quinta-feira, outubro 09, 2008


Aí, quis compartilhar com o mundo!
A Oficina de Loucurinhas saiu no box de uma matéria relacionada a blogs no jornal "A Cidade" de Ribeirão Preto, no dia 29 de setembro desse ano.
muito bom né?
Espero que isso traga mais leitores para compartihar meu mundinho de palavras!
;)
Obs: só uma pena que eles erraram meu sobrenome, que é Correia, com i de isso, e sem acento...

quarta-feira, outubro 08, 2008

A gente se pega pensando besteira... imaginando coisas, e de repente vê que nada passou de mais uma peça, uma armação. A gente acha que vai tudo indo certo, mas se decepciona, sente medo.
Acha que teve outra chance mas não teve nada... foi mera distração.
A gente se apega em bobagens, mas começa achando que foi importante. Começa destemida, achando que tem tudo sob controle, mas do nada, o temor, o suor, o pensamento ruim invade a alma, o corpo, os olhos, o coração.
A gente imagina coisas. A pricípio boas. No decorrer hipóteses. No fim, péssimas.
Mulheres e suas encanações. Mulheres e seus apegos.
Meninas e o medo do escuro. Mulheres e o medo da solidão.
Meninas têm brinquedos. Mulheres viram brinquedos.........

****

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus
ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível dos teus passos eternamente
Fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação
Das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de
Carícias

E só te pede que repouses quieta, muito quieta
E deixe que as mãos cálidas da noite encontrem sem
Fatalidade o olhar extático da aurora.

Vinicius de Morais

terça-feira, outubro 07, 2008

Chega de festinhas e lugares medíocres, com pessoas que “atiram a primeira pedra” mas que cometem tantos erros quanto eu.
Que não suportam ver atitude e felicidade alheia.
Chega de lugares obsoletos, com mesquinharias pessoais, com gente sem cultura, querendo mostrar alguma coisa que não é.

Não é culto. Não é bandido. Não é nada.
Chega dessa mesma história.
Que bom, que agora sim isso acabou para mim. Acabou, por que deu a hora. Sair da estagnação e viver o lado que tenha conteúdo.
Positivo pensamento para não cair na tentação. Pois é o tipo de tentação mundana sem propósito. Daquelas pra destruir carreira mesmo.
Quero agora, gente que leia, gente que entenda, gente que estude, gente com bom gosto, gente com critério. Gente da qual nunca deveria ter me distanciado.
Existe o perdão. Existe a reaproximação. Estamos aí novamente.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Mescladinho de sensações
É maravilhoso - e curioso - o comportamento humano.
Ao longo do nosso dia, sentimos inúmeras sensações, que tornam nosso dia um mescladinho de sensações.
Veja só: esse sábado eu passei da tensão anciosa ao ápice da felicidade em algumas horas, e pude desfrutar o gozo da tranquilidade no domingo pela manhã.
Hoje, que é uma segundona daquelas, acordei no mau humor, passei pela euforia, nostalgia e agora, perante a alguns alunos sem postura do último ano de publicidade e propaganda da UNAERP, que por pilantrisse quiseram botar banca na sessão de fotos da formatura, um sentimento fortíssimo de raiva.
Mas há de passar... tem tudo dado certo e eu espero que logo mais, eu volte a sentir satisfação.
E eu sei que o ser humano, mesmo a considerar seu grau de cultura ou intelectualidade, tem um pingo (ou um copo cheio) de ignorância, ainda mais quando a rixa é "jornalismo X PP".
Mas no que se entende do mescladinho de sensações é realmente admirável. O ser humano consegue me surpreender... pelo seu mistério, pela sua semi perfeição, pelas suas instabilidades que o tornam imperfeitos.
Quem não instabiliza, não há de ser humano.

segunda-feira, setembro 29, 2008



Seg, 29 Set, 10h30

O império das bolachas negras contra-ataca. Depois de dados como mortos no início dos anos 90 - com a chegada dos CDs - e sepultados no começo do milênio - com a revolução digital - os discos de vinil aos poucos voltam a ser lançados por artistas brasileiros. São músicos e bandas que apostam na nostalgia e na força dos bolachões, algo comum em países da Europa e nos Estados Unidos.

A gravadora Deckdisc já fala em importar maquinários para ter sua fábrica própria de vinis no Brasil. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma: "Estamos estudando a viabilidade de montar uma nova fábrica no Brasil ou aproveitar o espaço da antiga (a extinta Poly Som, no Rio de Janeiro, fechada em abril) para implantar as máquinas."

Enquanto as máquinas não vêm, os artistas se viram para colocarem seus vinis na praça. Ed Motta, que desde 2001 já lançou dois LPs, prepara uma edição em vinil de seu último CD, Chapter 9. "Tem muita gente desavisada achando vinil algo 'ultra hype', tipo onda de brechó. A verdade é que na Europa e nos EUA isso nunca deixou de ser mania. Só aqui no Brasil", diz.
O grupo Nação Zumbi é outro integrante da liga dos herói da resistência. Pupillo, o baterista, conta que a banda deve produzir em LP o disco Fome de Tudo até dezembro. E comenta: "Se perguntarem se preferimos produzir dez mil CDs ou mil LPs, definitivamente vamos escolher mil LPs."

Segundo alguns artistas, há vantagens no resultado final deste tipo de mídia justamente pelo fato de ele não procurar a perfeição e a limpeza dos meios digitais. "A sonoridade é bem melhor do que a de um LP. Muitas das 'ruidagens' (ruídos) do som original se perdem na hora da digitalização", afirma o pernambucano Lenine, que lançou em LP a versão de seu mais recente CD, Labiata. Pupillo, do Nação, se arrisca a falar em eternidade. "O LP é mais vivo, mais orgânico. E existe um nicho, um mercado para ele, não vai acabar. Acredito que, daqui a algum tempo, não teremos CDs." As informações são do Jornal da Tarde.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Hoje me deu vontade de escrever um e-mail para um certo alguém, mas não tive coragem. Uma nota sobre essa falta de coragem: é engraçado, porque coragem para fazer milhões de coisas as vezes não tão legais eu tenho, mas para mandar um simples e-mail, expressando meus sentimentos, eu não tenho. Talvez seja porque eu tenha começado a fazer minha ‘recauchutagem’ astral somente essa segunda...
Bom, já que não tive coragem de mandar diretamente, eu vou escrever aqui o que seria mais ou menos um mail pra ele... quem sabe ele não entre aqui e leia? Com certeza vai saber que é pra ele!

Querido,

Há quanto tempo né? Se bem que nem faz tampo tempo assim... quase dois meses talvez? Parei de contar depois do meu aniversário que eu pensei que passaríamos juntos.
Tem me dado uma saudade de você ultimamente. Quanta saudade... não sei por que mas hoje lembrei de quando andávamos juntos de carro, eu fazendo cafuné... indo pra todos os lugares; lugares que com você eu iria para qualquer um. Lembrei também da nossa ida ao Mercadão. Lembrei do seu lençol verde, do seu escritório, do seu repentino mau humor. tantas as coisas... lembrei da conversa que nunca aconteceu.
Mas, tanto faz. Estou aqui agora, achando que converso com você, quando existem possibilidades de que você nem leia o esse e-mail.
E aí, como você está? Tudo bem? Trabalhando muito? Fiquei sabendo que seus negócios estão bombando! Viagens e tudo o mais. Que bom! Fico realmente feliz por você e espero que tudo dê certo na sua carreira, com sua família, com seu coração.
Penso em você. E juro, gostaria muito ainda daquela conversa. Mas acredito que você não.
Mesmo assim, é sempre bom Ter alguém bom no pensamento.
Fica com Deus, na paz, e de vez em quando lembra dos nossos momentos bons também!
Amo-te demais.
Beijo
Anandha C.


Falta-me coragem, sobra-me amor.

domingo, setembro 14, 2008

III

Saímos para a rua. Um grande automóvel azul claro estava estacionado junto à calçada. Ao vê-lo, fui repentinamente tomado de enorme alegria. Que prazer, que absurda satisfação comigo mesmo provinha daquelas superfícies abauladas do mais luzente esmalte! O homem criara à sua própria imagem. Ri até as lágrimas rolarem-me pelas faces.
(...)
Os efeitos da mescalina já estavam se dissipando.
(...)
Diante de nós, passavam os automóveis em uma torrente uniforme – milhares deles, todos brilhantes e polidos qual sonho de um anunciante, cada um deles mais ridículo que o precedente. Mais uma vez cai no riso convulsivo.
(...)
Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem Paraísos Artificiais. A maioria dos homens e mulheres leva uma vida tão sofredora em seus pontos baixos e tão monótona em suas eminências, tão pobres e limitada, que os desejos de fuga, os anseios para superar-se, ainda por uns breves momentos, estão e têm estado sempre os principais apetites da alma. A arte e a religião, os carnavais e as saturnais, a dança e a apreciação da oratória, tudo isso tem servido, na frase de H. G. Wells, de Portas na Muralha. E na vida individual, para uso cotidiano, sempre houve drogas inebriantes. (...)
A maior parte dessas substâncias não pode ser atualmente adquirida, a não ser mediante prescrição médica ou então ilegalmente e com graves riscos. O ocidente só permite o uso irrestrito do fumo e do álcool. Todas as outras Portas químicas na Muralha são rotuladas como estupafacientes e seus consumidores ilegais são viciados.
Gastamos, hoje em dia, muito mais em cigarros e bebidas que com educação. E nada há de mais surpreendente nesse fato. O impulso de fugir a nós mesmos e ao que nos rodeia está presente em cada um de nós, quase todo o tempo.
Foto: cactus que contém o alcalóide mescalina.

sábado, setembro 13, 2008

II

É para o mundo exterior que abrimos os olhos todas as manhãs, é nele que, de bom ou malgrado, temos de procurar viver. No mundo interior não há trabalho nem monotonia. Visitamo-lo apenas sonhos e devaneios, e sua singularidade é tal que nunca encontramos o mesmo mundo em duas ocasiões.
(...)
Muitos do que ingerem mescalina experimentam apenas as sensações celestiais da esquizofrenia. A droga só leva o purgatório ou o inferno àqueles que tenham tido um acesso recente de icterícia ou que sofram de depressões periódicas ou ansiedade crônica. Se, como acontece com outras drogas de poder incomparavelmente menor, a mescalina fosse reconhecidamente tóxica, sua ingestão seria suficiente para causar ansiedade. Mas o indivíduo razoavelmente saudável sabe antecipadamente que, para si, esse alcalóide será completamente inócuo e que seus efeitos terão cessado após oito ou dez horas, se, deixar sensações desagradáveis nem, consequentemente, ânsias por novas doses. Fortalecido por essa convicção, ele pode entregar-se à experiência sem temores – em outras palavras, sem qualquer predisposição para converter um ensaio de uma singularidade sem precedentes, inumano, em algo de aterrador, de verdadeiramente diabólico.
(...)
O esquizofrênico é uma alma, não só impura, como também desesperadamente desgostosa com sua situação. Seu tormento consiste na incapacidade de proteger-se contra a realidade, seja ela interior ou exterior (como faz o indivíduo normalmente são) refugiando-se no universo do senso-comum, por nós mesmos construído – esse mundo estritamente humano das noções úteis, dos símbolos compartilhados pelos demais, das convenções socialmente aceitáveis. O esquizofrênico é qual homem sob a influencia contínua da mescalina e, pois incapaz de deixar de experimentar uma realidade que ele não pode suportar por lhe faltar pureza; que não pode interpretar por ser ela o mais inflexível dos fatos fundamentais e que, por jamais permitir-lhe encarar o mundo com olhos simplesmente humanos, força-o a interpretar suas incessantes singularidades, sua candente intensidade de valores, como a manifestação da maldade humana ou até cósmica, levando-a às mais deseperadas contramedidas que vão da violência assassina, de um lado da escala, até a catatonia – ou suicídio psicológico – do outro. E, uma vez iniciada a descida pela rampa infernal, ninguém mais poderá deter-se. (...)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Devido a minha atual fase de leitura, resolvi fazer um “resumo-fichamento” de mais um livro de Aldous Huxley: “As portas da percepção – O Céu e o Inferno”. Nesse livro o autor narra suas experiências com a substância alcalóide, mescalina.
Que fique claro que não se trata de uma apologia. Mas para aqueles que curtem o universo da transcendência, curtam. Conforme for prosseguindo a leitura, publicarei os parágrafos mais curiosos e interessantes já lidos.


I

"A despeito dos setenta anos de pesquisas sobre mescalina, o material psicológico que se dispunha era ainda incrivelmente reduzido, e ele [o pesquisador] estava ansioso por ampliá-lo. Eu me atravessara em seu caminho e estava disposto – ou melhor decidido – a servir de cobaia. E foi assim que, numa radiosa manhã de maio, tomei quatro decigramas de mescalina, dissolvidos em meio copo d’agua, e sentei-me para esperar os resultados.
Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendencia, debalde. Por sua própria natureza, cada espírito, em sua prisão corpórea, está condenado a sofrer e gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias – tudo isso são coisas privadas e, a não ser através dos símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiência, mas nunca as próprias experiências. (...)
Assim, como poderá o indivíduo, mentalmente são, sentir o que realmente sente o insano? (...)
Palavras tais como Graça e Transfiguração vieram-me à mente, e isto, sem dúvida, era o que, entre outras coisas queriam elas significar. Meus olhos se encaminhavam da rosa para o cravo, e daquela incandescência de plumas para as suaves volutas de ametista animada, que era o íris. A Beatífica Visão, Sat Chit Ananda – Existência-Consciência-Beatitude – pela primeira vez entendi não em termos de palavras, não por insinuações rudimentares vagamente, mas precisa e completamente, o que queira significar essas sílabas prodigiosas. (...)
O que me diz das relações espaciais? perguntou o investigador enquanto eu olhava os livros. (...) O que mais ressaltava era a constatação de que as relações espaciais tinham perdido muito do seu valor e de que minha mente tomava o contato com o mundo exterior em termos de outras dimensões que não as de espaço. (...) A mente elabora a compreensão das coisas em termos de intensidade de existência, profundidade de importância, relações dentro de um determinado padrão. (...) Não, evidentemente, que a noção de espaço houvesse sido abolida. (...) espaço ainda estava ali: mas havia perdido sua primazia. A mente se preocupava, mais do que tudo, não com medidas e lugares, e sim com a existência e o significado. (...)
Aquilo que, na terminologia religiosa, recebe o nome “este mundo” é apenas o universo do saber reduzido, expresso e como petrificado pela limitação dos idiomas. Os vários “outros mundos” com os quais os seres humanos entram esporadicamente em contato não passam, na verdade, de outros tantos elementos componentes da ampla sabedoria inerente Onisciência. (..)
Em certos casos, poderão dar-se percepções extra-sensoriais. Outras pessoas podem descobrir um mundo de visionária beleza. Ainda outras têm a revelação da glória, do infinito valor e significação da existência primeva, do fato objetivo e não conceituado. No estágio final da despersonalização há uma obscura noção de que Tudo está em todas as coisas – de que Tudo é, em verdade, cada coisa. Isso é, no meu entender, o máximo a que uma mente finita pode alcançar em “aperceber-se de tudo o que está acontecendo em qualquer parte do universo”. (...)
A grande percepção às cores de que o olho humano é capaz é um luxo biológico – inestimávelmente precioso para nós, como seres intelectuais e espirituais, mas desnecessários à nossa sobrevivência como animais. (...) A mescalina aviva consideravelmente a percepção de todas as cores e torna o paciente apto a distinguir as mais sutis diferenças de matiz que, sob condições normais, ser-lhe-iam totalmente imperceptíveis". (...)

terça-feira, setembro 02, 2008

Nascer de novo

É difícil fugir da essência. Dizem que pau que nasce torno, morre torto. Mas eu não sei da veracidade dessa constatação. Mesmo assim é muito difícil fugir da essência.
Uma vez que você passou a vida inteira fazendo algo, desfrutando algumas maravilhas, não ligando pra muitas opiniões, é difícil parar do nada, com as tentações mundanas.
Sozinho é muito difícil. Trata-se de uma empreitada sem motivações. Mas com certeza quando há alguém que possa se aparar, tudo fica mais fácil de enfrentar.
Sozinho é muito difícil. Não se enxerga horizonte. Mas apenas aquilo que está mais ou menos diante do nariz, e olhe lá. É muito difícil.
Tornar-se a pessoa que todos querem que sejas, mas no fundo você mesmo não quer ser, isso é portanto, fugir da essência. Fazer os outros felizes e esquecer, pra sempre o que você foi.
Para fugir dela, é preciso isolar-se. Do mundo, e de todos. Ser calculadamente sozinho. E nascer de novo.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Implicações do Sofrimento

Sofrimento é uma palavra que envolve vários verbos. Tolerar, suportar, agüentar. Admitir, permitir, consentir. Diz que sofre, aquele que é vítima de, experimenta ou passa por alguma situação desagradável. Sente dor física ou moral. Experimenta prejuízos; decai, declina. Padece com paciência. Sacrifica-se. Reprime-se.
Mas sofrimento é um sentimento muito delicado. Muito mais do que qualquer verbo possa definir.
Quando sofro, sofro porque penso. Sofro porque lembro. Sofro porque houve mal.
Sofro pelo passado brilhante, sofro pelo passado caótico. Pelo futuro incerto.
Sofrer envolve mais verbos. Envolve doar, perecer, chorar.
Envolve meu corpo e minha alma. Envolve minhas artérias, meu cabelo, minha identidade.
Se hoje sofro, é porque embora com final triste, o acontecido foi lindo. Se agora penso, é porque nasci com a dádiva de pensar.
Sofrimento, rima com pensamento. E os meus pensamentos estão se desmoronando, estão acuados, estão longe... Longe de serem os mesmos positivos e alegres, porque agora, só me restaram as pressões e o trabalho.
Sofrimento, quando lhe falta alegria, motivação.
Sofrimento maior do que o parto. Maior do que de tatuagem. Porque sofrimento é uma dor maior. Uma amputação da alma; como se lhe arrancassem um pedaço imprescindível dela, o qual não permite que você viva mais como antes.
Porque o pensamento vai longe, e o meu está por aí... inclusive acho que os perdi, embaixo de algum livro, ou dentro de uma garrafa de mau humor.
Meu sofrimento me faz preguiçosa. Quero deitar e ficar definhando como que em estado terminal.
Não me deixa, me desanima, desatina, não tolera... qualquer manifestação de felicidade.
Mas sei que não sou a única a sofrer nessa história. E é isso que me faz sofrer ainda mais.

quarta-feira, agosto 20, 2008

LIBERDADE DE IMPRENSA – Trecho do discurso proferido no Senado Federal por Machado de Assis em 11 de novembro de 1914.

"A mesma imprensa, que, livre para os que me acometem, é, igualmente, livre para os que me defendem. Necessário será sempre que as duas liberdades coexistam, a maligna e a benfazeja, porque é mister que a do mal sirva de estímulo à do bem. Porque, opostas restrições à liberdade ampla de manifestação do pensamento, não é a liberdade honesta a que prevalecerá: é a liberdade, sempre cara ao poder, a liberdade, o privilégio, o monopólio dos aduladores, dos mercenários, dos réptis.
(...)
Em toda a parte a imprensa tem a sua Saburra.
Não há sociedade sem prostituição.
(...)
Deixai a imprensa com as suas virtudes e seus vícios.
Os seus vícios encontrarão corretivos nas suas virtudes".

MANUEL ALCEU AFFONSO FERREIRA – Trecho do prefácio de "A Imprensa e o dever da verdade" de Rui Barbosa publicado em 2004.

"Ora, sabemos nós, esses vícios permanecem. Certamente não com a antiga desfaçatez, mas maquiados. Não só mais as verbas publicitárias distribuídas às escâncaras, nem principalmente elas. Providenciou-se a substituição pelos financiamentos estatais quitados com o apoio político, pelas anistias tributárias que pagam o noticiário laudatório, pelos incentivos concentradores da atividade jornalística a grupos monopolistas; enfim, pelas mil e uma artimanhas de que é capaz a engenhosidade dessa eficiente parceria entre alguns maus jornalistas e agentes políticos".

terça-feira, agosto 19, 2008

É engraçado, a maioria dos brasileiros não debatem com tanta ênfase a questão da criminalidade e da falta de eduação em sau país.
Não vão a luta para modificar o que lhes incomoda.
As vezes são comparsas da corrupção, mas não admitem a corrupção alheia.
Criticam, criticam mas na hora do vamos ver: nada!
Não estão nem aí com questões ambientais, mas acham lindo o vídeo da menina quer parou o mundo do YouTube.

No entanto, quando o Brasil perde o jogo de 3 a 0 pra Argentina, não mudam de assunto, e admitem que é uma vergonha.
Com tantas outras vergonhas, perder pra Argentina é só um prévia da situação em que até o futebol anda cindo pelas tabelas!

sexta-feira, agosto 15, 2008

Uma Semana

Hoje faz uma semana, em que não tenho na cama, meu lindo, lindo meu...
Uma semana que não como direito, com uma sensação desgraçada no peito, de quem ganhou mas perdeu.
De horas intermináveis, de lembranças incansáveis, de rezar pro tempo voltar.
Mas a semana não volta e continua essa revolta, o jeito agora é mudar.
Se o relógio colaborasse e seu tempo fizesse voltar, correria atrás do dano.
Faria qualquer coisa agora, pra continuar amanhã com quem amo...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Saudades dos meus oito anos

Querem saber como eu era quando eu tinha oito anos? Ah, eu era super tímida; toda criançada brincando na rua e eu dentro de casa lendo... magricela, credo, gambitos horrorosos e minha mãe só deixou eu depilar as pernas muito tarde sabem? Então, imaginem que desastre! Hahaha... feiosa que dói! Ninguém queria ficar comigo alguns anos depois, as outras eram o auge da belezinha, e eu sempre de lado, com meus óculos muito criativos (obra de mamãe).
E cdf no toco. Tá, eu não gostava muito de matemática, talvez por minha mãe ter se formado em matemática, e eu desde pequena muito as avessas dela... tipo ela rock and roll e eu mpb sabe? Mas então, eu pedia sempre tarefas a mais, (teve uma vez que eu pedi lição de casa pra fazer em casa por um mês adiantado!). Mas quer saber? Como eu era feliz!
Comia pacotes e pacotes de bolacha, nossa, como eu adorava bolacha... e continuava magrinha... alguém se lembra dos lanchinhos Mirabel? Hummmmm, adorava!!! Aos montes... minha avó me dava dois reais todo dia pra eu comer na escola, e sempre dizia:
- Anandha, com esse dinheiro dá pra comprar dois quilos de frango! – e dava risada...
Era muito bom, épocas em que o maior problema era quando o pacote de bolacha acabava. Assistia Pica Pau e o Chaves, ficava em transe. Uma loucura. Era uma transe expontânea, sem auxilio de nada que hoje existe na minha vida, como compras, álcool, cigarros, massas...
Eu era feliz naquela época, e sabia. Pois aproveitei o máximo. Mas passou, assim como meu dente que eu quebrei no parquinho cresceu, eu depilei minhas pernas, fiquei “mocinha”, me tornei uma pseudo-alcoolatra bonita... agora eu tenho problemas de verdade. Crises existenciais, tendências suicida, e mais milhares de pragas modernas. Ah, e o frango subiu de preço também.
Tenho saudades dos meus oito anos, e gostaria que eles voltassem e congelassem. Tenho saudade de como eu era tratada, como uma pessoinha normal. Tenho saudade de ser criança, no melhor estágio da vida. Os oito anos. Eu não posso negar que existem problemas piores que os meus, mas só posso sentir saudade daquele ano de 1992, quando eu tinha oito anos. Eu era feia, magricela, cdf, mas amava ser assim. Quisera eu hoje, trocar qualquer coisa que valha a pena na minha vida por somente mais um dia com oito anos.
Saudades...

domingo, agosto 10, 2008

Papai Noel não existe

Eu sempre soube que ficaria sozinha. Por isso se explique talvez minha obsessão por personagens encalhadas.
Sempre soube, que meu destino seria um psiquiatra e uma cartela de antidepressivos. Uma carreira mediana, um cachorro e uma xícara de café.
Quem sabe, se as inúmeras tentativas da minha vida em arrumar alguém, e seus fracassos, só não foram um sinal de que é assim mesmo que seria.
Não, não estou triste com isso. Talvez um pouco melancólica, pois quando acho que finalmente eu encontro alguém, eu o afasto com minha loucura.
Sim, eu não mereço ninguém. Não sou boa suficiente, para dividir uma vida. Posso ser boa em outras coisas, mas em relacionamentos, um fiasco.
Se devo aceitar esse destino? Acho que talvez seja isso que foi arrumado pra mim e talvez seja isso que mereço por ter tido uma vida tão precária.
Só gostaria às vezes de sumir do mapa. Um tiro na cabeça. Enforcada na árvore. Sei lá. Mas essas idéias passam... e voltam.
Devo ficar sempre sozinha para não atrapalhar a vida dos outros. Não devo mais ter esperanças de que um dia realmente irei ter alguém junto comigo. Porque papai Noel não existe.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Eu tinha escrito um post 10, sobre 3 cenas que eu vi nesse fim de semana. Mas infelizmente, essa merda de blogger, apagou todo meu conteúdo e o que deveria estar salvo não está salvo em lugar nenhum. Dessa forma, venho mostar minha indignação com a porcaria de serviço gratuito prestado, mesmo que pela Google. Perdi um ótimo conteúdo por que esse recurso "salvar agora" não vale ABSOLUTAMENTE merda nenhuma.

domingo, julho 13, 2008

Vazio

Eu me dedico a ele como nunca me dediquei antes a ninguém.
Dedico-me porque amo.
Dedico pelo bem que faz,
pela angústia que me causa.
Por ele sou capaz de tudo.
E nesse tudo está o mais amplo todo.

Quando me deixa sozinha, fico angustiada,
fico desanimada e sem saber o que fazer,
não gosto dessa solidão mal encarada,
que me maltrata e me enlouquece,
fazendo meu coração encolher.

Com ele quero ficar a hora toda,
o dia todo, o tempo que eu puder.
Pois isso tem sido pra mim,
algo acima de todas as outras coisas.
Coração idiota! Por que foi se apaixonar?
Coraçãozinho tolo, de onde veio tanto amor?

sábado, julho 12, 2008

INVASÃO DE RATOS NAS LOCADORAS!!!


Pois é, já é antiga a infestação de ratos nas locadoras e cinemas do mundo.
No entanto deve-se considerar que se tratam de ratos finos, graciosos ou muito espertos.
O animal que antes causava pânico, hoje pode ser considerado astro de cinema!
Pode-se dizer que tudo começou com “O Pequeno Stuart Little”, um camundongo que no ano de 1999 conquistou uma leva de gente. Stuart era um rato abandonado que vivia num orfanato, junto com outras crianças. Até que a família Little decide adotar um irmão para seu filho George, e eles se apaixonam pelo carisma do pequeno ratinho. Stuart é então adotado e passa a lidar com divergências com Snowbell, o gato da família, e o próprio irmão, que não o aceita. Quem já não viu esse rato?


Há mais de um ano, o sofisticado e aguçado Remy também deu os ares de sua graça, salvando a pele de Skinner, ajudante de cozinheiro do restaurante de seu chef preferido. “Ratatouille” é uma animação americana de primeira, da parceria monstruosa entre Pixar e Disney, que conta a história de um rato que quer se tornar um chefe de cozinha.


Para completar essa invasão, o mais recente rato malandro das locadoras é Ratso. Um rato empresário que passa a perna nas pessoas com seus shows medonhos. Até encontrar Feio, uma criaturinha desengonçada que nasce e fica muito ligada a ele. O rato leva Feio como filho para um show com a fria intenção de usá-lo, mas no caminho se apega ao monstrinho que vai se transformando... “Putz! A Coisa ta Feia” é uma animação européia que mostra a grande diferença entre os roteiros e técnicas européias e norte americanas, e mostra que a Europa não perde nada para a América do Norte quando se trata de animação e humor.

Ao que me parece, daqui a alguns anos, esse animalzinho não será mais tão temido quanto ainda é hoje! Divirtam-se!

terça-feira, julho 01, 2008

Triste Dia

Hoje o Dia acordou triste.
Sim, o Dia não eu.
Mas me compadeci com o velho Dia.
Pois esse Dia, acorda todos os dias junto comigo.
Companheiro vivo e fiel.
Todo dia. O dia todo. Eu e o Dia inteiro.

Mas triste, pela cinza nuvem que cobriu minha cabeça.
Triste, pelo vento gelado que gelou minha espinha.
Embora as borboletas dancem embaixo das nuvens cinzas,
o dia parece-me triste.

Dia, porque acordou triste?
Será por que é o último Dia do mês?
Ou será que sabes que não pagaram meu pagamento?
Dia, o que você tem?
Espero que ao transformar-se em noite, você fique mais feliz.
(30/06/2008)

quinta-feira, junho 26, 2008

Reflexões sobre o Admirável Mundo Novo
(Inspirado na melhor obra que li nos últimos tempos)

Embora tenha sido escrita na década de trinta, o que pode-se perceber é a grandiosidade do autor em “prever o futuro” de maneira tão fictícia, mas ao mesmo tempo, abordar o tema, com um caráter tão sociologicamente indagador.
“Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley é a pulga atrás da orelha da humanidade, a busca pela estabilização social, que se segue a paz, o controle de doenças, de natalidade, de sentimentos maldosos e enfim o que seguirá a seguir.
A história narra um mundo perfeito. Nesse mundo perfeito os bebes são criados em laboratório (não se esqueçam das células tronco nessa hora!), e todos eles serão destinados a pertencer a uma determinada casta. Durante esse circuito, os embriões até chegarem a idade adulta são submetidos a uma espécie de lavagem cerebral, que condicionará sua submissão à casta pelo resto da vida. Ou seja, o “Admirável Mundo Novo” não deixa de fugir dos ideias marxistas que, une os trabalhadores, pois todos os cidadãos são destinados a trabalharem como operários, independente de qual local esteja designado. O que diferencia o ideal desse mundo, é a superioridade do ser criado. Um embrião para a formação de uma pessoa, significa uma casta maior; um embrião para quase 200 pessoas gêmeas, uma casta baixa. Estas que serão destinadas a trabalharem na indústria provavelmente.
Estaremos longe dessa realidade? Podemos até ter pai e mãe (ainda), mas muitos ainda são obrigados a trabalhar em lugares insatisfatórios, que no entanto, são considerados bons pelos indivíduos, pois o que se segue é que aquele que tem um emprego hoje, sinta-se feliz.
Todos os indivíduos pertencentes às mesmas castas, vestem as mesmas cores. Moda? Não. Um instrumento que visualmente, separa os melhores dos piores. Olha como não estamos longe: alguns compram indumentárias que valem o alimento de mais de um ano para outros. Moda? Não. Um instrumento que ostenta os melhores para os piores.
Todo o ser do “Admirável Mundo Novo”, é criado invariavelmente para trabalhar, ser feliz e consumir. Existe uma frase milhares de vezes repetida, esse processo é chamado hipnopédico, que os induz a não remendarem pois isso traz pobreza, e comprarem roupas novas.
“Os maiores triunfos da propaganda não se devem à ação, mas sim a omissão de
algum ato. A verdade é grande, mas maior ainda, do ponto de vista prático, é o
silêncio sobre a verdade” (HUXLEY, PÁG. 21)

Lembra alguma coisa? Sim, todos nós. Todos nós, sendo cada dia mais influenciados pelo poder da propaganda, mesmo sem lavagem cerebral. (ou existe alguma lavagem cerebral subliminar? Compre batom, compre batom!!)
Apenas uma entre bilhões de mulheres são produzidas férteis. Isso resolve o problema da hiper população no mundo. E mesmo as únicas férteis andam com uma cartucheira com um arsenal de anticoncepcionais.
São levados a encararem a morte como superficialidade, já que os cadáveres serão úteis aos vivos, os corpos são queimados e o fósforo exalado é reaproveitado em outros produtos industriais.

***pausa para respirar...***

“...a realidade, embora utópica, é algo de que se sente necessidade de tomar
férias com freqüência), um substituto para o álcool e outros narcóticos que seja
simultaneamente menos prejudicial e mais delicioso do que o gim ou a heroína...
“(HUXLEY, pág. 22)

Quando um indivíduo sente algum sentimento adverso a felicidade, ele toma o soma, uma droga sem efeitos colaterais, distribuída pelo governo, se é assim que se pode chamar, que mantém a felicidade como bem soberano, que é a lei mundial.
Já que toquei nesse assunto, cabe ressaltar que não existe monogamia, a promiscuidade entre as mulheres é convencional, e ai de quem não for promíscua e sair com o mesmo homem durante muito tempo! Ninguém é de ninguém. Todos são parte do coletivo. (Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem... já diriam os Tribalistas).
As crianças começam sua vida sexual muito cedo, entre sete/oito anos, aprendendo jogos eróticos, para estimular o sexo como um dos principais lazeres da vida. Pois esses seres são privados da leitura, já que isso poderia levantar questionamentos contra o sistema. O indivíduo deve pensar apenas no coletivo.
Hoje, a mídia exerce esse papel. Apenas passa o que não pode levantar suspeitas, e poucos são os veículos realmente comprometidos com a verdade. Lá também é assim. (realidade X ficção?)
Eu teria mais milões de comparações a serem feitas, já que a proximidade dessa narração com a nossa é infinita.

Mas estou aqui para dois motivos: aguçar a leitura dessa maravilhosa obra e dizer que se trata de uma questão que é que, para haver a tão sonhada estabilidade social, eu concordo com o autor. Teríamos que ser privados da religião, da ciência e da arte. Pois em suma são esses os pontos que mais geram a LIBERDADE.
Para que haja estabilidade social, paz e felicidade mútua é necessário, que de alguma forma todos sejam IGUAIS e pensem IGUAIS. Seria esse o preço a se pagar por um mundo perfeito? Seria bom ser narcotizado diariamente para não chorar? Trabalhar em um local onde existem mais mil você? Ter o mesmo pensamento que todo o resto do planeta? Acho eu que não.
Nobreza e heroísmo são sinais da ineficiência política, está no livro. Cabe a mim, ser o herói da sociedade, relatando fatos, indicando livros? Sim. Cabe a mim, pois eu vivo na instabilidade e depois de analisar como seria a vida perfeita, eu, assim como o Selvagem do livro prefiro que assim seja e assim continue. Isso não significa que não precisemos de melhoras, mas não estou disposta a me privar das artes e principalmente da minha LIBERDADE. Não, não, não.
“Porque o nosso mundo não é o mesmo de Otelo. Não se podem fazer calhambeques
sem aço – e não se podem fazer tragédias sem instabilidade social. Agora o mundo
é estável. O povo é feliz; todos tem o que desejam e nunca querem o que não
podem ter. Sentem-se bem; estão em segurança; nunca ficam doentes; não tem medo
da morte; vivem na perene ignorância da paixão e da velhice; não se aflingem com
pais e mães; não tem esposas, filhos, amantes a que se apeguem com emoções
violentas; são condicionados de modo a não poderem se comportar como devem. E se alguma coisa não estiver bem, tem o soma...” (HUXLEY, pág. 270)
Pois eu caros leitores eu quero mais, quero pegar gripe e não ir trabalhar, quero sentir a paixão e o amor, brigar com minha mãe, ter filhos e marido. Quero me comportar a minha maneira, e quando estiver bem velhinha, poder aplaudir-me no meu leito, a agradecer à Deus por ter vivido e assim, morrer em paz.

sexta-feira, junho 13, 2008


Ontem quem abriu o Google viu este desenho, achei super bonito...
Divagação sobre o amor - I

Andei pensando nas questões do amor. De acordo com a língua portuguesa (lembra-se do dicionário Aurélio pesadão?) Amor significa:

[do latim amore] 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema 3. Sentimento de afeto ditado por laços de família 4. Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra e que engloba também a paixão física 5. Atração física e natural entre animais de sexo opostos 6. Amor passageiro e sem conseqüência; capricho 7. Aventura amorosa 8. Adoração, veneração, culto: amor a Deus 9. Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura 10. Inclinação ou apego profundo a algum valor ou alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo; paixão 11. Muito cuidado; zelo, cuidado (...)

Encontrei algumas contradições nesse significado, que entraram em conjuntura com minhas divagações.
Se o amor significa a predisposição a desejar o bem, por que é tão difícil para as pessoas dizer que amam outras? É tão difícil assim desejar o bem do próximo? Será que a pedra fria do capitalismo e da globalização afetou além do meio ambiente o sentimento das pessoas? A resposta é sim. Ninguém está mais disposto a se dedicar absolutamente a outra pessoa. Dedicam-se ás vezes mais a uma máquina, do que a uma pessoa.
O número de divórcios cresce, aumentam-se os números da criminalidade, do desrespeito ao ser humano e ao mundo a sua volta. Tudo isso resultado da: falta de amor.
Em contradição poderia ser também excesso de amor. Excesso de amor próprio, onde o ser humano pensa tanto nele mesmo e se ama tanto, que acaba por esquecer que vive numa sociedade. Egoísmo.
Até mesmo os laços de família, que antigamente eram tão estreitos, estão se alargando por causa do amor. Ou da falta/excesso dele. Em certos casos nem a família mais ama-se com vigor (Suzane Von Richtofen, menina Isabela, e outras atrocidades Brasil a dentro). Ainda existe amor?
Com essa divagação, descobri algo interessante: os animais também amam! Que maravilha, estou a imaginar um tamanduá macho comprando bombons para o tamanduá fêmea... não? Não. Besteira, talvez eles amem mais que o homo-sapiens. Com certeza. Amor puro, de qualidade, verdadeiro.
Dizem que o amor engorda e que a paixão emagrece. Eu achei que ambos fossem sentimentos distintos. Mas conforme o dicionário o amor significa também paixão. Então com quantos quilos vou ficar? Quilos a mais, ou quilos a menos?
Acho que para amar é preciso fazer um estágio na cadeia da paixão para então haver a formatura do amor. Mas como uma pessoa me disse certa vez, o amor não tem cartilha. É fórmula secreta, como a Coca-Cola, sacou? Dessa forma será que o amor tem realmente significado que possa ser prescrito, ou ultrapassa a margem dessas linhas do dicionário. Sim.
Também dizem que o amor é cego. Eu não concordo, amo meu cachorro e enxergo ele muito bem. Outra coisa também: amar macarrão por exemplo é tão simples, por que amar uma pessoa é tão difícil? Ahá! Macarrão é simples: farinha, água e sal. Pessoas são complicadas: carne, osso, coração. Logo, o amor é diretamente proporcional ao objeto amado. Se é algo simples é um amor singelo, se é algo tão complicado como uma pessoa (existe algo mais complicado do que uma pessoa?) é um amor ardente.
Hoje, vou parar por aqui. Mas ainda me restam algumas divagações.
Disso tudo me resta responder a pergunta feita acima e dizer o quanto é importante que no meio de todas essa divagações saber que se é amada.

Nota: hoje é dia de Santo Antônio e ontem foi dia dos namorados. Portanto, coloquem seus santinhos de cabeça virada ou desvirem ele para agradecer como no meu caso ; )

quinta-feira, junho 05, 2008


Ilusão de Ótica

Análise de dois parceiros

No dia 27 de maio desse respectivo ano, durante a Semana da Comunicação Social da UNAERP, foi proferida uma palestra com a editora do Jornal da Globo/RIO, Luciana Bistane.
A palestra (que foi idêntica ao programa gravado pela TV da mesma instituição no mesmo dia) concluiu um post meu, que cita a coincidência das personagens encalhadas serem jornalistas.
“Meninas, a redação da Globo tem o maior número de encalhadas por metro quadrado!”, comenta Bistane em tom entusiástico. Profere ainda que o jornalismo é um casamento. Conta que vara noites e noites na redação da emissora.
Então segue uma análise minha, seguindo a linha da palestra de Bistane.

Segundo a editora, a (o) repórter que tem o maior número de informações, sejam boas ou ruins, podem escolher as melhores para formar uma matéria de qualidade.
Análise: assim como os homens, você fica com os bons, os medianos e os ruins, até poder escolher o melhor para formar uma vida com qualidade.

Conforme Bistane, o advento da internet, levou ás (aos) jornalistas a modernidade que antigamente não havia. “Com a internet e o “Santo Google” todos os jornalistas foram beneficiados”, diz Bistane.
Análise: o fato de que não se pode viver sem homem é aceitável. Viver sem o Google não é.

Ainda falando sobre internet, Luciana Bistane, diz que o jornalista não é mais capaz de deter informação nenhuma por causa da massificação da web.
Análise: que mulher conseguiu em alguma época deter algum homem sem esforço? E ainda por dizer, com esforço?

- Querida vou comprar cigarro! - diz o marido.
Passam-se alguns instantes após a saída dele:
- Ué, mas ele não fuma! - pensa a esposa enquanto lava louças.

É importante relevar que toda regra tem exceção, me desculpem ás exceções, mas como já disse em outro post, alguns representantes masculinos mancharam a reputação da espécie. É assim pra mim.

Conclusão:
Jornalismo é bom. Dá dinheiro (não muito), satisfação pessoal, cansaço, emoção, repercussão.
Homem é bom; apesar de virem todos com defeito de fábrica e precisarem ter um pouquinho mais de sensibilidade e alguns ajustes técnicos. Dá dinheiro (não muito), satisfação sexual, cansaço, emoção, repercussão.
Muito semelhantes não? O caso é juntar os dois pra tentar ser feliz.
Agora serão felizes eles com nós jornalistas dedicadas á profissão? Segundo Bistane, “Os maridos não aguentam!”

terça-feira, maio 27, 2008


Água com chuchu

No Novo dicionário Aurélio Século XXI – que digamos de passagem pesa alguns três quilos – a palavra Insosso está classificada como:


Insosso – [do latim insulsu] adj. 1 Sem o sal preciso; insulso. 2 Sem tempero;
enjoativo. 3 Diz-se da alvenaria assentada sem argamassa (...)


Comentando com uma grande analisadora das palavras estávamos pensando sobre como essa palavra nos incomoda. Quando digo nos incomoda, digo que ela se tornou incômoda para mim naquele momento, foi naquela sexta feira outonal que ela (a palavra) passou a me incomodar; afinal, amigo é amigo, tornamos as suas revoltas, as nossas!
O Insosso é o famoso “xoxo”, sem graça. O adjetivo insosso, para começar, é assim como uma pessoa insossa: é transitiva indireta. Ou seja, pessoinha mediana, mais ou menos, desengraçada. Indireta.
Daquelas que se você pergunta: - “Frango ou peixe?” Ela responde: - “Qualquer coisa tá bom.”
Oras picar alhos! - “Eu quero caaarne! De preferência mugindo, muuuuuuuuu!!!”
Outra característica comum entre a palavra e a pessoa insossa, é a flexão: para variar o verbo, você precisa de um outro auxiliar, pois “insossar” não existe, existe “tornar insosso”. A pessoa no caso, como não tem atitude comportamental, precisa de alguém para decidir por ela, se vai frango ou peixe, se vai amarelo ou cinza.
Imaginem agora aquela feijoada do titio sem tempero? Qual a graça? Ou você acha que os escravos quando criaram a feijoada criaram-na sem aquele louro ou aquela pimentinha cultivados na senzala?
É pessoas bonitas... sem sal, alho e manjericão não dá!
Gente insossa é triste. Principlamente aqueles que escrevem insosso com quatro “s”: inssosso! Oh que horror! Esse além de insosso, é um assassino da língua portuguesa!

- Vamos para onde? - Pergunta a namorada.
- Ah morzinho, qualquer lugar pra mim tá bom! - responde o namorado.
- Insosso! Vá você então pra p#*& que pariu! - desabafa cruelmente a namorada.


Outra curiosidade, é que insosso também significa alvenaria sem argamassa. As paredes ficam feias sem argamassa... seriam feias pessoas insossas? Bom sei lá, não vem ao caso atribuir características de uma parede insossa a uma pessoa insossa.
Mas uma coisa é certa, o verbo, o adjetivo e a pessoa insossa significam literalmente a mesma coisa. A falta de alguma coisa. Seja sal, flexão ou atitude, o insosso tem que se mexer. Do contrário virará uma sopa de água com chuchu.

Blogs relacionados
http://insossa.blogspot.com – para os insossos
http://pitadadesal.wordpress.com – para os temperados
http://wikifood.blogspot.com – para um e para outro, e para nenhum nem outro.

segunda-feira, maio 12, 2008

Faz tempo que eu não dou aos meus leitores algumas dicas...
LIVRO

Aí vai uma boa dica, pra quem quer dar boas risadas com passagens hilárias da vida do autor,

Mário Prata, que enfocam o cotidiano de uma forma leve e descomplicada.
"Minhas Tudo" (2001), é um livrinho relaxante, da editora Objetiva e custa entre 21 a 30 reais dependendo de onde você mora.

Pra quem mora em Ribeirão Preto o livro está disponível para locação na Bilbioteca Guilherme de Almeida, na Casa da Cultura.

FILME

Estreiando dica de filme por aqui, "Tá dando onda" (2007) é de perto, uma das melhoras animações que eu já assisti nos últimos tempos. Faz paródias sensacionais com o mundo do surf e utiliza personagens tropicais, inclusive brasileiros.


O efeito gráfico do filme, cria uma ilusão perfeitamente igual à realidade e não decepciona quem compra.


Na trilha sonora, o filme conta com a participação de cantores consagrados, como Lauryn Hill, Sugar Ray e Perl Jam.


O preço do DVD original é de mais ou menos 22 reais na internet, 5 reais o pirata no camelô em todas as locadoras do Brasil.


Título no Brasil: Tá Dando OndaTítulo

Original: Surf's UpPaís de Origem: EUA

Gênero: Animação
Classificação etária: Livre

Tempo de Duração: 85 minutos

Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 26/10/2007

Site Oficial: http://www.sonypictures.com/movies/ surfsup/index.html

Estúdio/Distrib.: Columbia
Direção: Ash Brannon / Chris Buck

sábado, maio 03, 2008

Peguem seu cavalinho, o frio chegou!

Todo o inverno, ou qualquer sinal de tempo um pouquinho menos que o habitual fervoroso clima ribeirãopretano eu venho com um comentário sórdido a respeito da tal estação.
Inverno ou frio é aquilo lá! Para onde você olha têm mulheres trajando a sensacional bota da lua, uma plataforma que ficou tão popular quanto o próprio arroz com feijão.
Elas estão em todos os lugares, e pertencem a todas as camadas sociais: as botocas voltaram mais um inverno para esquentar os pés (e porque não dizer as pernas também) do mulherio.
Entre várias combinações bizarras que se vê por aí, eu lembro da liberdade de expressão: quero ser brega mesmo, e daí? - Obrigada, se não fosse vocês...
O que era pertencente à classe das amazonas, agora pode estar nos pés de qualquer cinderela do tamanho 34 ao 46! É tão popular, quanto, digamos, bolachinhas água e sal. (é fresquinha porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinha?)
Portanto meninas, peguem seus cavalinhos, vistam suas botocas e vamos lá!

segunda-feira, abril 21, 2008

Caso Isabella, não aguento mais!

Uma coisa, não vou poder negar em hipótese alguma: o que aconteceu com a menina Isabella Nardoni foi terrível.
No entanto, há de concordar, que existem milhares de "meninas Isabellas" pelo Brasil, e a mídia desconhece, sendo assim, todo mundo desconhece.
O que a mídia fez com essa menina, é tão cruel quanto o assassinato. Especularam a morte de uma garota de 5 anos pra vender jornal ou aumentar a Ibope.
O resultado é uma sociedade que não tem outro assunto: no trabalho só se fala disso, no ponto de ônibus são mil teorias e pouco discernimento, já tem gente falando pra tomar cuidado com as madrastas. Meu Deus! A minha madrasta não mataria nem um mosquito!
Eu não aguento mais ouvir esse nome, e me desculpem a insensibilidade, mas está na hora de mudar o disco! Qua tal falar sobre a ineficiencia da polícia ou sobre a situação do aquecimento global? Este último pode matar não só uma menina, mas milhares de seres humanos, como eu, você e toda a sua família, e não humanos, como seu cachorro ou sua iguana chamada Maria, ou seu passarinho chamado Pelé, sei lá.

Pense nisso!


Ser solteiro é uma consumação, ou seria uma opção?


Duas mulheres têm influenciado minha vida: Bridget Jones e Carrie.

Jones, ao meu ver, é mais significativa. Mais relxada, não sabe tudo e é bem desajeitada. Para quem não conhece, ela é personagem de um best seller que virou filme "O Diário de Bridget Jones" e depois o livro "Bridget Jones: entre o limete da razão".

Carrie, personagem do seriado Sex and City, tem classe, compra sapatos caros, toma drinques em lugares da moda, diferentemente de Jones, que é mais idealista, prefere Chardonay a sapatos caros, e nada como um bom Silk Cut. O que é isso? Bebeidas e cigarros.

Eu, uso óculos quebrados, tenho um estilo peculiar, gosto de tênis exóticos, blusa branca e jeans, não vou somente a lugares da moda, e adoro bebeidas e cigarros.

Entretanto, há uma coisa que eu e as duas personagens temos em comum. E para não dizer apenas nós três, com certeza, mais um monte de meninas, mulheres, senhoras: somos "encalhadas".

Ambas, têm trinta e pouco. Eu tenho vinte e pouco, mas pelo que me parece estou quase chegando aos 40. Experiência, experiência.

Mas há de se dizer, que somos encalhadas pela sociedade, porque para nós, somos solterias, e nos orgulhamos muito. Apesar disso, a busca contínua por alguém a quem possamos envelhecer ao lado, é um fato.

Há que a cultura americanizada, criou um esteriótipo em que as mulheres chegam há uma certa idade em que têm que se casar. E isso, fez com que alguns escritores (as) criassem certas personagens que fogem desse padrão.

Mas pessoal! Eu não sou uma personagem! Eu existo e aqui vos escrevo. Essa cultura machista de que mulheres profissionais geralmente são solteiras é uma constante.

Não do ponto de vista feminista, mas de um ponto de vista bilateral, a perca de valores que o homem enfrenta é algo de se entender, eles não são mais os mesmos. Perderam muito seu valor com a modernização, e depois de algumas invenções, os homens não são tão mais úteis para muitas coisas, quais eu mesma posso fazer. Eles mesmos perderam seu valor, quando alguns de seus representantes, desrespeitaram e machucaram, algumas das nossas representantes.

No entanto, queremos alguém que nos ame e nos respeite acima de tudo. E não alguém para trocar a lâmpada ou levar o lixo pra fora. Queremos alguém com valor.

Ser solteira nos dias de hoje, é tema da atualidade, mas há de se entender, que ser solteiro seja mulher ou homem é uma consumação. É muito difícil se relacionar.

Enquanto eu fico solteira, uma coisa é certa: sozinha eu não irei ficar pois, Bridget Jones e Carrie me farão compania, pelo menos na minha imaginação, livros e televisão.

sábado, março 08, 2008

Pessoa rara

Existem pessoas que os outros nos entregam. E nelas, acham que nossa felicidade será depositada.
Existem pessoas que nos são censuradas. E nelas, nós achamos que nossa felicidade poderá ser depositada.
Algumas delas, talvez nunca deveríamos ter conhecido. Tanto uma, quanto a outra. Uma pela decepção, outra pela expectativa que se cria que e de repente não é correspondida.
As pessoas são moinhos de sentimentos sem sentido, e por mais difícil que seja aceitar, não vivemos sem elas.
O que esperar de uma pessoa? Reciprocidade? Afeto? Ou simplesmente, respeito?!
Não quero ser entregue. Não quero me entregar.
Pessoas raras são almejadas, fazendo nossas expectativas irem as alturas.
E assim anda o princípio da construção das relações. Uns querendo doar o que não presta, outros querendo censurar o que almejam. Pretensão e egoísmo.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

DO AMOR QUE NÃO DEU TEMPO
Oh vida estranha com suas peças loucas.
Num momento, felicidade segura
em outro incerteza futura.
Sofrimento que grita abafado
relação imatura.
Vida, vida tem segredo:
nuca prepara a vítima e provoca medo.

Prevenção morreu de velha
para o pranto nunca é cedo.
Que destino?
Que futuro?

Ninguém sabe não se enxerga.
Assim como morre sem rima
como morre aos poucos
o amor que conheci.

Não deu tempo para amar,
e não se sabe se vai dar.

Ah, incerteza!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Movimento Emocional
Os movidos pela razão estão no limite do raciocínio e da completa vontade se entregar a emoção. Quem vive de razão já enfrentou tormentas de emoção, ao contrário seriam levados pela emoção com facilidade.
Quem é movido pela emoção, é forte, pois esse sim consegue superar as confusões do coração e da alma sofrendo com leveza. Sofrer com leveza é coisa de gente astuta, que ao mesmo que ri, chora, transformando as diversas amarguras em piadas sutis a quem ouve.
A emoção é companheira boêmia... de noites acordadas e cigarros tragados com ânsia.
A razão deixa os sonhos tranqüilizarem o corpo.
Para que sonhar e estar tranqüilo se não há emoção? Quem não emociona não enfrenta. E quem não enfrenta não vive com emoção.

Que 2008 seja repleto de boas (tristes e felizes) inspirações. Mas que contudo seja repleto de emoção.

quinta-feira, dezembro 06, 2007


Vou morrer com esse sentimento abafado.

Que grita escandaloso por dentro, mas que se omite na verdade dos fatos.

Sentimento besta; surgiu na hora errada. Brincando com a pessoa certa, inserindo a pessoa amada.

Loucura só eu sei o que é.

Das paixões doentias, mais uma que se inicia.

Espero sentimento besta, que logo se vá.

Para poder novamente seguir com leveza. Na paz de espírito e insanidade declarada que me condena.

Antes curtir a loucura, do que entristecer por paixão.

sexta-feira, novembro 16, 2007


Tendência é tendência

Passada a era das chacotas master, onde as guitarras rolavam soltas e as batidas abafadas reuniam fanfarrões nas caixas de som, e passada a fase prog, a nova tendência do cenário eletrônico atual na notória cidade de Ribeirão Preto (onde resido por sinal) é o minimal.
Para quem saiu do movimento eletrônico da cidade e voltou agora, nota-se incomensurável diferença. É, a diferença é grande.
No entanto, o público parece ter reagido e se adaptado bem com as batidas vagarosas de estilo mais techno.
Lembro-me que antigamente a multidão gritava "urru" quando o DJ anunciava uma chacota; boas épocas de "Seek and Destroy", mil anos... no fim da festa o corpo moído de tanto pular como macaco, afrontava deliciosamente o chuveiro e depois cama.
O minimal não me proporciona isso. É muito detalhista e pouco explosivo. Retém energias, e talvez por isso que de certa forma pertença e elite do mundo eletrônico. Pessoas bem comportadas as da elite.
Como é possível enfrentar as loucuras consequentes da festa e depois descansar e durmir? Não. Não é possível descansar. A cabeça pede mais.
Que fique bem claro uma coisa: não estou dizendo não aprecia-lo. Estou afirmando que o estilo condiz com um chilli out, um pufe bem grandão, pessoas agradáveis e uma bebidinha bem gostosa.
Festa festa, de porte médio grande tem que impulsionar. Para que no fim dela, o convidado possa ir para casa quebrado e descansar satisfeito.
Mas como se trata da minha opinião, é inocência minha relutar e até refletir
sobre a tendência minimal, pois eu creio que logo haverá alguma que a substitua, assim como vem acontecendo há certo tempo. É o ciclo.
Mas nunca haverá alguma tendência que substitua para mim, a era das chacotas dos fritos banais, dos fanfarrões e das pessoas que apesar de descomportadas, eram desprendidas de PREconceitos e de valores míticos.

quinta-feira, novembro 08, 2007


Não consigo mais escrever daquele jeito...
Perdi minha inspiração,
junto com ela foi uma parte de mim
que saltou do peito.

Não consigo mais criar direito...
Perdi meu ânimo, minha emoção,
minha crítica e opinião...

Sendo assim estou vazia,
pra tentar e pra sentir,
eu queria algo impossível,
que foi difícil conseguir.

Chega de tentar rimar a vida,
de tentar combinar as palavras,
de tentar ser alguém que eu não sou.
Chega de gostar do outro,
chega de esconder defeitos...
chega de não fazer nada e fazer tudo.

Estou ocupada, agora não posso atender.
Me chame mais tarde quando eu acordar.

quinta-feira, outubro 18, 2007


CAMINHOS


Eu poderia ter optado por um caminho mais difícil e doloroso; mas resolvi optar por um caminho fácil que me levou a dor.

Criar atalhos não foi a melhor opção que eu poderia ter escolhido, mas a vida soube contornar a minha realidade para que eu pudesse enxergar que nem sempre o caminho mais fácil é o que leva para o bem, o meu bem, a minha felicidade.

No caminho mais fácil eu não aprendi muita coisa, mas pude vivencia-las a ponto de poder julgar muitas experiências.

Pelo caminho difícil aprendi que não se pode investir em algo que realmente não lhe interessa, mas lhe convém.

Contudo, no caminho mais fácil eu desfrutei de sentimentos bondosos, que no caminho difícil foram substituídos por dor e lágrimas.

Hoje, na completa solidão, morrendo aos poucos por dentro por não me sentir alguém capaz de se controlar inteiramente, penso que seria melhor se eu tivesse continuado a seguir o caminho mais difícil pois hoje estaria curada. Mas como optei pelo caminho fácil, hoje estou com feridas abertas.

Sei que as pessoas julgam, mas não procuram saber da grande verdade que me atormenta.

Sei o que as pessoas dizem, mas não estão a altura para dizerem que nunca cometeram erros.

Sei que as pessoas preferem lembrar dos defeitos, porque as qualidades incomodam.

Sei que que as pessoas têm argumentos medianos para analisar a minha situação.

Sei que as pessoas não sabem desenvolver sua criatividade em prol de boas causas.

Sei que as pessoas são tão pessoas quanto eu.


E eu? Eu sou Anandha Lo Giudice Correia, e tenho orgulho de admitir ao mundo que eu erro constantemente, mas de alguma forma procuro corrigir meus erros comigo mesma, para que eu possa usar argumentos cabíveis antes de um julgamento.

sexta-feira, setembro 14, 2007

CANSAÇO
Existem pessoas as quais seriam melhor nem ter conhecido. Ou situaçoes que nao deveriam ter sido vividas.
As pessoas reclamam diariamente da corrupçao, mas diariamente cometem atos corruptos com aqueles que se julgam "amigos".
reConhecer as pessoas é muito difiÌcil. Na hora do aperto, elas sonegam. Na hora em que estao apertadas fazem campanha.
Plenamente estou cansada de várias coisas, e o que rege todo meu cansaço é a falta de reconhecimento.
Na faculdade, cansei de "tentar" ser boa aluna e quando precisei alguma coisa: NADA.
Na vida íntima, com certos colegas que se dizem amigos, cansei de dar ombro, ouvido, cabeça e coraçao. Cansei de favorecer e ser desfavorecida; e quando digo tudo isso é referente a sentimento. Cansei.
Talvez se eu sumir ninguém se lembre. Ou talvez se lembrem por algum ponto fraco... afinal quem È que lembra mesmo da felicidade na hora do aperto? Na hora do julgamento e na hora da hipocrisia?
Cansei de tentar estar entre alguns e me ver longe de todos os que mais gosto. Cansei de ser antiga e perder para os novos.
Estou cansada mais disposta. Pois a minha disposiçao vem do único ser que me reconhece: eu mesma. Isso pode parecer até depressivo, mas nao. Nao estou em depresao. Muito menos triste. Estou apenas cansada mas disposta a mudar completamente e fazer com que alguém tirando eu mesma, me reconheça e saiba valorizar alguém que apesar de tudo sempre foi feliz sendo o que È.
E aí voce pensa ou se pergunta: ela vai mudar para agradar os outros? E eu respondo naaao! Vou mudar completamente e esquecer COMPLETAMENTE TUDO o que passou, inclusive as pessoas, os lugares e as lembranças por mim; quem sabe assim eu paro de me cansar e volte a caminhar sem perder o folego. Vou emancipar meu mal de "alzheimer", e esquecer o pretérito presente imperfeito, para que assim eu possa construir um presente pretérito perfeito, onde eu tente, ser feliz mesmo sem saber se isso ser possível.

terça-feira, agosto 28, 2007

1,99, despudor e falta de bom senso


Bons tempos aqueles meus, que chegava na festa, via gente bonita e alegria sem falsificações. Mas não. Ao contrário, chego num lugar, que por sinal o tempo também ajudou a não favorecer (umidade relativa do ar a 20%). Muita terra. Muio horror. Muito assalto - literalmente.
Lacraia, botina do Chico Bento, bundas, celulite. Até aí tudo bem. O convite foi de graça pra geral mesmo. Eu aceito as condições.
No caminho para a entrada se nota: o convite que custou para uns 40 merréis, pode ter custado 5 conto para outros e nada para a maioria.
Estacionamento valia mais que dez convites juntos. Tudo bem vai, o que se espera é no mínimo qualidade. Mas ter que desembolsar 4 pilas em uma garrafinha de água, e se não pior, enfrentar fila, para usar a única torneira naquele ambiente cheio de terra, tosse, calor e sol é um crime. Crime mesmo. Porrada no peito. Chute no saco.
Falta de educação? Não. Falta de bom senso. Falta de educação é ver mulher feita quase pelada, exalando vulgaridade a torto e a direita.
No meio dos "assaltos" formados, foi só escurecer, que assaltos de verdade foram virando ao longo da festa. Uma mochila, um óculos, uma pochete... que isso... pouca coisa. Falta de escrúpulos.
Eis algo que salvou: o live da Dali. Graças a Deus. Ao bom Deus. Alguma coisa tinha que ter qualidade num meio de tanta excentricidade.
Bom era o meu tempo que eu ia e voltava da festa. E ficava um mês lembrando da Rave com a maior TERNURA. Dos bons momentos, risadas, abraços sem malícia, novas amizades... valores que foram perdidos junto com a tal da falta de bom senso.
Mas tudo tem de ser relevado. Afinal em festa que o convite mal vale 1,99, tudo pode acontecer.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Fato é fato. Melhor encará-los.
Melhor encararmos os fatos.
Os fatos. Olfatos. Ou fatos.

Ah os fatos. Tão fatídicos.
Fatos ruins na maioria do tempo.
Fatos bons no tempo que sobra.

Melhor ser fato?
Melhor dar fato?
Melhor dar de fato?
Melhor esquecer os fatos?

Oh! Melhor encarar os fatos
Encare-os.
Devore-os.
Divida-os.
Esconda-os.
Esmague-os.

Fatos são apenas fatos.

sexta-feira, agosto 17, 2007



Minha batucada





É esse o tipo de gente que nasceu, pra sorrir falso, dar abraço e depois dizer "não fui eu".





Quer desgraçar a vida alheia, porque ainda não encontrou motivo pra ser feliz sozinho. Tem dinheiro, carro, moto e namorada, mas gosta mesmo é dum "fuxiquinho"...





Mas eu, meu Deus, justo eu! Alvo desse tipo de canália porque sou feliz! Encho a cara, entorto o copo, danço e faço barraco, viro assunto no diz que me diz!





Que esse tipo que me desculpe, mas eu nasci para viver. Enquanto escrevem minha vida pois não têm o que fazer...





Eu me despeço, e homenageio, eu tiro onda com babaca. Quero mais um chocolate, uma pinguinha e uma faca. O chocolate eu vou comer, a pinguinha eu vou beber, e a faca? Com a faca eu ainda não sei o que fazer.








a todos os "fuxiqueiros" que não se sabe ainda porque perdem tanto tempo cuidando da minha vida



Mudando de Assunto...


Na minha andança por imagens para ilustrar esse blos simpático, achei um site muito bom!


Vale a pena conferir!


http://www.pisenagrama.com/parecepiada.htm

terça-feira, agosto 14, 2007

Sobre menina e ônibus

Como se fosse um diário hoje escrevo. Meu dia começou cedo hoje milagrosamente pelo fato acadêmico. Como fotógrafa do jornal-laboratório Jornal do Ônibus lá fui eu tirar minhas fotos.
Comecei pela feira passando por uma loja vejetariana e por fim a mais difícil das fotos.
Assim, não que seja difícil em seu sentido litaral, mas digamos a mais cansativa; pois se tratava de esperar um ônibus que tivesse tv. É, alguns ônibus em Ribeirão tem tv.
Lá estava eu, totalmente portuguesa, esperando uma única linha quando um fato que eu misteriosamente havia me esqucido aconteceu. Como as pessoas nessa cidade podem ser solidárias.
Um desse mocinhos que compram e vendem bilhete perguntou-me com um rosto sorridente:
- Nossa moça, que ônibus você vai pegar? Te vejo andando de um lado pro outro...
Eu na minha mais gentileza respondi:
- Vixi cara, preciso pegar um ônibus com tv...
E sentei no ponto.
Gentilmente, ele veio e me perguntou novemente:
- Porque você precisa pegar um ônibus com tv?
E eu mais uma vez gentilmente respondi:
- Então, preciso fotografar pro jornal da minha faculdade e tals...
Ele então arrematou com um belo sorriso:
- Moça, será melhor você ir no ponto ali embaixo, você pode pegar a linha tal, tal e tal. (não convém falar as linhas porque eu esqueci também!)
E nessa hora eu vi que o povo é solidário aos desconhecidos assim como semrpe deve ou deveria ser. Talvez seja o povo a melhor coisa do país, mais infelizmente, não reconhece seu valor diante de tanto esquecimento.
Ua a a!!

segunda-feira, agosto 13, 2007


Nada substitui o poder de te-los nas mãos.
Nenhuma tecnologia substituirá a companhia de um bom e velho livro.
Pois os livros são armas; as únicas armas contra todo o mal que assola o mundo.
Com eles podemos lutar contra os devaneios mundanos, sem que a vista se canse rápido.
Podemos devora-los e nos saciar da fome que nos fazem passar.
Livros são para serem sentidos.
Quando se os tem nas mãos, tem-se inteligência. E quem a tem, arma estratégias para lutar e vencer.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Fotoshop Gripado


Quero me desculpar com meus leitores amados e lhes dizer o motivo da minha indulgência quanto às publicações.
Passei cinco meses baixando o Fotoshop (na minha lenta internet discada) a fim de aprimorar minhas técnicas digitais e tal. Quando finalmente eu consegui terminar a façanha, em meados do começo de julho ou final de junho, instalei, usei e desliguei. Porém, entretanto e todavia, o PC nunca mais religou e o técnico, aquele camarada que não cobra, demorou um bocado para consertá-lo.
Resultado: passei um mês sem internet, perdi tudo, absolutamente tudo, inclusive as fotos da infância da minha Baga (a cã) e 20% da memória.

Maldito Fotoshop gripado.

Enfim, venho dizer que mesmo sem internet, eu escrevi algumas coisinhas no papel que voltarei a publicar assim que eu achar os papéis.

Até mais!!