tudo e é bem desajeitada. Para quem não conhece, ela é personagem de um best seller que virou filme "O Diário de Bridget Jones" e depois o livro "Bridget Jones: entre o limete da razão".

Carrie, personagem do seriado Sex and City, tem classe, compra sapatos caros, toma drinques em lugares da moda, diferentemente de Jones, que é mais idealista, prefere Chardonay a sapatos caros, e nada como um bom Silk Cut. O que é isso? Bebeidas e cigarros.

Eu, uso óculos quebrados, tenho um estilo peculiar, gosto de tênis exóticos, blusa branca e jeans, não vou somente a lugares da moda, e adoro bebeidas e cigarros.

Entretanto, há uma coisa que eu e as duas personagens temos em comum. E para não dizer apenas nós três, com certeza, mais um monte de meninas, mulheres, senhoras: somos "encalhadas".

Ambas, têm trinta e pouco. Eu tenho vinte e pouco, mas pelo que me parece estou quase chegando aos 40. Experiência, experiência.

Mas há de se dizer, que somos encalhadas pela sociedade, porque para nós, somos solterias, e nos orgulhamos muito. Apesar disso, a busca contínua por alguém a quem possamos envelhecer ao lado, é um fato.

Há que a cultura americanizada, criou um esteriótipo em que as mulheres chegam há uma certa idade em que têm que se casar. E isso, fez com que alguns escritores (as) criassem certas personagens que fogem desse padrão.

Mas pessoal! Eu não sou uma personagem! Eu existo e aqui vos escrevo. Essa cultura machista de que mulheres profissionais geralmente são solteiras é uma constante.

Não do ponto de vista feminista, mas de um ponto de vista bilateral, a perca de valores que o homem enfrenta é algo de se entender, eles não são mais os mesmos. Perderam muito seu valor com a modernização, e depois de algumas invenções, os homens não são tão mais úteis para muitas coisas, quais eu mesma posso fazer. Eles mesmos perderam seu valor, quando alguns de seus representantes, desrespeitaram e machucaram, algumas das nossas representantes.

No entanto, queremos alguém que nos ame e nos respeite acima de tudo. E não alguém para trocar a lâmpada ou levar o lixo pra fora. Queremos alguém com valor.

Ser solteira nos dias de hoje, é tema da atualidade, mas há de se entender, que ser solteiro seja mulher ou homem é uma consumação. É muito difícil se relacionar.

Enquanto eu fico solteira, uma coisa é certa: sozinha eu não irei ficar pois, Bridget Jones e Carrie me farão compania, pelo menos na minha imaginação, livros e televisão.

sábado, março 08, 2008

Pessoa rara

Existem pessoas que os outros nos entregam. E nelas, acham que nossa felicidade será depositada.
Existem pessoas que nos são censuradas. E nelas, nós achamos que nossa felicidade poderá ser depositada.
Algumas delas, talvez nunca deveríamos ter conhecido. Tanto uma, quanto a outra. Uma pela decepção, outra pela expectativa que se cria que e de repente não é correspondida.
As pessoas são moinhos de sentimentos sem sentido, e por mais difícil que seja aceitar, não vivemos sem elas.
O que esperar de uma pessoa? Reciprocidade? Afeto? Ou simplesmente, respeito?!
Não quero ser entregue. Não quero me entregar.
Pessoas raras são almejadas, fazendo nossas expectativas irem as alturas.
E assim anda o princípio da construção das relações. Uns querendo doar o que não presta, outros querendo censurar o que almejam. Pretensão e egoísmo.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

DO AMOR QUE NÃO DEU TEMPO
Oh vida estranha com suas peças loucas.
Num momento, felicidade segura
em outro incerteza futura.
Sofrimento que grita abafado
relação imatura.
Vida, vida tem segredo:
nuca prepara a vítima e provoca medo.

Prevenção morreu de velha
para o pranto nunca é cedo.
Que destino?
Que futuro?

Ninguém sabe não se enxerga.
Assim como morre sem rima
como morre aos poucos
o amor que conheci.

Não deu tempo para amar,
e não se sabe se vai dar.

Ah, incerteza!